Menezes quer Porto na lista de câmaras com finanças mais equilibradas

Menezes quer Porto na lista de câmaras com finanças mais equilibradas

Porto, 04 set (Lusa) -- A candidatura de Luís Filipe Menezes (PSD) à Câmara do Porto anunciou hoje querer "manter" a autarquia "no ranking das 20% mais equilibradas do país, do ponto de vista económico e financeiro".

Lusa /

Em conferência de imprensa, Luís Filipe Menezes afirmou pretender "procurar recursos para desenvolver projetos", querer "fazer participar a cidadania na fiscalização sistemática" da sua gestão e querer dar voz aos vereadores, para que a cidade saiba quem eles são e a quem têm de "pedir contas".

A candidatura de Menezes estabelece como objetivo "manter a Câmara, permanentemente, no ranking das 20% mais equilibradas do país" e "assegurar o pagamento permanente a todos os fornecedores de bens e serviços, bem como a empreiteiros de obras públicas dentro dos prazos previstos na lei".

"Colocar o passivo de médio e longo prazo da câmara num nível mais sustentável, encetando políticas que levem a que num período de um ciclo político, a dívida, que é ligeiramente superior a 100 milhões de euros, seja equivalente a tão-somente 40% das receitas correntes da autarquia", é outra das metas estabelecidas.

Ricardo Valente, número cinco na lista de Menezes, responsável pela apresentação das linhas gerais de gestão económico e financeira para os próximos quatro anos, afirmou que "o Porto não pode continuar a ser a cidade das contas certas com base em nada feito".

Na sua opinião, o Porto precisa de Menezes numa "liderança forte assente numa política económica e financeira sustentável, mas que não torne a cidade podre com os cofres cheios".

"O Porto tem que ser avaliado pela capacidade de criação de riqueza, para todos os seus agentes, e tem que ter no século XXI a capacidade de ser uma grande cidade europeia, que não tem que ir a Lisboa pedir favores, tem que ir a Lisboa pedir aquilo a que tem direito", referiu.

A candidatura "Porto Forte" pretende "aproveitar a força da Universidade do Porto", ter a capacidade de "criar empreendedorismo" e trazer de novo "a industria para a cidade".

Valente assegurou também que a autarquia vai "levar a consulta pública todos os investimentos superiores a um milhão de euros", para que "haja, de facto, o conhecimento da cidade relativamente àquilo que a câmara pretende fazer".

"A Câmara não é dona da verdade, as pessoas que estão a gerir a câmara não são donas da verdade, temos que ter a capacidade de ouvir, de aceitar críticas", sustentou.

Implementar um "sistema Índice de Benchmarking Municipal (IBM)" foi também um compromisso assumido hoje, sendo que o seu objetivo é "mensurar" os investimentos.

A ideia é que "se crie modelos de avaliação dos benefícios sociais e económicos dos nossos investimentos", explicou.

Introduzir o conceito "orçamento participativo" é outro objetivo desta candidatura que pretende que "o Porto seja de todos os seus cidadãos".

"Os portuenses nesta altura, com sinceridade e em meu entender, já estão noutra", destacou Menezes, considerando que "já estão na circunstância de fazerem a última das suas escolhas, que é quem querem para liderar a cidade".

"Tudo o resto já é ruído", afirmou o candidato, para quem o seu programa eleitoral, que vai ser apresentado na próxima semana, contém "itens que a população do Porto já identifica".

Para além de Luís Filipe Menezes, na corrida à Câmara do Porto estão Manuel Pizarro (PS), Rui Moreira e Nuno Cardoso (ambos independentes), Pedro Carvalho (CDU), José Soeiro (BE), Costa Pereira (PTP) e José Carlos Santos (PCTP/MRPP).

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