Reportagem
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Covid-19. A situação ao minuto do novo coronavírus no país e no mundo

por RTP

Rafael Marchante - Reuters

Acompanhamos aqui todas as atualizações sobre sobre a progressão da pandemia do novo coronavírus à escala internacional.

Mais atualizações



22h15 - Pandemia já ultrapassou os 343 mil mortos e 5,3 milhões de infetados

A covid-19 já matou pelo menos 343.211 pessoas e infetou mais de 5,3 milhões em todo o mundo. De acordo com os dados recolhidos pela AFP, 5.362.160 casos de infeção tinham sido oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro, na cidade chinesa de Wuhan.

Face à contagem do dia anterior, foram contabilizadas mais 3.441 óbitos e 99.827 novos casos, sendo que os países com mais óbitos nas últimas 24 horas foram o Brasil, com 965 mortes, os Estados Unidos, com 951, e o México, com 190.

Os Estados Unidos da América, que registaram a sua primeira morte derivada do novo coronavírus no início de Fevereiro, são o país mais afetado, tanto em termos de mortes como de casos, com 97.430 mortes e 1.633.076 casos. Pelo menos 361.239 pessoas foram declaradas curadas até hoje pelas autoridades sanitárias norte-americanas.

Depois dos EUA, os países mais afetados são o Reino Unido, com 36.793 óbitos em 259.559 casos, a Itália, com 32.785 mortos (229.858 casos), a Espanha, com 28.752 mortes (235.772 casos) e a França, com 28.367 vítimas (182.584 casos).

Entre os países mais duramente atingidos pela pandemia, a Bélgica continua a ser o que detém a maior percentagem de óbitos sobre a sua população, com 80 mortes por cada 100.000 habitantes, seguida de Espanha (61), Itália (54), Reino Unido (54) e França (43).

A Europa totalizava até às 19:00 de hoje pelo menos 173.915 mortos e 2.021.900 casos, os Estados Unidos e o Canadá 103.889 mortos e 1.717.158 casos, a América Latina e as Caraíbas 39.166 mortos e 720.260 casos, a Ásia 13.992 mortos e 441.447 casos, o Médio Oriente 8.805 mortos e 343.372 casos, África 3.314 mortos e 109.562 casos, e Oceânia 130 mortos e 8.466 casos.

21h51 - Novo coronavírus condiciona cerimónias na grande mesquita de Meca

O alastramento da pandemia do novo coronavírus forçou medidas de exceção nas cerimónias mais importantes do calendário muçulmano. Ao contrário do habitual, nas cerimónias do fim do jejum do ramadão apenas foi permitida a presença de algumas centenas de fiéis no interior da grande mesquita de Meca.


21h05 - Infeções em Angola sobem para 69 casos sem novos óbitos

O número de infetados por covid-19 aumentou hoje para 69 casos, dos quais quatro resultaram em óbito e 18 doentes recuperados, informou a ministra da Saúde angolana.

Sílvia Lutucuta informou que os oito novos casos são de contaminação local, sete dos quais são da cerca sanitária do Futungo, todos assintomáticos, e o outro de uma clínica privada, que também presta assistência a casos de covid-19.

19h14 - Madeira mantém registo de 90 casos há 18 dias consecutivos

Sem novos casos há mais de duas semanas, a Madeira conta já com 67 recuperados, sendo que os 23 doentes ativos não necessitam de cuidados hospitalares.

As autoridades de saúde do arquipélago estão a acompanhar 432 pessoas, das quais 314 em vigilância ativa e 117 em autovigilância.

18h49 - Lar de idosos evacuado em Abrantes após 15 casos

Um lar de idosos foi evacuado este domingo na freguesia de Carvalhal após a confirmação de um total de 15 testes positivos à covid-19 entre utentes, funcionários e proprietários.

Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, “foram hoje transportadas sete idosas utentes daquele espaço pelos bombeiros de Abrantes” para uma enfermaria criada na unidade hospitalar da cidade para este tipo de situações.

A delegada de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança, disse à Lusa que esta situação “deriva da socialização e de uma quebra das boas práticas” levadas a cabo num “lar sem licenciamento”. Das várias pessoas que vivem na mesma habitação, acrescentou, entre “filho, pais, avós e outras pessoas”, estão todos positivos, aguardando-se pelo resultado de um teste a um funcionário.

“Na casa ficou apenas o casal proprietário”, disse a delegada de Saúde, tendo feito notar que “os casos positivos estão todos assintomáticos”.

18h25 - Farmacêutica promete vacina a partir de setembro

O presidente executivo da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, Pascal Soriot, disse que os britânicos poderão ter acesso a uma vacina contra o novo coronavírus a partir de setembro, caso os testes clínicos prossigam.

Em declarações à BBC, o diretor francês da farmacêutica, com sede em Cambridge, no Reino Unido, declarou que os cidadãos daquele país estarão entre os primeiros a receber as doses, a partir do outono.

“Recebemos um pedido do Governo britânico para fornecer 100 milhões de doses da vacina, e essas serão enviadas para os britânicos”.

17h48 - Liverpool-Atlético de Madrid levou a 41 mortes após infeções

Um estudo publicado pelo jornal Sunday Times conclui que o jogo da Liga dos Campeões entre Liverpool e Atlético de Madrid, em 11 de março, levou a 41 mortes por infeção de covid-19.

O estudo hoje publicado pelo jornal britânico, foi feito a partir de dados do serviço nacional de saúde britânico (NHS), comprovando que o jogo, ao qual assistiram cerca de três mil adeptos do clube espanhol, provocou mais mortes do que a tragédia do estádio Heysel, em Bruxelas, em 1985, que registou 39 vítimas mortais entre adeptos da Juventus e dos ‘reds' na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus desse ano.

A vitória ‘colchonera' por 3-2, ante o campeão europeu, aconteceu dois dias antes de o estado de alarme ser decretado em Espanha, e o diretor de saúde pública da cidade de Liverpool, Matthew Aston, já tinha dito, em abril, que a realização do encontro com adeptos nas bancadas foi "um erro" e levou a um aumento de casos na cidade.

O autarca da cidade britânica, Steve Rotheram, pediu em 23 de abril uma investigação formal ao encontro, considerando "escandalosa" a possibilidade de a partida ter levado a mais infeções.

Segundo o estudo, as 41 mortes aconteceram entre 25 e 35 dias após a partida, quando Espanha já registava perto de 640 mil casos positivos e o Reino Unido perto de 100 mil.

Outro dos eventos analisados pelo estudo é o Festival de Cheltenham, onde estiveram perto de 250 mil pessoas na segunda semana de março, e que provocou "37 mortos adicionais" por covid-19.

17h41 - A pandemia covid-19 é uma crise em cima de outras crises igualmente fatais

Organizações humanitárias procuram preencher o vazio em que milhões de vidas já se encontravam antes de o novo coronavírus tomar conta do planeta. Aqui, o caso do Zimbabué.


17h20 - Mais 60 ventiladores. O país não vai comprar mais no estrangeiro

A ministra da Saúde disse na conferência de imprensa diária que chegaram mais 60 ventiladores a Portugal e que o Governo não pretende comprar mais, havendo a expectativa de o país ser autossuficiente com a produção nacional.

Marta Temido afirmou também que, dos equipamentos comprados, nenhum foi utilizado.

17h05 - Sonae da Azambuja com 109 casos de covid-19

Para já, o Governo não está a equacionar uma cerca sanitária na Azambuja, fez saber a ministra da Saúde, numa altura em que o centro logístico da Sonae naquela localidade já regista 109 casos positivos de covid-19.

"Cercos sanitários, neste momento, não são algo que estejamos a equacionar", declarou Marta Temido.

16h21 - Feira do Relógio em Lisboa reabriu dois meses depois

Com fiscalização permanente das regras de distanciamento social nem sempre fáceis de cumprir, a afluência foi grande, mas os comerciantes garantem que ainda longe de um dia normal.


16h15 - Estados Unidos vão proibir viagens com o Brasil

A Casa Branca deverá fazer o anúncio ainda hoje. Os Estados Unidos vão interditar as viagens provenientes do Brasil, um dos países mais afetados pela pandemia de covid-19.

Declarou a este propósito Robert O'Brien, conselheiro de segurança nacional da Casa Branca: “Creio que vamos ter uma nova decisão hoje sobre viagens que envolvam o Brasil, como fizemos com o Reino Unido, a Europa e a China, e esperamos que seja temporário”.

“Devido à situação no Brasil vamos tomar todas as medidas necessárias para proteger o povo norte-americano”, explicou O'Brien, numa altura em que os Estados Unidos já registam perto de 100 mil mortes associadas à covid-19.

15h51 - Avião com material chinês aterrou hoje no Porto

O avião aterrou com 25 toneladas de material de proteção vindo da China, em grande parte máscaras compradas por uma empresa que revende a privados e hospitais. Foi o primeiro transporte feito pelo avião comercial da TAP transformado em avião de carga.


15H45 - Infarmed proíbe distribuição de testes já usados em lares e creches

O Infarmed proibiu a distribuição de testes que já estão a ser usados em lares e creches. A Autoridade do Medicamento tem dúvidas quanto à segurança e desempenho dos kits.

No entanto, 48 mil destes testes de despistagem da Covid-19 já foram realizados.


15h35 - Setúbal, segundo distrito com mais novos casos

O distrito de Setúbal é agora o segundo com mais novos casos de covid-19, passando o Porto para terceiro lugar, indica um relatório que revela que 36% das pessoas contagiadas tinham entre os 20 e os 39 anos.

Os dados da DGS referentes ao período entre 13 e 21 de maio mostram que mais de metade dos novos casos (55%) ocorreram no distrito de Lisboa e que "o distrito de Setúbal passou a ser o segundo com mais novos casos de contágio, com 13% do total, passando o Porto a ser o terceiro, com 11%", revelou a ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa diária.

14h48 - Mais sete casos recuperados nos Açores

Os Açores registaram, nas últimas 24 horas, mais sete recuperações da infeção pelo novo coronavírus, não tendo verificado, no mesmo período, nenhum novo caso positivo, adianta a Autoridade de Saúde Regional.

Até ao momento, já foram detetados na Região Autónoma 146 casos de infeção, verificando-se 121 recuperados, 16 óbitos e apenas nove casos positivos ativos para infeção pelo SARS-CoV-2: oito na Ilha de São Miguel e um no Pico.  

14h00 - Testes negativos podem ser positivos “no dia seguinte”, lembra a DGS


Portugal é dos países “que mais tem recorrido aos testes”, afrimou Graça Freitas. Mas os testes são “uma fotografia” do momento: os testes negativos não são garantia de que não se tornem “positivos no dia seguinte”.

O plano nacional relativo aos testes funciona “de acordo com uma estratificação do risco”, explicou a diretora-geral. E é exatamente isso que se está a fazer em diversas regiões, nomeadamente na Azambuja.

13h50 - Testes rejeitados pelo Infarmed

Em resposta a uma pergunta sobre os kits de testes que foram rejeitados pelo Infarmed, conforme noticiou este domingo o Observador, a ministra da Saúde considerou tratar-se de um dado positivo. O Instituto do Medicamento, disse, “está a cumprir o seu papel”.

13h43 – Contágio nos agregados familiares não “surpreende”, mas é preciso “cautela”

Relativamente à questão das infeções entre “coabitantes em domicílio”, a DGS recordou que há orientações para manter uma pessoa em isolamento dentro de casa, caso esteja infetada ou com suspeita de infeção.

Portugal tem conseguido “manter 80 por cento ou mais dos seus doentes a serem acompanhados em domicílio, pelas equipas de medicina geral e familiar” e esta tem sido “uma excelente prática”, garantiu Graça Freitas.

Há orientações “para minimizar o contacto a partir do primeiro caso”, embora seja “difícil, dentro do agregado familiar, manter o isolamento de 14 dias”. Por isso, não é de surpreender que sejam identificados casos de contágio em domicílio, sendo, normalmente, casos pouco graves.

“Uma habitação funciona como um ecossistema, uma bolha” e por isso, as visitas entre familiares e amigos tem de ser avaliada “com muita cautela”.

“Estamos na época Covid”, lembrou a diretora-geral da Saúde, por isso, embora as pessoas queiram voltar à normalidade, “sair para trabalhar e para conviver, mas tem que haver respeito pelo distanciamento entre as pessoas”.

13h38 – Ainda não há data definida para reabertura de ginásios

Questionada quanto à reabertura de ginásios e academias, a diretora-geral da Saúde afirmou que tem se estado “a trabalhar nas regras”, mas a data em que se poderá iniciar esta atividade “ainda não está definida”.

Graça Freitas assegurou estar a trabalhar com todas as associações e entidades deste sector de forma a que “essas regras estejam prontas na retoma da atividade”.

13h31 – Situação da Azambuja continua a ser acompanhada

A DGS garantiu que a situação da zona da Azambuja continua a ser acompanhada.

“À medida que são realizados testes, encontram-se mais casos positivos”, nesta região, adiantou Graça Freitas. De acordo com a última atualização de dados, há “109 casos positivos” na SONAE e mantém-se estáveis os casos identificados nas outras empresas da zona.
De todos os casos identificados, a maioria são assintomáticos ou têm sintomas ligeiros, estando “apenas um internado, em enfermaria e numa situação estável”.

As autoridades locais estão a realizar rastreios nas zonas comunitárias de residência dos trabalhadores e as entidades empregadores estão a “organizar as pausas dos trabalhadores”, visto que são os momentos “em que as pessoas se encontram”, assim como, “os circuitos de entrada e saída” e a “utilização dos espaços comuns”.

13h19 – Casos isolados e “pequenos focos” na região de Setúbal

De acordo com os dados divulgados este domingo, 55 por cento dos novos casos reportados foram em Lisboa e 13 por cento em Setúbal.

O Governo reuniu com as autoridades de saúde locais do distrito de Setúbal e concluiu que se trata de “uma situação mista”, esclareceu a diretora-geral de saúde.

Isto é, “há pequeno focos” que aconteceram “por concentração de pessoas, incluindo em ambiente domiciliário”, “outras pequenas concentrações em espaços públicos que originaram outros casos”, assim como “pequenos focos muito localizados e controlados em lares” e em locais de obras, “porque são zonas por onde circulam trabalhadores de várias origens”.

“Não há um padrão de uma epidemia localizada”, explicou Graça Freitas, garantindo que se tratam apenas de pequenos “clusters” e de alguns “casos isolados”, que as autoridades “identificaram e controlaram muito bem”.

A diretora-geral da Saúde garante que todas as “atenções” estão viradas para os focos da região de Lisboa e de Setúbal e que tem sido feito o possível para minimizar os focos.

13h15 - Perguntas e respostas

Questionada pela RTP sobre a ocupação do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, onde uma equipa de reportagem do serviço público constatou a presença de pessoas que não podem ter alta porque não têm lares com as necessárias condições para as receberem, a ministra da Saúde afirmou que estes doentes “têm-se mantido, desde o dia 16 até 22 de maio, na casa dos 57”, agora 58.

“Penso que tem termos da capacidade hospitalar, é um número que compara bem, ainda”, reforçou.

Quanto aos doentes ali internados em cuidados intensivos, havia a 22 de maio oito pessoas em dez camas.

13h14 - Começa a conferência de imprensa das autoridades de saúde

A ministra da Saúde afirma que, dos 152 casos novos de infeção pelo novo coronavírus, nenhum acontece no Alentejo ou no Algarve, 14 aconteceram na região norte, sete na região centro e 131 na região de Lisboa e Vale do Tejo, “que continua a ser por estes dias o foco principal de trabalho e atenção”.

Quanto à distribuição dos 14 novos óbitos, seis ocorreram na região norte, um na região centro e sete na região de Lisboa e Vale do Tejo.
“A nossa taxa de letalidade era de 4,3 por cento, a taxa de letalidade global, e 16,6 por cento a taxa de letalidade acima dos 70 anos”, afirmou a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Adicionalmente, tínhamos à hora de reporte 336 doentes internados, menos 12 do que no dia anterior. Setenta e oito estavam em unidades de cuidados intensivos, menos dois do que no dia anterior”, continuou.

Com base em dados compilados pela Divisão de Epidemiologia e Estatística da DGS, Marta Temido adiantou que 48 por cento dos casos dizem respeito a mulheres, 36 por cento entre ao grupo etário entre os 20 e os 39 anos. Cinquenta e cinco por cento são residentes no distrito de Lisboa, seguindo-se Setúbal e o Porto.

Do total de casos incluídos neste estudo, 50 por cento eram sintomáticos e 33 por cento assintomáticos.

Dos novos casos reportados, 53 por cento tinham registo de informação sobre o tipo de transmissão: 45 por cento das infeções foram contraídas entre coabitantes, 19 por cento em ambiente laboral, 11 por cento em lares e dez por cento em ambiente social.

13h11 - DGS divulga boletim epidemiológico

Os últimos dados da Direção-Geral da Saúde referem um aumento do número de mortos, nas últimas 24 horas, em 14. Os casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus aumentaram em 152 e o número de pessoas recuperadas subiu em 9844, evolução determinada pelo acerto anunciado na véspera pela ministra da Saúde.

Há agora registo de 30.623 casos confirmados desde o advento da pandemia, 1316 casos mortais e 17549 pessoas recuperadas.

Aguardam nesta altura resultados laboratoriais 2115 pessoas. As autoridades sanitárias mantêm debaixo de vigilância 26.328 casos.

13h05 - Mais de 342 mil mortos e mais de 5,3 milhões de infetados em todo mundo

A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 342.295 pessoas e infetou mais de 5,3 milhões em todo o mundo desde dezembro, de acordo com o balanço agência France Presse, até às 11h00 deste domingo.

Pelo menos 2.066.300 são hoje considerados curados.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte associada ao novo coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes (97.087) e casos (1.622.670), sendo que pelo menos 361.239 pessoas foram dadas como curadas.

Após os Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 36.675 mortes em 257.154 casos, a Itália com 32.735 mortes (229.327 casos), a Espanha com 28.678 mortes (235.290 casos) e a França com 28.332 mortes (182.469 casos).

A China - excluindo os territórios de Hong Kong e Macau - onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou oficialmente um total de 82.974 casos (três novos entre sábado e domingo), incluindo 4.634 mortes e 78.261 curas.

A Europa totalizava, às 11:00 de hoje, 173.551 mortes para 2.014.969 casos, Estados Unidos e Canadá 103.534 mortes (1.706.291 casos), América Latina e Caribe 39.103 mortes (715.568 casos), Ásia 13.962 mortes (439.229 casos), Médio Oriente 8.762 mortes (335.953 casos), África 3.253 mortes (107.205 casos) e Oceânia 130 mortes (8.466 casos).

12h05 - China disponível para ajudar a identificar vírus

O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, manifesta a disponibilidade do país para cooperar numa investigação internacional que permita identificar a origem do novo coronavírus. Mas sem interferência política.

Wang Yi, citado pela France Presse, avisou que a cooperação "terá de se abster de interferência política", insistindo na acusação de que há políticos norte-americanos a "espalharem boatos" para "estigmatizar a China".

12h00 - Ministra debaixo de críticas do PCP da Azambuja

O PCP da Azambuja saiu este domingo à liça para recusar a responsabilização de trabalhadores pelo surto de Covid-19 num pólo empresarial daquele concelho, lamentando declarações da ministra da Saúde nesse sentido, e reclamou "medidas concretas".

Em comunicado, a estrutura concelhia do PCP "rejeita a responsabilização dos trabalhadores pela situação criada e a ilibação das entidades empregadoras, como fez a ministra da Saúde, não referindo as condições de transporte, em particular na Linha de Azambuja".

Em conferência de imprensa, no sábado, Marta Temido afirmou que os surtos de Covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo, "um foco prioritário de atenção" das autoridades de saúde, têm origem provável em comportamentos individuais de maior relaxamento em momento de pausa no trabalho.

11h19 - Mais 153 mortes na Rússia

As autoridades russas reportaram este domingo um acréscimo de 153 vítimas mortais do novo coronavírus, para um total de 3451.

Foram também documentados mais 8599 casos em 24 horas. O total de infeções confirmadas em território russo é agora de 344.481.

10h46 - "À beira de uma nova Guerra Fria"

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, veio hoje advertir que as posições de "certas forças políticas norte-americanas" sobre a origem do novo coronavírus estão a colocar os dois países "à beira de uma nova Guerra Fria".

"Certas forças políticas norte-americanas estão a tornar reféns as relações entre a China e os Estados Unidos e conduzir os nossos dois países à beira de uma nova Guerra Fria", afirmou Wang Yi, citado pela France Presse.

o chefe da diplomacia chinesa, que falava aos jornalistas à margem da sessão plenária da Assembleia Popular Nacional, reagia a declarações proferidas nas últimas semanas por Donald Trump.

"Além da devastação causada pelo novo coronavírus, um vírus político está a espalhar-se pelos Estados Unidos. Esse vírus político aproveita todas as oportunidades para atacar e difamar a China", acentuou Wang.

10h40 - Novos dados do México

O México registou 190 mortos nas últimas 24 horas e o número mais elevado de novos casos confirmados num dia - 3059 - desde que o surto de Covid-19 começou.

No país da América Central morreram até ao momento 7179 pessoas vítimas da doença causada pelo novo coronavírus.

Ainda segundo as autoridades mexicanas, há 65.856 casos de infeção confirmados desde o início da pandemia.

O país viveu o 10.º dia consecutivo em que ultrapassou a barreira de dois mil novos casos de contágio.

O México permanecerá em confinamento até 30 de maio, devendo iniciar a reabertura faseada de alguns setores a partir de 1 de junho.

10h31 - Espanha vai começar em julho a receber turistas estrangeiros

Até lá, o país vai manter as fronteiras fechadas para não correr riscos, sublinhou o presidente do Governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez.


10h10 - Mais 31 mortes na Alemanha

O número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus aumentou, na Alemanha, em 431 para 178.281, de acordo com os dados do Instituto Robert Koch para Doenças Infecciosas.

O número de casos mortais subiu em 31 para 8247.
A chanceler alemã veio ontem defender que as restrições que ainda se mantêm em vigor são necessárias e manifestou-se satisfeita com os resultados obtidos.
No podcast semanal sobre a pandemia, Angela Merkel explicou por que razão ainda não é possível levantar todas as restrições.

10h04 - The New York Times homenageia vítimas na primeira página

O New York Times dedica a primeira página da edição deste domingo a mil vítimas mortais do novo coronavírus, para assinalar a iminente passagem do número de 100 mil mortes nos Estados Unidos.



"Estas mil pessoas representam apenas um por cento do total. Nenhuma delas era apenas um número", escreve o jornal norte-americano na capa, totalmente preenchida por texto.

Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia, tanto em número de mortes quanto em casos - 97.087 óbitos para 1.621.658 casos.

9h53 - China regista três casos em 24 horas

A Comissão de Saúde da China detalhou que, até às 23h59 de sábado (16h59 em Lisboa), dois infetados do exterior foram confirmados em Xangai e Guangdong e um novo contágio local foi registado na província de Jilin, que faz fronteira com a Rússia e a Coreia do Norte.

Nas 24 horas anteriores, a China não diagnosticara qualquer novo caso confirmado da Covid-19.

O número total de casos ativos na China é de 79, oito deles graves, e o número de casos confirmados desde o início da pandemia é de 82.974, dos quais 4634 morreram.

Até ao momento, 78.261 pessoas tiveram alta.

9h27 - Diretora de instituto de Wuhan nega responsabilidade

O Instituto de Virologia de Wuhan, na China, acusado pelos Estados Unidos de deixar escapar o vírus que causa a Covid-19, sustentou este domingo ter três tipos vivos de coronavírus de morcego, mas nenhum corresponde àquele que está na génese da atual pandemia.

No início de maio, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, pediu uma "investigação" sobre a teoria de que o novo coronavírus teria sido transmitido aos humanos a partir de um animal, no mercado da cidade onde são vendidos animais selvagens vivos, a alguns quilómetros de distância das instalações do instituto.

Tais suspeitas são "pura fabricação", nas palavras da diretora do instituto chinês, Wang Yanyi, ouvida em entrevista realizada a 13 de maio e transmitida na noite de sábado pela televisão pública CGTN.

A responsável adiantou que, tal "como o resto do mundo", desconhecia que o vírus existia e questionou: "Então, como poderia ele ter escapado do nosso laboratório?".

Wang Yangi reconhece que o instituto "isolou e obteve certos coronavírus de morcegos", num total de "três tipos de vírus vivos", mas cuja semelhança com o da covid-19 "é de apenas 79,8 por cento".

9h14 - Plataforma digital ajuda médicos a lidar com ventiladores

Há um novo serviço para tentar ajudar os médicos a utilizar ventiladores com os quais não estejam familiarizados.
Para já, ainda está em projeto piloto, mas espera, em breve, poder ajudar os profissionais de saúde.

9h08 - AHRESP denuncia incumprimento da banca

A Associação dos Hoteleiros e Restaurantes acusa a banca de não estar a cumprir as regras e de colocar entraves ao crédito.
Entrevistada no programa Conversa Capital, da Antena 1 e do Jornal de Negócios, a secretária-geral da AHRESP considera ainda que os apoios dados pelo Governo são insuficientes.

8h23 - Venezuela. Número de casos aumenta 239% em dez dias

Os casos confirmados da Covid-19 na Venezuela passaram, em dez dias, de 423 para 1010, segundo dados divulgados no sábado, dia em que Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, prolongou por 30 dias o estado de alerta.

O número total de doentes com a Covid-19 foi confirmado pela vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, precisando que 66 dos novos casos foram registados em 24 horas.

"Dos 1010 casos de coronavírus na Venezuela, 74 por cento são importados. Por isso insistimos que o principal risco para a Venezuela está nos países fronteiriços", afirmou a responsável, em declarações à televisão estatal venezuelana.

Delcy Rodríguez explicou que 48.017 venezuelanos foram repatriados recentemente de outros países, designadamente da Colômbia, Peru, Brasil e Chile, dos quais "620 entraram no país contagiados".

Do total de casos confirmados, 262 recuperaram da doença e dez morreram.

7h53 - Estados Unidos com 1103 mortos em 24 horas

Os Estados Unidos registaram 1103 mortes por Covid-19 em 24 horas, elevando o total de óbitos para 96.983, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Até às 20h00 de sábado (1h00 de domingo em Lisboa), o país registou também mais 18.467 nas últimas 24 horas, atingindo os 1.618.948 casos confirmados desde o início da pandemia.

Os Estados Unidos são o país com mais vítimas mortais em todo o mundo e mais casos de infeções confirmadas.

O Estado de Nova Iorque continua a ser o principal foco da pandemia, com 359.926 casos confirmados e 29.031 mortos. Só na cidade de Nova Iorque morreram 21.138 pessoas.

7h15 - Ponto de situação


Em visita aos armazéns do Banco Alimentar contra a Fome, em Lisboa, no sábado, o Presidente da República exortou os portugueses a auxiliarem quem está a "passar mal" por causa da pandemia do novo coronavírus.

Este ano, a pandemia e as subsequentes medidas de contenção impediram a presença de voluntários nos supermercados. Os pavilhões estão vazios e não há pessoas ou alimentos.

"Há um ano isto estava cheio, a campanha tinha começado há dois dias. Isto está vazio", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, para fazer então "um apelo muito simples, para uma coisa complicada": "Façam esse esforço".
Tiago Contreiras, Alexandra André, Mário Piteira, João Caldeirinha - RTP

Afirmando que "é preciso preencher o que está vazio", porque há pessoas "que sofrem com esse vazio", Marcelo apelou àqueles que "não estão a passar tão pior assim" que pensem "naqueles que estão a passar mal e vão passar mal mais um mês e mais dois meses e mais três meses e mais seis meses e mais um ano, o tempo que durar a crise".
Natália Carvalho - Antena 1

"Em muitos casos pessoas já com idades em que não é fácil o retomar o trabalho em condições que são condições que nunca conheceram, assim com esta crueza estão a conhecer quando já não é fácil refazer a vida", apontou o Chefe de Estado, que falou mesmo de "pobreza envergonhada".
Prolongamento do lay-off
O Governo está já a preparar a extensão do lay-off simplificado por vários meses, mas com alterações.
A ministra do Trabalho confirma que a medida está a ser preparada para haver discussão com os parceiros sociais e partidos políticos.

Mais de 100 mil empresas pediram para aderir a este regime e 65 mil solicitaram a renovação por mais um mês.
O quadro em Portugal

Portugal registava ontem 1302 mortes decorrentes da Covid-19, mais 13 do que na sexta-feira, e 30.471 infetados, mais 271.

Face aos dados de sexta-feira, em que se registavam 1289 mortos, verificou-se um aumento de óbitos de um por cento.As praias encheram-se ontem. Temperaturas a rondar os 30 graus convidaram muita gente a voltar aos areais.


Quanto ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (30.471), os dados do último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde revelam mais 271 casos(30.200), representando uma subida de 0,89 por cento.

A região Norte é ainda aquela que regista o maior número de mortos (732), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (309), do Centro (230), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito.
Ainda de acordo com os dados da Direção-Geral da Saúde, 666 vítimas mortais são mulheres e 636 são homens.

Das mortes registadas, 880 tinham mais de 80 anos, 252 tinham entre os 70 e os 79 anos, 115 tinham entre os 60 e 69 anos, 39 entre 50 e 59, 15 entre os 40 e os 49 e um dos doentes tinha entre 20 e 29 anos.
O quadro internacional
À escala internacional, segundo o balanço diário da agência France Presse, a pandemia do novo coronavírus já provocou mais de 339 mil mortos e infetou mais de 5,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de dois milhões de pessoas foram dadas como curadas.
O Brasil registou 965 mortes e 16.508 casos de Covid-19 entre esta sexta-feira e sábado.

Desde que foi detetada a doença no país, já foram registadas 22.013 mortes e 347.398 casos confirmados de contágio pelo novo coronavírus.

À luz dos dados da Universidade norte-americana Johns Hopkins, o Brasil ultrapassou a Rússia e tornou-se o segundo país com maior número de casos de Covid-19 do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que registou já mais de 1,6 milhões casos de infeção.

Na sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde apontou que a América do Sul se tornou "outro epicentro" do novo cornavírus e citou o Brasil como o país mais afetado.