Chandrayaan-2. Índia já lançou segunda missão lunar

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Cientistas constroem alguns dos módulos da missão lunar, Chandrayaan-2, na Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO)
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O foguetão da missão lunar indiana, Chandrayaan-2, já descolou. Caso esta missão seja bem-sucedida, vai ser possível, pela primeira vez, explorar o lado sul da superfície lunar.

Centenas de indianos reuniram-se, esta segunda-feira, para assistir à segunda tentativa de lançamento da missão de exploração lunar, Chandrayaan-2, desenvolvida pela Agência Espacial Indiana.

O foguetão descolou da Estação Espacial de Sriharikota, no sudoeste da Índia, pelas 14h43 locais (9h13 em Lisboa), uma semana depois da “falha técnica” que obrigou os cientistas a cancelar a missão, apenas a 56 minutos da hora prevista.

Este pode ser “o início de uma jornada histórica da Índia para a Lua”, afirmou o responsável pela Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO), Kailasavadivoo Sivan, em direto para o canal de Youtube da Doordarshan National durante o lançamento do foguetão.

A Chandrayaan-2 está “mais forte do que nunca” e “preparada para levar mil milhões de sonhos para a Lua”, lê-se num tweet feito pelo responsável da estação espacial.

 

  Qual é o objetivo desta missão?


A primeira missão lunar indiana, Chandrayaan-1, ajudou a comprovar a presença de água na Lua, mas não chegou a aterrar na superfície. Já a sucessora pretende explorar o inédito, o lado sul da superfície lunar. Durante o próximo ano este módulo vai mapear a superfície lunar e estudar a atmosfera externa da lua.

Chandrayaan-2, o “veículo lunar” de 3,8 toneladas, vai viajar durante dois meses até se posicionar corretamente para uma possível aterragem. Para isso, o foguetão vai colocar-se numa órbita circular, a 100 km da superfície lunar.

Momentos depois, o lander Vikram – em homenagem a Vikram Sarabhai, pioneiro do programa espacial indiano – vai separar-se e aterrar suavemente na lua, perto do polo sul.

Vão ser "15 minutos terríveis para os cientistas quando a sonda for solta e for lançada em direção ao polo sul da Lua", revelou o responsável pela agência espacial indiana, Kailasavadivoo Sivan.

Depois de respirarem fundo e da sonda aterrar, com sucesso, no polo sul da Lua, o robô da “sabedoria” vai passar um dia lunar - duas semanas em tempo terrestre – à procura de informação crucial acerca da composição mineral e química da Lua. Ao mesmo tempo, vai tentar encontrar água na superfície lunar.

Se tudo correr conforme planeado, a Índia vai tornar-se no quarto país a pousar na superfície lunar. Apenas a Rússia, os Estados Unidos e a China conseguiram esse feito.

“A Índia quer mostrar, especialmente desde que o primeiro-ministro Narendra Modi assumiu o poder, que a India é uma grande potência e que tem de ser tratada como a maior potência Indo-Pacífica”, explicou Rajeswari Pillai Rajagopalan, diretor da Iniciativa Política Nuclear e Espacial da Observer Research Foundation em Nova Deli, na Índia.

A missão que custou cerca de 125 mil milhões de euros ao Governo indiano pretende demonstrar a “crescente sofisticação do poder espacial indiano”, concluiu.

Tópicos:

Chandrayaan-2, Lua, Missão lunar indiana,

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