Conversa Capital com Francisco Calheiros, Presidente da Confederação do Turismo Português

por Antena 1

Foto: Antena1

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal admite que o salário mínimo tem de aumentar, mas considera que o esforço não pode ser apenas dos empresários.

Em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, Francisco Calheiros admite aumentos na medida em que também forem reduzidos os custos que as empresas têm com os trabalhadores. Aponta o dedo ao Estado - que é quem mais beneficia com os aumentos - e sugere que se reduza a contribuição de 23,75 por cento, que os patrões têm de pagar à Segurança Social. Não se compromete com valores, remete o assunto para a concertação social, a avaliar com base no contributo de tudo e de todos. No que se refere em particular ao sector do turismo, Francisco Calheiros considera que, face à falta de mão-de-obra, os salários vão mesmo aumentar de forma gradual. Adianta que o processo está já em curso e vai intensificar-se por via da contratação coletiva.

O alargamento ao Montijo não pode parar


O presidente da Confederação do Turismo não quer ouvir falar da possibilidade de se voltar a estudar a construção do novo aeroporto em Alcochete, como sugeriu o PSD. Em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, Francisco Calheiros considera que decisão está tomada: Portela + Montijo não deve ser interrompida nem sequer pensar em começar a estudar outra opção. Não devem existir distrações. "Não podemos ter nuvens a ensombrar uma decisão que se tomou". Alcochete só depois do Montijo estar a funcionar.

2019 vai registar novo recorde no turismo

Apesar da quebra registada no verão, o presidente da Confederação do Turismo estima que Portugal atinja novo recorde de turistas este ano. "2019 vai ser melhor do que 2018". O número de hóspedes, de dormidas e de receitas continuam a aumentar. Segundo Francisco Calheiros, Portugal já conseguiu recuperar a quebra registada ao nível dos turistas britânicos. "O nosso Brexit já aconteceu" adiantou, justificando com o facto de neste momento se registar uma subida dos turistas britânicos de 2 por cento, depois de uma quebra, em 2018, de 7,5 por cento. Em contrapartida, o mercado alemão baixou. Estas quebras estão a ser compensadas por americanos, espanhóis e chineses. O que faz com que em junho o crescimento tenha sido da ordem dos 4 a 7 por cento.

Do próximo governo, Francisco Calheiros espera estabilidade, não necessariamente com maioria absoluta e pede a isenção do IVA na realização de grandes conferências tal como já acontece em Espanha.


Pode ver aqui na íntegra esta entrevista de António Cruz Serra, Reitor da Universidade de Lisboa, a Rosário Lira (Antena1) e Wilson Ledo (Jornal de Negócios):