CEO da SIVA espera que OE2018 não traga mais aumentos de impostos para o setor automóvel

| Conversa Capital
CEO da SIVA espera que OE2018 não traga mais aumentos de impostos para o setor automóvel

Entrevista Antena1/Negócios a Pedro de Almeida, CEO da SIVA.

Entrevista de Rosário Lira (Antena1) e André Veríssimo (Jornal de Negócios)


Impostos


Pedro de Almeida, CEO da SIVA, espera que o próximo orçamento para 2018 não traga mais aumentos de impostos para o setor automóvel, porque o peso da carga automóvel já é a segunda maior da Europa e restringe o crescimento do mercado.

Importação

Por outro lado, considera que não se justifica a existência de incentivos fiscais à importação de carros usados com mais de 8 anos. Justifica a posição com o envelhecimento do parque automóvel que é sobretudo prejudicial para Portugal.

Elétrico

Pedro de Almeida adianta que a aposta em matéria de incentivos deve ir para o carro elétrico e lembra que nem todos os incentivos custam dinheiro ao Estado como seja, por exemplo, a isenção de pagamento de estacionamento.

Crédito

Adianta que o recurso ao crédito "não é um gargalo". A procura não é travada por causa do crédito. No entanto, as empresas ainda continuam a ter dificuldades no recurso à banca.

Moda

Para o próximo ano prevê que haja um crescimento do mercado, a componente do 'rent a car' deverá crescer menos, o peso dos SUV será maior. A ajuda que o governo pode dar é "não alterar as regras do jogo".

Autoeuropa

Nesse sentido acredita que a crise na Autoeuropa se vai resolver, porque a aposta da Volkswagen no novo carro a produzir em Portugal é uma aposta ganha, "um produto fundamental" que vai permitir à Autoeuropa "produzir mais carros do que alguma vez fabricou". Adianta que tem confiança numa solução e revela que "em toda a Europa a procura é já superior aos níveis de produção que se preveem a Autoeuropa possa vir a ter".

CO2

Relativamente ao escândalo das emissões de CO2, o CEO da SIVA adiantou que em Portugal já foram feitas correções em cerca de 60 por cento das 100 mil viaturas a serem intervencionadas. Dificilmente serão atingidos os 100 por cento, porque há proprietários que já não conseguem identificar. Esperam ter concluído o processo no final do ano. 

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