Reportagem
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Covid-19. A situação ao minuto do novo coronavírus no país e no mundo

por RTP

Rafael Marchante - Reuters

Atualizamos aqui ao minuto todos os desenvolvimentos sobre a propagação do SARS-CoV-2 à escala internacional.

Mais atualizações



22h38 - Brasil regista 1.233 mortes e quase 40 mil casos nas últimas 24 horas

O Brasil registou 1.233 mortes e 39.924 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde do país.

Com isso, o Brasil alcançou a marca de 75.366 óbitos e 1.966.748 casos da doença provocada pelo novo coronavírus.

O Governo brasileiro frisou que 1.255.564 pessoas já são consideradas recuperadas da covid-19 e outras 635.818 pessoas estão em tratamento.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infetados e de mortos (mais de 1,96 milhões de casos e 75.366 óbitos), depois dos Estados Unidos.

21h03 - Vacina norte-americana com resultados animadores

A vacina norte-americana desenvolvida pela empresa Moderna passou na primeira fase dos testes. Os voluntários, 45 adultos saudáveis, apresentaram respostas de imunidade ao vírus e tiveram como efeitos secundários apenas fadiga e dores de cabeça. É mais uma de 23 vacinas em ensaios clínicos em todo o mundo.


20h57 - Comissão Europeia admite segunda vaga da pandemia a partir do outono

A Comissão Europeia está preocupada com o aumento de surtos de Covid-19 na Europa e não afasta a possibilidade de uma nova vaga a partir do Outono. Bruxelas exige por isso uma prevenção mais coordenada entre os 27.


20h41 - Centenas de multas em Lisboa por violação de estado de calamidade

Em apenas mês e meio foram passadas mais de 400 multas por violação das regras decretadas para conter a pandemia. A grande maioria diz respeito a infrações nas 19 freguesias de Lisboa onde vigora ainda a situação de calamidade. A principal violação é o consumo de bebidas alcoólicas na via pública.


20h40 - Portugal registou mais 375 casos de Covid-19

A Região de Lisboa e Vale do Tejo volta a subir para quase três centenas de infetados, 288 mais precisamente, o que representa cerca de 77% do total de novas infeções do dia.

Morreram mais oito pessoas. Todas as vítimas mortais tinham mais de 80 anos. De destacar o número de recuperados que é o maior dos últimos 50 dias, 560 pessoas ficaram curadas da doença. Feitas as contas, sem os recuperados e os óbitos, há 13 mil 640 casos activos em Portugal.

É o segundo dia consecutivo em que o número de pessoas infetadas diminui. O receio de uma segunda vaga é no entanto já assumido pelas autoridades de saúde, mas que acreditam que não será necessário novo confinamento geral.

20h38 - Marcelo diz que é preciso ter os pés na terra

O Presidente da República avisa que é preciso ter os pés bem assentes na terra e não descurar o combate à pandemia. O alerta de Marcelo Rebelo de Sousa surge quando Portugal começa a preparar-se para uma segunda vaga da doença no Outono.


20h37 - António Costa diz que o país não aguenta mais um confinamento

O primeiro-ministro avisa que Portugal não aguenta mais um confinamento como o que aconteceu no início da pandemia. Na apresentação do programa Simplex 20-21, António Costa alertou para a necessidade de preparar já o próximo Inverno porque o tempo é "curtíssimo".


19h58 - França regista 40 mortes nas últimas 24 horas

A França contabilizou nas últimas 24 horas 40 mortes associadas à covid-19 em meio hospitalar, elevando o total de óbitos desde o início da pandemia para 30.120, segundo a Direção-Geral da Saúde francesa.

Do total de mortes, 19.579 foram registadas nos hospitais. Os dados dos lares são agora atualizados semanalmente e a mais recente atualização, divulgada esta quarta-feira, revelou que foram registados 65 novos óbitos nestas instituições nos últimos sete dias, elevando o seu total para 10.541.

Há 6.915 pessoas hospitalizadas no país devido à covid-19 e destes 457 pacientes encontram-se em unidades de cuidados intensivos.

Até agora, foram confirmados no país 173.304 casos de covid-19.

19h57 - Angola declara transmissão comunitária no país e aumenta para 576 casos

O ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República declarou esta quarta-feira a circulação comunitária da covid-19 em Angola, no dia em que foram detetados mais 35 casos, somando um total de 576.

O anúncio foi feito pelo coordenador da comissão multissetorial de combate e prevenção à covid-19, que salientou que estão reunidas as evidências para que seja declarada a circulação comunitária do novo coronavírus na província de Luanda.

Pedro Sebastião explicou que as autoridades sanitárias começaram por rastrear todos os casos considerados graves nos bancos de urgência e hospitais de referência, designados como centros sentinela, não tendo sido detetado "aumento exponencial de casos sem vinculo epidemiológico", razão pela qual se optou pela testagem em massa.

18h58 - PSP e GNR registaram 421 contraordenações

A PSP e a GNR registaram 421 contraordenações desde a entrada em vigor do novo regime no âmbito da pandemia de covid-19, sendo que cerca de metade foi por consumo de bebidas alcoólicas na rua, foi hoje anunciado.

Dados enviados pelo Ministério da Administração Interna (MAI) à agência Lusa indicam que desde a entrada em vigor do regime de contraordenações aplicável ao incumprimento dos deveres estabelecidos por declaração da situação de alerta, contingência ou calamidade devido à covid-19, a 27 de junho, e até à passada terça-feira, a PSP e a GNR registaram 421 autos.

Das 421 contraordenações, 159 dizem respeito a infrações cometidas nas 19 freguesias da Área Metropolitana de Lisboa (AML) que estão em situação de calamidade e 59 nas restantes zonas da AML que estão em situação de contingência e que têm regras específicas, precisam os dados.

O MAI indica que as infrações mais frequentes em todo o país são o consumo de bebidas alcoólicas na via pública, um total de 209 autos, seguido dos incumprimentos das regras de ocupação nos locais abertos ao público (69), do uso de máscara nos estabelecimentos, salas de espetáculos ou edifícios públicos (50), horários de funcionamento dos estabelecimentos (39), uso de máscara nos transportes públicos (33) e regras de aglomeração de pessoas (28).

18h40 - Itália regista 13 mortes nas últimas 24 horas

Itália registou 13 mortes associadas à doença covid-19 nas últimas 24 horas, com o país a aproximar-se da barreira das 35 mil vítimas mortais contabilizadas desde o início da crise sanitária em fevereiro, divulgaram hoje as autoridades italianas.

Com o registo destes 13 novos óbitos, um decréscimo em relação aos dados de terça-feira (17), eleva-se para 34.997 o número total de vítimas mortais contabilizadas no país, das quais cerca de metade foram registadas na região da Lombardia (norte de Itália), a zona do território italiano mais afetada pela pandemia.

Ainda nas últimas 24 horas, Itália diagnosticou 162 novos contágios pelo novo coronavírus, um aumento em relação ao dia anterior (114).

No total, o país registou, até à data, 243.506 pessoas infetadas com o novo vírus, de acordo com os mesmos dados, que também realçam que foram realizados cerca de 48.500 testes de diagnóstico nas últimas 24 horas.

Atualmente, os casos de infeção positivos e ativos no país são 12.493, dos quais a grande maioria (11.639) são pessoas que estão isoladas nas respetivas casas com sintomas ligeiros ou que estão assintomáticas.

18h31 - Covid-19. Mais de 60 milhões de trabalhadores dependem do plano de recuperação da UE

Em toda a União Europeia, nos primeiros 3 meses do confinamento, houve mais 900 mil inscritos nos centros de emprego, o que fez aumentar para mais de 14 milhões e 300 mil o número de desempregados no espaço europeu.

A jornalista da Antena 1 Cláudia Almeida atualiza os números do desemprego no espaço europeu.

17h30 - Novos casos em Espanha sobem para 390

Espanha registou um forte aumento, para 390, de casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, depois de na terça-feira já ter tido um crescimento assinalável, segundo dados do Ministério da Saúde espanhol.

O relatório divulgado hoje com a atualização da situação epidemiológica atualizou o total de pessoas infetadas desde o início da pandemia para 257.494, dos quais 390 diagnosticados no último dia, o maior aumento desde o fim do estado de emergência, há quase um mês.

A comunidade autónoma de Aragão é a região com mais novos casos verificados no último dia (160), seguida da Catalunha (91), de Madrid (43) e da Andaluzia (28).

A região da Catalunha notificou 938 novas infeções nas últimas 24 horas, mas a maior parte delas foram casos atualizados de infeções registadas em dias anteriores.

Por outro lado, são agora 28.413 o número total de óbitos devido à pandemia, mais quatro do que na terça-feira, tendo morrido na última semana 10 pessoas.

O relatório diário com a situação epidemiológica informa que já passaram pelos hospitais 125.843 pessoas com a covid-19, tendo dado entrada na última semana 176.

17h10 - Bruxelas antecipa respostas a uma segunda vaga da Covid-19

Em linha com o pensamento defendido por António Costa, a Comissão Europeia apresentou medidas a tomar a curto prazo para reforçar a preparação sanitária da União Europeia para possíveis novos surtos de covid-19.

Bruxelas acredita que uma resposta rápida por parte da comissão e dos Estados-membros é essencial para conter a propagação do vírus e evitar novos confinamentos generalizados.

16h40 - Reino Unido regista mais 85 mortes

O Reino Unido registou esta quarta-feira mais 85 mortes e mais 538 casos de infeção por covid-19 relativamente a terça-feira, de acordo com o Ministério da Saúde britânico.

Os dados atualizados pelas autoridades indicam que, desde o início da pandemia de covid-19 até hoje registam-se 45.053 mortes e 291.911 casos de contágio confirmados por teste.

Na terça-feira tinham sido registadas 138 mortes e 398 novos infetados.

Um surto de 114 casos nas últimas duas semanas na cidade inglesa de Blackburn levou à imposição de novas restrições, nomeadamente limites aos ajuntamentos e o uso obrigatório de máscaras em espaços fechados, para evitar um confinamento local como aconteceu em Leicester.

O diretor de saúde pública municipal, Dominic Harrison, disse à BBC que a taxa de infeção em Blackburn é de 47 por 100 mil pessoas, uma das mais altas do país, e que a transmissão está a acontecer sobretudo em famílias numerosas de origem asiática.

"O que pensamos que está a acontecer é que uma pessoa infetada mas assintomática vai para casa e contagia outros membros da família e isso só se torna visível quando alguém mostra sintomas", explicou.

16h30 - Mulher com suspeita de infeção fugiu do hospital da Figueira da Foz e foi apanhada pela PSP

Uma mulher com suspeitas de infeção pelo novo coronavírus fugiu esta quarta-feira do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF), onde aguardava a realização de um teste e foi apanhada pela PSP, disseram fontes hospitalar e policial.

Em esclarecimento escrito sobre o caso pedido pela agência Lusa, o HDFF confirma que, na manhã de hoje, uma mulher com 65 anos e "comportamento desajustado" recorreu ao Serviço de Urgência Respiratória Aguda - Covid, apresentando "sintomatologia compatível" com covid-19/infeção respiratória, "pelo que reunia condições para fazer o teste" de despistagem do coronavírus.

15h53 - Governo diz que vai reforçar medicina intensiva e saúde pública para o inverno

O Governo vai reforçar com mais pessoal as unidades de Medicina Intensiva, Saúde Pública e procurar aumentar a rapidez dos testes à covid-19 para preparar a chegada do inverno, afirmou hoje a secretária de Estado adjunta e da Saúde.

Em conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia no Ministério da Saúde, EM Lisboa, Jamila Madeira indicou que está previsto, quer no orçamento suplementar quer no programa de estabilidade económica e social o "necessário reforço" nas unidades de medicina intensiva que se concluiu que era preciso nos últimos meses.

Haverá também reforços no setor da Saúde Pública para a "rastreabilidade e monitorização" e um aumento da capacidade laboratorial para que os resultados dos testes cheguem mais depressa, referiu.

Jamila Madeira acrescentou que se está a reforçar "a reserva estratégica" de equipamentos de proteção individual e de medicamentos a nível central e das unidades de saúde locais e administrações regionais de saúde.

"O Governo está a reforçar todas as dinâmicas instaladas no terreno e colocá-las-á ao dispor na próxima época outono/inverno", declarou.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse que Portugal está a olhar para a situação epidemiológica da Austrália, o "grande radar" do hemisfério sul que está agora no seu inverno para prever o que possa acontecer nos meses frios na Europa.

"Tiveram uma primeira onda [de covid-19], conseguiram baixá-la e enfrentam agora uma segunda onda simétrica à primeira", referiu.

15h49 - Costa avisa que país não aguenta novo confinamento e inverno tem de ser preparado já

O primeiro-ministro considerou esta tarde que o país não aguenta um novo período de confinamento por causa da covid-19 e avisou que o tempo é "curtíssimo" para a sociedade se preparar para o próximo inverno.

Esta advertência foi deixada por António Costa no discurso que encerrou a apresentação do programa Simplex 20-21, no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, em Lisboa, durante uma sessão em que estiveram presentes dez ministros dos atual Governo.

"Há uma coisa que sabemos: Não podemos voltar a repetir o confinamento que tivemos de impor durante o período do estado de emergência e nas semanas seguintes, porque a sociedade, as famílias e as pessoas não suportarão passar de novo pelo mesmo", declarou António Costa.

15h36 - Pousadas de Juventude reabriram de quarta-feira

As Pousadas de Juventude estão abertas ao público a partir de hoje, com um conjunto de regras definidas com a ajuda das autoridades da saúde, após um período em que estiveram a apoiar o combate à pandemia.

Com um total de 42 pousadas em Portugal, as estruturas foram reabrindo nos dias 03 e 10, completando-se hoje o programa de reabertura de 39 delas.

Apenas três não reabrem, em Lisboa e em Vila Nova de Cerveira, por ainda estarem ao serviço da comunidade no âmbito do combate à pandemia.

A abertura destes 39 espaços, espalhados por todo o país, acontece após a adaptação das regras aos novos tempos, num guia de operações com os procedimentos a seguir, realizado em conjunto com a Direção-Geral da Saúde (DGS), e com a criação de um selo "Pousada Segura".

15h01 - Supremo brasileiro concede prisão domiciliária a ex-ministro que testou positivo

O Supremo Tribunal Federal brasileiro concedeu ao final da noite de terça-feira prisão domiciliária ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, devido ao agravamento do seu estado de saúde, após ter testado positivo para o novo coronavírus.

"O demonstrado agravamento do estado geral de saúde do requerente, com risco real de morte reconhecido, justifica a adoção de medida de urgência para preservar a sua integridade física e psíquica, frente à dignidade da pessoa humana", indicou o presidente do STF, Dias Toffoli, na decisão que concedeu prisão domiciliária ao ex-governante, condenado por associação ilícita e branqueamento de capitais.

De acordo com Toffoli, Geddel Vieira Lima testou positivo para a Covid-19 na semana passada, acrescentando que o Centro de Observação Penal, onde o ex-ministro se encontra sob custódia, "não dispunha de condições para o seu tratamento, por integrar o grupo de risco".

"Alegou-se, ainda, que o requerente é idoso e portador de comorbidades, já comprovadas nos autos, que o lançam ao grupo de risco e podem levá-lo a óbito. Por essas razões, pedem o acolhimento da medida provisória para deferir ao requerente a prisão domiciliar humanitária", indicou o presidente do Supremo, frisando que Lima será "monitorizado eletronicamente".

Um segundo teste, feito pelo ex-governante alguns dias depois, deu negativo. Contudo, o médico defendeu que Geddel Vieira Lima precisa de exames complementares, o que, na prisão, pode "demorar um período que pode cursar com graves complicações na saúde do paciente, que podem cursar com aumento de morbidade e até mortalidade".

Em outubro de 2019, o ex-ministro brasileiro Geddel Vieira Lima e o seu irmão, o antigo deputado Lúcio Vieira Lima, foram condenados a prisão por associação ilícita e branqueamento de capitais, materializados em milhões de reais escondidos num apartamento.

15h00 - Mais 199 mortos nas últimas 24 horas no Irão

O Irão reporta mais 199 mortes ligadas ao novo coronavírus nas últimas 24 horas, o que faz aumentar para 13.410 o número total de vítimas mortais da Covid-19 no país, 140 dos quais eram profissionais de saúde.

A porta-voz do Ministério da Saúde, Sima Sadat Lari, indicou ainda que se registaram 2388 infetados nas últimas 24 horas, sendo agora o número total de casos de 264.561.

13h49 – Não há “prova” de casos de reinfeção

Questionada sobre potenciais casos de reinfeção, Graça Freitas começou por dizer que “não há nenhuma prova inequívoca que, em Portugal ou noutro país, que exista esse fenómeno da reinfeção”.

Sabe-se até à data “que algumas pessoas que tiveram a doença, depois de terem dois testes negativos, mais tarde – ao serem novamente testados – tiveram novo teste positivo”. No entanto, isso “não significa que os próprios estejam infetados nem que transmitam”. “Pode significar apenas, a nível da sua área respiratória superior, existam partículas do vírus”, detetadas no teste, mas que podem não provocar doença.

13h47 – Ainda não há casos secundários associados a surto em empresa de Alenquer

Quanto à empresa de Alenquer que identificou 54 casos positivos, entre os trabalhadores, ainda não foram identificados secundários na comunidade.

Agora está a ser realizado esse estudo epidemiológico, garantiu Graça Freitas. A questão passa por, muitos desses trabalhadores, não viverem no conselho de Alenquer, mas noutros.

“Vai ser essa investigação epidemiológica que vai identificar casos secundários a estes”, concluiu a diretora-geral.

13h45 – Reporte semanal dos dados por conselho não “inibe trabalho no terreno”

Sobre os dados por conselho, Jamila Madeira explicou que há necessidade de “atualizar e melhorar os sistemas informáticos”, o que não “inibe o trabalho no terreno” das autoridades de saúde.

Mas para que o reporte de dados seja o mais exato possível, os sistemas informáticos estão a ser trabalhados para que “ganhe essa robustez”.

“Até lá, o reporte será semanal, mas em nenhum momento será posta em causa a atividade no terreno e a vigilância e controlo no terreno”, garantiu a secretária de Estado.

13h43 – Austrália é “observatório” epidemiológico e está a viver segunda vaga

No que toca a uma potencial “segunda vaga”, a diretora-geral começou por dizer que o hemisfério norte, que considera a covid-19 uma doença sazonal, está a observar o hemisfério sul “para prever o que vai acontecer no hemisfério norte”.

“O grande país de observação do hemisfério sul é a Austrália, porque é um país altamente desenvolvido do ponto de vista da saúde, dos estudos que faz e da vigilância epidemiológica que faz”, explicou Graça Freitas.

“O que nós estamos a assistir na Austrália, foi que tiveram uma primeira onda, conseguiram baixar bastante os números e até tiveram um período com muitos poucos casos. Mas, neste momento, a Austrália está a apresentar uma segunda onda que parece até ser simétrica à primeira”, continuou, acrescentando que o inverno só agora começou nesse país.

Graça Freitas admite que o “nosso grande observatório continua a ser este país” para a Covid-19.

13h41 – Covid-19 pode deixar sequelas, mas é preciso “cautela” com dados e indícios

Relativamente às potencias sequelas da covid-19, Graça Freitas confirma que há estudos que revelam que há doentes que “ficam com sequelas”, mesmo em situações menos graves da infeção. No entanto, a diretora-geral lembra que “são apenas estudos” e muitas vezes feitos em “pequenas amostras de doentes”, além de ser muito precoce para saber os reais efeitos da doença do organismo a longo prazo.

“Temos de aguardar que passem mais meses e semanas sobre o episódio da doença, para perceber se vão ficar sequelas definitivas ou se essas sequelas são passageiras”, frisou Graça Freitas.
Repetindo-se, a diretora-geral quis recordar que “esta doença é relativamente recente” e, portanto, “temos de olhar para todos os dados com cautela, apesar de haver indícios de que há sequelas, nomeadamente, a nível do trato respiratório”.

“Mas temos de esperar”, repetiu a diretora-geral. “São estudos que não têm uma robustez científica suficiente para podermos concluir”.

13h37 – Ano letivo está a ser preparado para decorrer com “normalidade”

Graça Freitas afirmou que o ano letivo está a ser preparado para que decorra com “normalidade”. O Ministério da Saúde e o Ministério da Educação estão a trabalhar, consensualmente, na definição de orientações para a retoma do ensino.

Foi “consensualizado um documento com orientações para que o novo ano letivo decorra, dentro do possível, com normalidade, mas também com segurança”, declarou a diretora-geral da Saúde.
As medidas previstas para os estabelecimentos de ensino são “múltiplas”, esclareceu a DGS, como a existência de “circuitos diferentes”, a utilização de máscara, uma “determinada disposição das carteiras nas salas” e a higienização dos espaços.

Mas o que tem gerado mais “confusão” é a questão do distanciamento social entre os alunos. Graça Freitas explicou, então, que “sempre que possível deve garantir-se um distanciamento físico entre os alunos e entre os alunos e docentes de pelo menos um metro, sei comprometer o normal funcionamento das atividades letivas”.

13h36 – Incentivo à recuperação de consultas e cirurgias em atraso

Um dos maiores desafios na saúde passa por recuperar “toda a assistência médica e hospitalar” que foi adiada devido à pandemia.

“A recuperação passa por programas de incentivos aos profissionais de saúde, e nesta matéria, foi hoje publicada uma portaria que aprova o regime excecional de incentivos à recuperação da atividade assistencial não realizada por causa da pandemia da Covid-19”, anunciou ainda Jamila Madeira.

Esta produção adicional, que visa a recuperação das primeiras consultas e cirurgias, “será realizada, preferencialmente, fora do horário de trabalho das equipas, nomeadamente aos fins-de-semana”.

Para isso, o Serviço Nacional de Saúde terá um reforço ao nível da organização e de recursos humanos.

13h33 – Pandemia potenciou modelos de “telesaúde”

Recordando o esforço diário das autoridades de saúde, dos profissionais e do comportamento cívico das populações, Jamila Madeira frisou que os portugueses “podem continuar a contar com o Serviço Nacional de Saúde”, incluindo nos “novos modelos de telesaúde”.

A secretária de Estado assegura que, desde o início do ano, já foram realizadas, “com recurso a meios à distância, mas de oito milhões de consultas não presenciais”. Isto representa um aumento de 65 por cento, em relação ao total no mesmo período em 2019.

“A linha SNS24 deu resposta, desde o início do ano, a um total de 1.383.812 chamadas. A plataforma Trace Covid, de monitorização e acompanhamento do ciclo de vigilâncias dos utentes suspeitos e infetados com covid-19, (…) desde a sua implementação a 26 de março, contou com um registo de cerca de 75 mil profissionais, (…) contribuindo para 1.447.097 vigilâncias realizadas por telefone”, adiantou a secretária de Estado.

“Em média têm-se registado cinco mil utilizadores ativos, por dia”, continuou, acrescentando que isto representa “um investimento sem precedentes na utilização de meios tecnológicos”.

Jamila Madeira assegurou ainda que “ao abrigo do orçamento suplementar”, continuará a ser ampliada “a rede de equipamentos de saúde, com a aquisição e entrega de mais kits de telesaúde”.

13h32 – Região de Lisboa e Vale do Tejo mantém “predominância” de casos diários

Há ainda 478 internadas, estando 68 em unidades de cuidados intensivos.

Do total dos casos confirmados ativos (13.640), 96,5 por cento estão em domicílio, três por cento em enfermaria e 0,5 por cento em cuidados intensivos, confirmou na conferência de imprensa a secretária de Estado adjunta da Saúde, na conferência de imprensa que se seguiu à divulgação do boletim.
A taxa de letalidade global é de 3,5 por cento, sendo a taxa de letalidade de doentes com mais de 70 anos de 16,1 por cento.

“Nos números de hoje mantém-se a tendência relativamente à predominância de novos casos na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 76,8 por cento”, declarou Jamila Madeira.

Contudo, e “apesar da preocupação que a situação continua a suscitar”, considera-se que há uma “relativa estabilização dos números diários”.

Jamila Madeira afirmou ainda que “os dados por concelho de casos confirmados terão uma atualização semanal à segunda-feira, na pendência dos desenvolvimentos em sistemas informáticos”.

13h19 - DGS atualiza números da pandemia

De acordo com o último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, que acaba de ser divulgado, Portugal soma, nas últimas 24 horas, oito mortes causadas pela Covid-19. O número de casos aumentou em 375 e há notícia de mais 560 pessoas dadas como recuperadas.

O total de casos mortais de infeção reportados desde o início da pandemia é de 1676. As autoridades sanitárias do país registam ainda totais de 47.426 casos de infeção pelo SARS-CoV-2 e de 32.110 pessoas dadas como recuperadas.

Aguardam resultado laboratorial 1550 pessoas. Sob vigilância das autoridades de saúde estão atualmente 35.316 contactos.

Lisboa e Vale do Tejo morreram mais três pessoas, para um total de 550. A região tem 288 dos 375 novos casos de infeção.

13h06 - Número de mortes em Reguengos de Monsaraz sobe para 17

O número de vítimas mortais do surto de Covid-19 num lar em Reguengos de Monsaraz, distrito de Évora, aumentou para 17, após a morte de uma idosa de 82 anos.De acordo com a atualização da situação epidemiológica no concelho de Reguengos de Monsaraz, divulgada pelo próprio município, a idosa morreu no Hospital do Espírito Santo de Évora, onde se encontrava internada, tendo o óbito sido comunicado na terça-feira à tarde.

Os casos ativos no concelho passaram na terça-feira para 125, dos quais 85 no lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, onde começou o surto, a 18 de junho, além de 40 na comunidade.

12h58 - 578 mil mortos e mais de 13,3 milhões de infetados no mundo

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 578.746 pessoas e infetou mais 13,3 milhões desde dezembro, segundo o balanço em permanente atualização por parte da agência France Presse, a partir de dados oficiais.

Até às 11h00 de Lisboa, morreram pelo menos 578.746 pessoas e há mais de 13.346.550 casos infetados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

Pelo menos 7.238.600 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte associada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 136.466 e 3.431.574, respetivamente. Pelo menos 1.049.098 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 74.133 mortes em 1.926.824 casos, Reino Unido com 44.968 mortes (291.373 casos), México com 36.327 mortes (311.486 casos) e Itália com 34.984 mortos (243.344 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) reporta oficialmente um total de 83.611 casos (seis novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4634 mortes e 78.693 curados.

A Europa totaliza 203.507 mortes para 2.873.277 casos, América Latina e Caraíbas 149.392 mortes (3.491.037 casos), Estados Unidos e Canadá 145.300 mortes (3.539.951 casos), Ásia 45.452 mortes (1.856.267 casos), Médio Oriente 21.220 mortes (949.542 casos), África 13.735 mortes (624.406 casos) e Oceânia 140 mortes (12.074 casos).

12h35 - Albufeira prorroga prazo para candidaturas de empresas

A Câmara Municipal de Albufeira, no Algarve, prorrogou até ao final do mês de julho o prazo para a apresentação de candidaturas ao fundo de apoio para empresas que fecharam portas ou tiveram quebras significativas de produtividade.

O fundo, com uma dotação total de um milhão de euros, destina-se a apoiar a tesouraria das empresas do concelho nos sectores da restauração e similares, comércio de bens a retalho, prestação de serviços e indústria e agricultura que "foram obrigadas a encerrar, por força da lei, ou que sofreram quedas abruptas na sua produtividade" devido à pandemia da Covid-19, especificou a autarquia em comunicado.

O presidente da Câmara de Albufeira, José Carlos Rolo, afirma que a prorrogação do prazo "visa dar a oportunidade a que um maior número de empresários possa reunir a documentação necessária à instrução das candidaturas".

12h20 - Caso positivo na Figueira da Foz encerra creche e põe 39 pessoas em isolamento

O caso positivo de um menino, aluno de um jardim-de-infância na Figueira da Foz, levou ao encerramento da creche que este frequenta e colocou 39 pessoas em isolamento, 28 das quais crianças, disse a diretora da instituição.

Em declarações aos jornalistas, Sílvia Silva, diretora do 2.º Jardim-Escola João de Deus, explicou que a criança que testou positivo para covid-19 na terça-feira frequenta a sala dos dois anos da creche do estabelecimento de ensino e não o pré-escolar, como anteriormente divulgado.

12h12 - Costa avisa que país não aguenta novo confinamento e inverno tem de ser preparado já

O primeiro-ministro considerou hoje que o país não aguenta um novo período de confinamento por causa da covid-19 e avisou que o tempo é "curtíssimo" para a sociedade se preparar para o próximo inverno.

Esta advertência foi deixada por António Costa no discurso que encerrou a apresentação do programa Simplex 20-21, no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, em Lisboa.

"Há uma coisa que sabemos: Não podemos voltar a repetir o confinamento que tivemos de impor durante o período do estado de emergência e nas semanas seguintes, porque a sociedade, as famílias e as pessoas não suportarão passar de novo pelo mesmo", declarou António Costa.

11h48 - Bruxelas reforça preparação para futuros surtos

A Comissão Europeia apresenta medidas a adotar a curto prazo para reforçar a preparação sanitária da União face a surtos de Covid-19.

São estas as ações prioritárias estabelecidas pelo Executivo comunitário:

- "Aumentar a cobertura dos testes de diagnóstico, o rastreio de contactos e a vigilância por parte dos organismos de saúde pública para identificar surtos localizados e conter a sua propagação. Para além da comunicação, a Comissão adotou hoje uma decisão de execução para favorecer a interoperabilidade das aplicações móveis de alerta e rastreio de contactos entre as fronteiras nacionais na UE";

- "Garantir o fornecimento de equipamentos de proteção individual, medicamentos e dispositivos médicos através de mecanismos como a contratação conjunta de emergência e de reservas estratégicas da UE";

- "Manter um acesso rápido a meios de resposta a aumentos generalizados da procura de cuidados de saúde sem negligenciar outras áreas de cuidados sanitários, nomeadamente através do apoio financeiro ao transporte de pessoal médico e de doentes entre os Estados-Membros e da coordenação do destacamento de equipas e equipamento médico de emergência para os países que o solicitem através do Mecanismo de Proteção Civil da UE";

- "Adotar medidas não farmacêuticas específicas e localizadas, com base na investigação e em elementos de prova, bem como no intercâmbio atempado de informações sobre a eficácia das medidas reintroduzidas";

- "Apoiar grupos vulneráveis, como os idosos, as pessoas com as condições médicas subjacentes e as que se encontram à margem da sociedade, através da partilha de boas práticas em matéria de testes de diagnóstico, cuidados e tratamento, designadamente no domínio da saúde mental e do apoio psicossocial";

- "Reduzir a carga associada à gripe sazonal para evitar uma pressão adicional nos sistemas de saúde a operar já no limite, através do aumento da cobertura da vacinação e de outros meios como a garantia de aquisição acrescida de vacinas contra a gripe".

11h23 - Tóquio em alerta máximo

A capital do Japão, com 14 milhões de habitantes, está no nível mais alto de alerta para o novo coronavírus após um aumento dos casos registados, adiantou esta quarta-feira a governadora Yurico Koike.

"Os especialistas disseram-nos que a situação das infeções está no nível 4 numa escala de quatro, o que significa que estas parecem espalhar-se", declarou Koike durante uma reunião sobre a epidemia da Covid-19.

Um painel de especialistas indica que a cidade regista um aumento do número de casos na população jovem, com contaminações constatadas nos estabelecimentos noturnos, mas também nos locais de trabalho e em família.

"A nossa análise é que somos forçados a constatar que se trata de uma bandeira vermelha, o nível mais alto se apenas olharmos para os números", disse Norio Ohmagari, um dos especialistas.

O Japão foi relativamente poupado pela pandemia, com pouco mais de 22.500 infetados e perto de mil mortos desde o início da crise. Há três semanas que não ocorrem mortes associadas à Covid-19 na capital.

11h09 - Companhias aéreas "de joelhos" perante passageiros

As transportadoras aéreas "estão a pedir de joelhos" a ajuda dos passageiros, aceitando crédito, em vez de pedir o reembolso pelos voos cancelados devido à crise sanitária, afirmou o diretor geral da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA).

"Nós estamos a pedir ajuda aos passageiros, é verdade, e estamos a pedir ajuda de joelhos", disse Alexander de Juniac.

As companhias apoiadas pela França e por outros Estados europeus estão a reembolsar o valor das passagens para voos cancelados "na forma de créditos" e prometem um reembolso em dinheiro, caso os consumidores o exijam, mas com um atraso de pelo menos nove meses devido à grave situação financeira gerada pela pandemia.

As regras europeias concedem, todavia, aos passageiros o direito a um reembolso em duas semanas.

A Comissão Europeia deu entretanto início a um processo de infração contra dez países da União Europeia, tendo em vista defender o direito de reembolso aos viajantes em caso de cancelamento de estadias.

"Ainda estamos a tentar conseguir da Comissão Europeia a possibilidade de apresentar ativos para (...) adiar o reembolso", assinalou ainda De Juniac, admitindo que se trata de uma posição "difícil" e que "não é apreciada por todos".

10h34 - Dívida aos privados das cirurgias ultrapassa 45 milhões

A dívida total aos privados das cirurgias feitas no âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC) ultrapassa os 45 milhões de euros e há procedimentos por faturar desde 2018, de acordo com a Associação de Hospitalização Privada.

Questionado pela agência Lusa sobre a disponibilidade dos hospitais privados para ajudarem a recuperar a atividade assistencial suspensa pela pandemia, o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Óscar Gaspar, diz que estes estão disponíveis, mas lembra que o SIGIC continua a ser um problema complicado.

"O SIGIC continua a ser um problema complicado, dado que os hospitais de origem e as ARS demoram, em média, perto de 300 dias para assumir a fatura e, depois, longos meses até ao seu pagamento".

Óscar Gaspar reconhece que a recuperação da atividade assistencial deve ser uma prioridade, mas lembra a importância de se ter em conta o novo enquadramento com a Covid-19: "É sabido que, por razões de saúde pública, a DGS estabeleceu a obrigatoriedade de teste Covid antes das cirurgias e o SNS também sabe o impacto da utilização dos EPI [Equipamentos de Proteção Individual] na estrutura dos hospitais".

10h16 - Alemanha atualiza dados da pandemia

O número de casos confirmados de infeção pelo SARS-CoV-2 na Alemanha aumentou em 351 nas últimas 24 horas, para um total de 199.726 infeções registadas desde o início da pandemia.

Morreram mais três pessoas, para um total de 9071.

9h22 - Banco do Japão prevê prevê quebra do PIB em 4,7 por cento

No relatório trimestral sobre as previsões económicas do país, agora divulgado, o banco estimou também que o índice de preços ao consumidor do Japão continue "negativo", por causa dos efeitos da pandemia da Covid-19 e da queda dos preços do petróleo.

"A economia do Japão tem estado numa situação extremamente grave devido ao impacto da Covid-19 a nível interno e externo", escreveu o banco central japonês, apontando para uma queda "substancial" nas exportações e na produção industrial.

No anterior relatório, de abril, a instituição previa uma contração do Produto Interno Bruto de três a cinco por cento.

Embora o Banco do Japão anteveja uma retoma gradual da economia a partir do segundo semestre do ano, com a abertura das atividades económicas e medidas de estímulo, "espera-se que o ritmo de melhoria seja apenas moderado, enquanto o impacto da covid-19 se mantiver no mundo".

9h14 - Provedor dos viajantes recebe "milhares de queixas"

O provedor do Cliente das Agências de Viagens e Turismo, Vera Jardim, adiantou à agência Lusa que tem recebido "milhares de queixas" relacionadas com as restrições impostas por causa da pandemia de Covid-19.

"Tenho recebido milhares de queixas, mas a maior parte dessas queixas terá de esperar por chegarmos ao fim do ano para que os consumidores escolham entre realizar uma viagem diferente, com o voucher que têm, ou receber o seu dinheiro de volta", explica o responsável, em entrevista à Lusa.

O Governo português decidiu que, no caso das viagens que deviam ter sido gozadas a partir do momento em que foi declarada a pandemia e até setembro, as pessoas não receberão, tal como impõe a legislação europeia, o seu dinheiro de volta de imediato, mas sim um vale para gozar outra viagem.

O reembolso mantém-se como opção, mas dinheiro de volta só no próximo ano.

"Foi a solução encontrada para evitar uma enorme dificuldade no setor das agências de viagens e turismo que se criaria" com as devoluções imediatas, justifica Vera Jardim, considerando que esta opção também defende "os interesses dos consumidores".

"Vendem-se milhares e milhares de viagens de finalistas e isso daria como resultado, se as agências tivessem de repor o dinheiro, que a maior parte das agências não teria essa capacidade", observa, acrescentando que Portugal é o único país da Europa "que tenta resolver os litígios entre os viajantes e as agências de viagens" através de um provedor.

9h00 - México regista 836 mortos e 7051 novos casos em 24 horas

O México registou 836 mortos e 7051 novos casos de Covid-19, nas últimas 24 horas, totalizando 36.327 óbitos e 311.486 infeções desde o início da epidemia, indicou o Ministério da Saúde do país.

Além dos 36.327 mortos registados, as autoridades mexicanas indicaram que há ainda 2373 mortes a aguardar o resultado de estudos laboratoriais, alguns dos quais pendentes desde abril passado.

Há ainda 80.721 casos suspeitos no país à espera de resultados clínicos, de acordo com a mesma fonte.

A capital mexicana é a zona que regista mais mortes (7817), seguida do estado de México (5378) e Baixa Califórnia (2296).

O México está na sétima semana da chamada "nova normalidade", que funciona com base num semáforo epidemiológico a quatro cores, a partir do qual são reguladas as atividades económicas e de convivência.

Em 14 Estados está a ser aplicado o vermelho, de risco máximo, e em 18 o laranja, considerado de alto risco. Ainda nenhum estado foi declarado amarelo (risco médio) ou verde (risco baixo).

8h36 - China regista seis novos casos oriundos do exterior

É o nono dia consecutivo sem registo de novos casos de contágio local no país asiático, onde a doença foi detetada pela primeira vez, em dezembro passado.

A Comissão de Saúde da China indicou que os novos casos foram detetados em viajantes oriundos do exterior, os chamados casos importados.

As autoridades de saúde acrescentaram que 19 pacientes tiveram alta, fixando o número total de casos ativos no país asiático em 284, três dos quais se encontram em estado grave.

De acordo com os dados oficiais, desde o início da epidemia, a China registou 83.611 infetados e 4634 mortos devido à covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

8h28 - Estados Unidos com 850 mortos em 24 horas

Os Estados Unidos registaram 850 mortes causadas pela Covid-19 e 63.262 novas infeções nas últimas 24 horas, indicou a Universidade Johns Hopkins.

Desde o início da epidemia no país, o total de óbitos eleva-se a 136.432, enquanto os casos identificados ultrapassaram já os 3,42 milhões, de acordo com os números contabilizados pela universidade norte-americana, sediada em Baltimore (leste), até à 1h30 desta quarta-feira em Lisboa.

A primeira potência mundial sofreu nas últimas semanas um aumento de infeções no sul e oeste do país, de longe o mais afetado do mundo em termos absolutos, tanto em número de mortos como de casos.

Só o Estado da Florida (sudeste), um dos primeiros a sair do confinamento, registou 132 mortos e mais de nove mil casos de Covid-19 nas últimas 24 horas.

Esta situação levou alguns estados a recuarem na abertura de comércios e serviços, como a Califórnia (costa oeste), e muitos tornaram o uso de máscara em locais públicos obrigatório.

8h22 - Artistas e intelectuais brasileiros pedem destituição de Bolsonaro

Um grupo de artistas e intelectuais brasileiros pediu a destituição do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, num documento que vai ser entregue à câmara dos deputados do país por parlamentares da oposição.

Entre as personalidades brasileiras que assinaram o documento estão artistas como Chico Buarque e Lucélia Santos, o ex-jogador de futebol Walter Casagrande e o ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira.

Representantes de movimentos sociais, de centrais sindicais e de partidos de oposição reuniram-se em frente ao congresso brasileiro, na tarde de terça-feira, para divulgar as razões para o pedido de destituição de Bolsonaro.

O advogado Gustavo Ramos, que assina a petição, apresentou os quatro os eixos que compõem o documento: crimes de responsabilidade que teriam sido cometidos pelo presidente contra o livre exercício de direitos políticos, sociais e individuais; contra a probidade da administração pública; ameaça a outros poderes; e crimes contra a segurança interna do país, relativamente à pandemia da Covid-19.

"Por vezes, um desprezo absoluto à própria existência da pandemia, e por outras, a negação, a resistência, o boicote a medidas preventivas que seriam essenciais", alegou o advogado, citado pelo portal de notícias da câmara dos deputados.

Entre os cidadãos que se manifestaram em frente ao congresso estavam indígenas e membros do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgéneros).

Durante o protesto foram erguidas faixas, bandeiras, cartazes e cruzes de madeira para lembrar os mais de 70 mil mortos devido à Covid-19 no país. Na semana passada, o Presidente confirmou estar infetado.

7h30 - Ponto de situação

As autoridades já multaram 421 pessoas ou estabelecimentos comerciais por violação das regras implentadas por causa da Covid-19. Os números foram avançados à RTP pelo Ministério da Administração Interna.

Nas 19 freguesias que estão em calamidade foram levantados 159 autos - 82 relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas na via pública.

Vinte e três foram por causa do incumprimento das regras de ocupação nos locais abertos ao público. Dezanove pessoas não estavam a usar máscara nos transportes públicos.

A nivel nacional foram detidas 25 pessoas, quase metade nas freguesias em situação de calamidade. Setenta estabelecimentos comerciais foram encerrados e 23 ficaram com a atividade suspensa.
O que decidiu o Conselho de Ministros

A final da Taça de Portugal e a fase final da Liga dos Campeões sem público

A decisão foi confirmada na reunião do Conselho de Ministros que reavaliou também o deconfinamento.

Na zona Norte da Área Metropolitana de Lisboa, devido ao numero de casos, mantêm-se as recomendações em vigor. No resto do país, o Governo determina a reabertura dos carrosséis, mediante um conjunto de regras.

Em relação ao tráfego aéreo, os passageiros que venham de países de risco têm de apresentar um teste negativo realizado nas últimas 72 horas

A ANA - Aeroportos de Portugal também terá de medir a temperatura a todas as pessoas que cheguem a Portugal.

Estas regras não são aplicam aos aeroportos da Madeira e dos Açores.
O quadro em Portugal

O último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, conhecido na tarde de terça-feira, reporta mais seis mortes causadas pela Covid-19, mais 233 casos confirmados de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e mais 485 pessoas dadas como recuperadas.

Esta evolução de 24 horas empurrou os totais - desde o início da pandemia - de vítimas mortais da doença causada pelo novo coronavírus, de casos de infeção e de pessoas recuperadas para, respetivamente, 1668, 47.051 e 31.550.

Os seis óbitos reportados neste boletim ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde o número de casos mortais ascende a 547. Na mesma região, há registo de um total, desde o advendo da pandemia, de 23.008 infeções.

Aguardam resultados laboratoriais 1472 pessoas. As autoridades de saúde mantêm sob vigilância 34.641 contactos.
Números atualizados por concelho
A Direção-Geral da Saúde atualizou na terça-feira  os números de infeções, por concelho, pelo novo coronavírus.

Lisboa registou, desde 4 de julho, mais 439 casos de infeção. No total tem 4084. Segue-se Sintra, com mais 369 pessoas infetadas.
A Amadora regista mais 209 casos e Loures outros 178. Odivelas tem mais 166.

As 19 freguesias que permanecem debaixo do estado de calamidade  totalizaram, nos últimos dez dias, 1361 novos casos de infeção: 30 por cento do total do país.
O quadro internacional
A pandemia da Covid-19 já provocou mais de 574 mil mortos e infetou quase 13,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço em permanente atualização por parte da France Presse, a partir de dados oficiais.

A doença é causada por um novo coronavírus detetado no final de dezembro em Wuhan, cidade do centro da China.

Na Europa, a chanceler Alemã admite que pode não ser possível chegar a um acordo entre os 27 sobre o Fundo de Recuperação da Covid-19 na cimeira do próximo fim de semana.
O primeiro-ministro hoandês, que lidera o grupo que discorda da proposta da Comissão Europeia, também está pessimista.

Já o chefe do Governo espanhol alerta para o risco de a crise se agravar se não houver um entendimento já este mês.

António Costa insiste, por sua vez, que é possível chegar a entendimento no próximo Conselho Europeu desde que exista vontade política.
O primeiro-ministro português conversou com o homólogo da Hungria. Reconheceu que aquele país tem um problema com o Estado de direito, mas que agora o que importa é assegurar um adequado controlo do uso dos fundos europeus.