Centro da Europa vive onda de calor para a História

| Ambiente

Paris registou a temperatura mais alta de sempre na capital francesa
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Uma segunda onda de calor está a invadir o centro da Europa, com os termómetros a registarem temperaturas de proporções sem precedentes. França, Reino Unido, Holanda, Bélgica e Alemanha enfrentam dificuldades perante as marcas dos termómetros. Há milhões de pessoas afetadas.

Cidades como Londres, Paris e Berlim estão a registar temperaturas consideradas demasiado altas para esta fase do ano, devido à subida de uma massa de ar quente vinda do deserto do Sahara.

A capital francesa registou esta quinta-feira mais de 42 graus, um nível histórico. Foi acionado um alerta vermelho.


João Botas, Paula Meira - RTP

Foi assim superada a temperatura mais alta desde que há registos em Paris -  a 28 de julho de 1947, os termómetros mostraram 40,4 graus. No norte de França, há regiões que poderão ter temperaturas a rondar os 46 graus Celsius.

As autoridades francesas alertam os cidadãos para que se preparem: o mercúrio dos termómetros pode ainda ascender.


Em Londres, cidade com temperaturas moderadas, foram também registados números altos, pouco usuais para esta altura do ano e para as temperaturas no Reino Unido em geral. Em Heathrow, mediram-se 36,9 graus celsius, sendo o dia de verão mais quente no Reino Unido.

Com medições desde 1865, o dia mais quente de sempre no país aconteceu em 2003, com 38,5 graus.

Os vencedores de ares condicionados e ventoinhas subiram os preços em mais de 40 por cento durante a onda de calor e vários sindicatos pedem horas de trabalho flexíveis para que os profissionais possam evitar as piores horas e até trabalhar a partir de casa.


A Bélgica também registou máximos históricos. Os termómetros marcaram na cidade de Liége (a 50 quilómetros de Bruxelas) 40,2 graus Celsius.

De acordo com o Instituto Real de Meteorologia, “após a validação dos resultados de quarta-feira nas estações climatológicas do IRM, novo recorde nacional para a Bélgica: 40,2 graus em Angleur, em Liége, a mais alta desde 1833”.

Esse foi o ano em que o país começou a medir temperaturas. A Bélgica está sob alerta vermelho até sexta-feira e exclui apenas a costa. Foram anunciadas medidas para prevenir a desidratação e não estar exposto à radiação solar.

Andrea Neves, correspondente da Antena 1 em Bruxelas

As autoridades belgas decidiram encerrar vários serviços públicos e avisam que só em último caso os cidadãos devem viajar de comboio. A ilustrar o aviso esteve a avaria de uma composição numa viagem entre Paris e Bruxelas.

A Alemanha também estado a sentir as consequências da onda de calor. A cidade de Lingen registou 41,5 graus Celsius, sendo assim batido o recorde de temperaturas no país. Há notícias de lagos e rios que secaram e de peixes e outras espécies “severamente em perigo”.

A Holanda também está a ser afetada, com os termómetros a registarem 39,4 graus Celsius.

Em locais da Alemanha, Suíça e Áustria houve comunidades a pintarem trilhos brancos nas ruas na esperança de que as temperaturas diminuam.

Foto: Em Paris, os franceses vão a banhos - EPA

Os idosos formam o grupo mais vulnerável e são múltiplos os avisos para que se protejam. Vários institutos de meteorologia por toda a Europa também registaram a deterioração da qualidade do ar, com consequências para a garganta, nariz e olhos.

Espera-se que esta situação de calor extremo termine na sexta-feira com a chegada de uma frente fria ao Continente Europeu. No entanto, os cientistas avisam que estas situações deverão vulgarizar-se nos próximos anos.

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