CDS deu contributo "importante" para vitória de Rui Moreira no Porto -- Distrital
Porto, 02 out (Lusa) -- O líder da distrital do CDS-PP/Porto, Álvaro Castello-Branco, afirmou hoje que o partido é o segundo "com mais representação autárquica" no concelho portuense, considerando que os centristas deram um "importante" contributo para a vitória de Rui Moreira no Porto.
Álvaro Castello-Branco falava à agência Lusa depois da reunião da distrital a que preside, onde foram analisados os resultados eleitorais de domingo, considerando que "no Porto, a estratégia que o CDS-PP seguiu foi coroada com êxito".
"A vitória é sempre, em primeiro lugar, do candidato à câmara, seja em que concelho for. Portanto a vitória em primeiro lugar é do Dr. Rui Moreira. (...) Mas eu acho que o CDS deu o seu contributo, que eu acho que foi importante para esta vitória", considerou.
Apoiado pelo CDS-PP, o candidato independente Rui Moreira venceu no domingo as eleições autárquicas para a Câmara do Porto, relegando para terceiro lugar a escolha do PSD, Luís Filipe Menezes e para segundo o socialista Manuel Pizarro.
"O CDS aumentou a sua representação autárquica no Porto. Elegeu um vereador, sete membros para a Assembleia Municipal, tem em todas as freguesias imensos autarcas eleitos. Feitas as contas, eu penso que neste momento o CDS será o segundo partido político com mais representação autárquica no Porto", evidenciou.
Questionado sobre o resultado de Luís Filipe Menezes, o ex-vice-presidente de Rui Rio na Câmara do Porto disse não ter "por norma comentar as derrotas dos outros".
"Penso que o PSD, como qualquer partido nesta situação faria, terá que fazer uma reflexão relativamente à estratégia e à política que vai querer seguir para o futuro porque terá entendido claramente que o eleitorado do Porto não se revê na estratégia que apresentou", afirmou.
Interrogado sobre as coligações necessárias para a governação de Rui Moreira -- o independente venceu com maioria relativa -- Álvaro Castello-Branco considera que "é cedo para projetar cenários" mas garante que o CDS, perante alguma questão que tem que ser resolvida -- "neste caso concreto é garantir uma boa governabilidade da cidade" -- está sempre do lado da solução.
Sobre a composição da Junta Metropolitana do Porto, o líder da distrital centrista defende a necessidade de "encontrar um consenso largo", considerando que ela não deve ser "monocolor mas sim transparecer a realidade que é de todos aqueles presidentes de câmara".
"Com o resultado destas eleições - oito foram ganhas pelo PSD, seis foram ganhas pelo PS, uma foi ganha pelo CDS e dois são independentes - apesar de ser quem tem mais câmaras, o PSD sozinho não consegue determinar a presidência da Junta Metropolitana", explicou.
Por isso, e com esta "correlação de forças", é importante, e isso vai acontecer de certeza absoluta, que os vários intervenientes "se sentem e que se encontre um consenso à volta desta matéria".
"Não é desejável e seria muito mau que nós tivéssemos uma Junta Metropolitana do Porto que não funcionasse", alertou.