Reportagem
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Covid-19. A situação ao minuto do novo coronavírus no país e no mundo

por RTP

Violeta Santos Moura - Reuters

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a propagação do SARS-CoV-2 à escala internacional.

Mais atualizações



23h58 - Brasil volta a aproximar-se de três mil mortes e de 100 mil casos em 24 horas

O Brasil voltou hoje a aproximar-se do registo de três mil mortes diárias devido à covid-19 (2.997), o maior número de óbitos desde 29 de abril, e somou 95.367 infeções nas últimas 24 horas.

Os dados foram hoje divulgados pelo Ministério da Saúde brasileiro, e colocam o dia de hoje como o terceiro com mais diagnósticos de covid-19 desde o início da pandemia, registada oficialmente no país em fevereiro de 2020.

O número de novos casos hoje registados supera apenas o de 25 de março último, quando o país contabilizou 100.158 diagnósticos positivos e o dia 02 deste mês, momento em que o Brasil chegou a 95.601 infeções em 24 horas.

Contudo, o acumulado de hoje contém também os dados de terça-feira de Rio Grande do Sul, um dos cinco Estados brasileiros mais afetados pela doença, que no dia anterior não conseguiu comunicar atempadamente os seus números devido a problemas técnicos.

Segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, a taxa de incidência da doença no Brasil é hoje 235 mortes e 8.389 casos por 100 mil habitantes.

Já a taxa de letalidade está fixada em 2,8% há várias semanas consecutivas, num momentos em que os números parecem confirmar a tese de especialistas em saúde, que há semanas anunciam a chegada de uma terceira vaga da pandemia ao país.

São Paulo continua a ser o foco da pandemia na nação sul-americana, concentrando 3.509.967 casos de infeção e 119.905 vítimas mortais devido ao Sars-CoV-2.

22h57 - Crianças em França deixam de usar máscara nos recreios das escolas

As crianças em França vão deixar de ser obrigadas a utilizar a máscara nos recreios decidiram as autoridades francesas após anunciarem também o fim da obrigação de máscara no exterior e o fim do recolher obrigatório.

O fim da obrigação de máscara no exterior não abrange, no entanto, os mercados ao ar livre, as filas de espera ou os estádios, já que são locais onde as pessoas se aglomeram.

22h32  - Madeira regista oito novos casos nas últimas 24 horas

A Madeira registou hoje oito novos casos de covid-19, nove recuperações e 31 situações suspeitas, indicou a Direção Regional de Saúde, referindo que o total de infeções ativas é de 61, com dois doentes hospitalizados.

Entre os novos positivos, três foram importados - um da Venezuela e dois da região de Lisboa e Vale do Tejo - e cinco são de transmissão local, elevando para 9.550 o número de casos confirmados de infeção por SARS-CoV-2 na região desde o início da pandemia. O arquipélago assinala, também, 72 óbitos associados à doença.

22h20 - Angola com cinco mortes, 173 casos e 228 recuperações em 24 horas

Angola registou 173 novos casos de covid-19 em 24 horas, assim como cinco mortes e 228 recuperações, anunciou hoje o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda.

Dos novos casos, 123 foram registados na província de Luanda, 18 no Huambo, 10 no Zaire, oito no Cuanza Sul, sete na Huíla, quatro em Cabinda e um em cada uma das províncias da Lunda Sul, Bié e Cunene, com idades entre 01 e 91 anos, sendo 111 do sexo masculino e 62 do sexo feminino, afirmou o secretário de Estado numa declaração.

De acordo com as autoridades de saúde angolanas foram registadas cinco mortes, das quais três em Luanda e duas na Huíla, tendo idades entre os 13 e 82 anos e sendo três do sexo feminino e duas do sexo masculino.

22h00 - Novos casos covid surgiram maioritariamente na Região de Lisboa

Lisboa e Vale do Tejo tem esta quarta-feira 928 novos casos de infeção, número que representa 69% da totalidade de casos diários.


21h47 - DGS quer testes em casamentos e batizados com mais de 10 pessoas

A testagem à covid-19 deve também ser feita em todos os eventos com mais de mil espectadores em espaços abertos ou 500 em espaços fechados. Os promotores de eventos continuam com muitas dúvidas.


21h38 - Médico apela para que cidadãos se protejam e pensem nas repercussões da doença

O internista António Pais Lacerda apelou hoje para que as pessoas mantenham "ao máximo” a proteção contra a covid-19 e pensem que não estão a proteger-se de uma doença viral aguda a curto prazo, mas de repercussões no futuro.

“Muitas doenças que conhecemos têm repercussões a longo prazo e nós não fazemos ideia nenhuma do que são as repercussões a médio e a longo prazo” da covid-19, afirmou o diretor do serviço de Medicina Interna II do Hospital Santa Maria, em Lisboa, onde o número de doentes internados tem vindo a aumentar, totalizando 34 na terça-feira, nove dos quais em cuidados intensivos. "Nós achamos que (a covid-19) é uma infeção que matava muito as pessoas mais idosas. É verdade que podem ser resolvidas, com maior ou menor dificuldade, as situações de pessoas de meia-idade e jovens, mas isso é a curto prazo", sublinhou.

Pais Lacerda lembra que no que as pessoas têm de pensar é nos efeitos da infeção por SARS-Cov-2 no futuro. “Nós conhecemos esta doença há pouco tempo, desde dezembro de 2019, e não sabemos o que acontecerá daqui a cinco, 10 ou 20 anos a todas as pessoas que ficaram infetadas”.

“Portanto, as pessoas têm de pensar que não é só a questão de se protegerem [a si e aos outros] por causa de uma doença viral aguda é protegerem-se para o seu futuro”, defendeu António Pais Lacerda.

Para o especialista, a “melhor vacina” neste momento, enquanto as pessoas não estão todas vacinadas, é o uso da máscara, a higienização das mãos e o distanciamento físico.

“Nós não sabemos quem é que está ao nosso lado. Nos anos 80 houve a infeção pelo VIH e é evidente que as pessoas quando estavam a fazer sexo com alguém não sabiam [se tinha a doença] porque a pessoa não tinha um letreiro na testa a dizer ‘eu estou infetado’. O mesmo se passa com a covid-19. Há pessoas que podem estar infetadas com este vírus respiratório e também não têm o letreiro a dizer que estão infetadas e podem não ter sintomas e estar a transmitir essa infeção a outras pessoas que estejam perto”, disse.

21h15 - Novas variantes. Especialistas defendem atualizações constantes das vacinas covid

As vacinas Pfizer e AstraZeneca continuam a ter um alto grau de eficácia na prevenção de hospitalizações de doentes com a variante indiana da covid-19. Já a proteção contra novas infeções ou doença com sintomas ligeiros é mais baixa em relação à variante do Reino Unido.


20h50 - Hospital Santa Maria aumentou camas de enfermaria para 42 e de UCI para

Cerca de metade dos doentes com covid-19 internados no Hospital Santa Maria têm menos de 50 anos, segundo o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, que já aumentou para 42 as camas de enfermaria e para 14 as de cuidados intensivos.

O número de camas de enfermaria destinadas a doentes com covid-19 aumentou de 21 para 42 e as camas de cuidados intensivos de 8 para 14, “no âmbito do processo de antecipação das necessidades assistenciais e planificação da resposta institucional”, refere o centro hospitalar. O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) tem registado um “aumento paulatino” do número de doentes internados com covid-19, sendo a média etária de 50,2 anos.

Há um mês estavam 14 doentes internados, nove deles em UCI, e na terça-feira eram 34, nove dos quais em cuidados intensivos, números muitos distantes dos registados em fevereiro, no pico da pandemia, quando o CHULN tinha mais de 300 doentes internados, sendo a média etária de 68,7 anos, com 77% dos doentes com mais de 60 anos e 13% com menos 50 anos.

“Desde a última semana de maio que tem vindo a crescer o número de doentes em Santa Maria infetados pelo SARS-CoV-2, sendo o maior número de casos entre os 30 e os 50 anos”, mas já houve situações de jovens “na casa dos 20 anos” e também “mais velhos”, disse à Lusa o diretor do Serviço de Medicina II, António Pais Lacerda.

Segundo o médico, alguns doentes na casa dos 60 anos têm a primeira dose da vacina contra a covid-19.

“A dose total das vacinas é que protege de ter uma doença grave e a doença grave é aquela que pode ser mortal, aquela que leva aos cuidados intensivos, e na realidade não é o que tem acontecido”, salientou.

20h26 - Ex-governador critica Bolsonaro e insinua que milícias atuam em hospitais do Rio de Janeiro

O ex-governador do Rio de Janeiro criticou hoje a atuação do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, no combate à pandemia e insinuou que milícias atuam em hospitais federais no estado que governava até ser afastado do cargo, em 2020.

"Quem é responsável por esse processo trágico que se viveu e se viveu no Rio de Janeiro é o Governo federal, é o Presidente da República, são aqueles que durante todo esse processo sabotaram as medidas de afastamento", disse Wilson Witzel, na comissão parlamentar de inquérito (CPI), que investiga a resposta das autoridades brasileiras à pandemia de covid-19.

“Foi uma narrativa pensada, estrategicamente pensada. Os governos estaduais ficariam em situação de fragilidade, porque não teriam condições de comprar os consumíveis, respiradores”, acrescentou.

Para Witzel, “ficou claro que a narrativa construída pelo Governo federal foi para colocar os governadores numa situação de fragilidade, porque os governadores tomaram as medidas necessárias de isolamento social” e “isso tem repercussões económicas".

20h08 - Fenprof diz que faltam medidas concretas no plano para recuperar aprendizagens

A Fenprof considera o plano de recuperação das aprendizagens “insuficiente e dececionante”, por faltarem medidas concretas como a redução de alunos por turma ou o reforço de professores nas salas de aula.

A posição da Federação Nacional dos Professores foi transmitida hoje aos secretários de Estado do Ministério da Educação durante a reunião ‘online’ agendada para discutir o “Plano de Recuperação das Aprendizagens - Escola+ 21/23” perdidas pelos alunos do ensino obrigatório durante a pandemia de covid-19.

Para a Fenprof, o documento do Governo falha por estarem “ausentes medidas de fundo”, como a redução do número de alunos por turma, "medidas que visem aliviar os docentes do sobretrabalho a que estão sujeitos, boa parte burocrático”, mais coadjuvações, o reforço dos docentes de Intervenção Precoce e a aprovação de medidas específicas para o 1.º ciclo, como ter turmas de um só ano de escolaridade.

Além das acusações de falta de medidas concretas, a Fenprof considera que no plano apresentado no início do mês pelo ministro da Educação “abundam referências genéricas e redondas, cujo alcance não é possível avaliar”.

19h48 - Guiné-Bissau regista mais um caso de infeção

A Guiné-Bissau registou mais um caso de infeção pelo novo coronavírus, informou hoje o Alto Comissariado para a Covid-19.

De acordo com os dados oficiais, na terça-feira, foi registado mais um caso para um total acumulado de 3.810 e realizados 51 testes.

19h32 - APECATE diz que "há falta de bom senso" nas regras de testagem para eventos

O presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE) diz que há “falta de bom senso” nas regras publicadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para a testagem em eventos a alertou para “danos colaterais”.

A propósito do congresso da associação, marcado para os dias 21 e 22 de junho, António Marques Vidal esclarece que a entidade não está contra “uma medida que visa aumentar a segurança”, mas alertou que “é muito diferente fazer testes para um casamento e para um concerto” e para um evento corporativo.

“Os contextos são diferentes, as maneiras de interagir são diferentes, a probabilidade de risco é diferente e depois chegamos aos custos. Quem é que vai pagar”, questiona.

“Estas coisas não podem ser decididas assim, sem pensar qual o aumento de segurança e qual é a consequência. Há falta de bom senso”, critica.

Além disso, alerta, “daqui a 15 dias se Portugal cumprir a diretiva europeia, quem já está vacinado não precisa de fazer teste. Como é que isto não foi previsto nesta lei”, lamenta.

19h05 - Praias costeiras e fluviais do Alentejo têm capacidade para 43.690 pessoas

As praias costeiras e fluviais do Alentejo podem receber, em simultâneo, um total de 43.690 pessoas, esta época balnear, segundo o despacho da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), publicado em Diário da República.

O documento sobre a capacidade potencial de ocupação das praias para a época balnear deste ano, consultado pela agência Lusa, indica que, nesta região, as 39 praias, 30 costeiras e nove fluviais (29 grandes e 10 pequenas), vão ter uma capacidade total de 43.690 pessoas.

18h35 - Londres vai exigir vacinação a funcionários de lares de idosos

O Governo britânico vai tornar a vacina contra a covid-19 obrigatória para todos os funcionários de lares de idosos em Inglaterra, de acordo com o secretário de Estado da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock.

Num discurso na Câmara dos Comuns (câmara baixa do Parlamento britânico), Hancock explicou que, embora a "grande maioria" dos trabalhadores do setor dos cuidados sociais tenham sido imunizados quando convocados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), há alguns que ainda não o foram, o que, disse, põe em risco a vida das pessoas que os rodeiam.

"É por isso que vamos insistir em medidas para assegurar a obrigatoriedade [da vacinação] como condição para trabalhar em lares, e vamos também abrir agora um período de consulta para ver se adotamos a mesma abordagem no SNS, para salvar vidas e proteger os doentes", explicou.

Hancock recusou tornar a vacinação obrigatória para toda a população, mas insistiu que se trata de uma medida "sensata e razoável" no caso daqueles que trabalham com pessoas de risco, que também devem ser testados regularmente.

Os trabalhadores de lares, públicos e privados, terão um período de 16 semanas para serem vacinados - com exceção de trabalhadores isentos por razões médicas - e, caso não o sejam, poderão ser transferidos ou despedidos, segundo a BBC.

Os sindicatos opuseram-se à vacinação obrigatória, em parte porque trata os trabalhadores deste setor de forma diferente da população em geral.

18h25 - Centeno: Apoios públicos devem ser simples e adaptados à realidade dos setores

O governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, reafirma a importância de os apoios públicos às empresas serem focados e adaptados à realidade concreta de cada setor e de acesso simples.

Falando na apresentação do Boletim Económico de junho, que revê em alta as projeções para a economia portuguesa até 2023, Mário Centeno sublinhou a assimetria desta crise, acentuando que a generalidade dos setores económicos chegará ao final de 2021 acima dos níveis que registavam em 2019.

Neste contexto, precisou, "o apoio deve ser focado, temporário, para permitir que as empresas continuem a tomar decisões", nomeadamente de reforço da sua capitalização, competindo ao Estado "garantir que há um mecanismo de transição para as empresas em setores que ainda estejam deprimidos".

Mário Centeno reforçou a mensagem de que este esforço não pode apenas ser pedido ao Estado e insistiu na ideia da temporalidade dos apoios porque, referiu "apoios do Estado que perduram no tempo, levam a perdas para o Estado que perduram no tempo".

Para Mário Centeno é condição quase essencial para o sucesso que as medidas de apoio sejam simples, tendo em conta que se destinam sobretudo a empresas de reduzida dimensão.

17h45 - Itália com 1.400 novos casos e menos de 500 nos cuidados intensivos

Itália registou 1.400 novos casos de covid-19 e 52 mortos nas últimas 24 horas, anunciou hoje o Ministério da Saúde, enquanto a pressão sobre os hospitais continua a diminuir, com menos de 500 doentes em unidades de Cuidados Intensivos.

Com estes números, Itália soma um total de 4.248.432 casos desde o início da emergência nacional, em fevereiro de 2020, dos quais 127.153 morreram.

17h30 - Incidência em Espanha desce abaixo dos 100 casos por cada 100.000 habitantes

O nível de incidência acumulada baixou hoje em Espanha para menos de 100 casos diagnosticados por cada 100.000 habitantes, o número mais baixo desde 12 de agosto de 2020, revelou o Ministério da Saúde espanhol.

Os contágios continuam assim a sua trajetória descendente, passando a incidência acumulada de 101 (terça-feira) para 99 casos diagnosticados por cada 100.000 habitantes.

Os serviços sanitários também notificaram 3.823 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, elevando para 3.749.031 o total de infetados até agora.

Foram ainda registadas mais 36 mortes atribuídas à pandemia desde segunda-feira, passando o total de óbitos para 80.615.

17h23 - Moçambique deve estar "em prontidão para o pior cenário", diz ministro

O ministro da Saúde moçambicano, Armindo Tiago, disse hoje que o país deve preparar-se para "o pior cenário" de uma terceira vaga de covid-19 para melhor se prevenir.

"Queremos estar em prontidão para o pior cenário, pois só desse modo poderemos blindar a nossa sociedade aos impactos da pandemia", referiu na abertura de uma conferência científica sobre covid-19, em Maputo.

Uma prontidão que "não deve ser construída com base no pânico", mas com "realismo e informados pela evidência científica", acrescentou.

"Na nossa região, países como a África do Sul, a Namíbia e a Zâmbia já sofrem os efeitos da terceira vaga. Na Namíbia e na Zâmbia, esta terceira vaga é de uma intensidade superior às duas primeiras", detalhou Armindo Tiago.

Para o governante, a pandemia "está ainda longe do fim".

16h35 - Reino Unido regista 9055 novos casos, o maior número desde fevereiro

O Reino Undo registou nas últimas 24 horas 9055 novas infeções, o maior aumento desde 25 de fevereiro. Foram ainda registadas mais nove mortes associadas à Covid-19.

O aumento de novos casos justifica-se com a rápida propagação no país da variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia. O Governo britânico confirmou que esta estirpe é 60 por cento mais transmissível e é já dominante no Reino Unido.

Os últimos dados do Governo britânico também demonstram um aumento significativo nas hospitalizações. O número de pessoas internadas aumentou 41,4% na semana entre 06 e 12 de junho, uma média de 179 por dia. Mesmo assim, ainda o número continua bastante abaixo do pico de janeiro, quando a média diária chegou a 4.000 pacientes com covid-19.

15h47 - Lisboa reúne fatores que constituem "um caldo" de novos casos, diz especialista

O pneumologista António Diniz considerou hoje que Lisboa reúne vários fatores que constituem “um caldo” para a emergência de novos fenómenos de infeção por SARS-CoV-2, como a multiculturalidade, a densa população e ser a maior fronteira aérea do país.

Para António Diniz, a subida dos contágios e do número de internamentos em enfermaria e em cuidados intensivos “já era previsível” com o desconfinamento, mas aconteceu “a um ritmo maior do que o esperado”, porque os grupos de riscos, maiores de 60 anos, já estão vacinados.

“A tendência seria para esperar que não aumentasse tanto [o número de casos] e, sobretudo, o número de internamentos e internamentos em cuidados intensivos”, referiu à Lusa, o que tem levado “inevitavelmente a alguma carga adicional” sobre os hospitais que têm tido necessidade de começar a abrir mais enfermarias.

Contudo ressalvou que, apesar de haver um aumento de incidência da infeção, não tem uma “tradução idêntica” à que existiu na terceira onda da pandemia, no início do ano, em termos de gravidade, internamentos em cuidados intensivos, e mortes.

António Diniz disse, por outro lado, que a vacinação contra a covid-19 selecionou “uma população mais suscetível à infeção”: mais jovem, com mais mobilidade e mais sujeita à fadiga pandémica.

Aliado a esta situação está o facto de Lisboa ser “o protótipo” onde se juntam várias condicionantes que “constituem um caldo para a emergência de novos fenómenos de infeção mais acelerados, por enquanto, que no resto do país”.

No seu entender, esta situação “não é explicável” por festas, casamentos, batizados, que também ocorrem noutras regiões, ou pela diferença de vacinação existente entre a Região de Lisboa e as regiões com maior taxa de vacinação, que são zonas menos povoadas, como o Alentejo ou a zona Centro, que não ultrapassa os seis pontos percentuais

Como razões que podem estar na origem desta situação, António Diniz apontou “a vulnerabilidade” que Lisboa apresenta por ser provavelmente “a maior fronteira, nomeadamente aérea, que o país tem”, com voos provenientes de todo o mundo, e ter “uma frequência e uma lotação muito superior” ao resto do país.

15h22 - R(t) e incidência voltam a aumentar

O boletim divulgado esta quarta-feira revela ainda um aumento nos valores da incidência e do índice de transmissibilidade, ou R(t).

A incidência a nível nacional é agora de 91,0 casos por 100 mil habitantes, enquanto na análise anterior era de 85,5. Já a nível continental, este valor é de 90,5 casos por 100 mil habitantes, um aumento em relação aos 83,5 registados na segunda-feira.

O R(t) também aumentou, passando a situar-se em 1,12 a nível nacional e 1,13 no continente. Na atualização anterior, o R(t) situava-se em 1,09 e 1,10, respetivamente.

15h05 - Portugal regista 1350 novos casos e seis mortes

Portugal voltou a superar as mil infeções diárias. Segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), foram reportados 1350 casos, o maior número em quatro meses. Foram ainda registadas seis mortes em 24 horas.

Lisboa e Vale do Tejo detém 68 por cento das novas infeções, ao registar 928 casos. A região norte registou 199 novos casos, o Algarve 90, o centro 85 e o Alentejo 30. Foram ainda reportadas 16 infeções nos Açores e duas na Madeira.

Todos os óbitos a reportar esta quarta-feira foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Os internamentos continuam a aumentar. De acordo com o boletim, existem hoje 351 doentes internados (mais cinco do que na véspera), dos quais 83 em unidades de cuidados intensivos (mais quatro do que no dia anterior).

Há ainda a registar mais 589 recuperados, para um total de 817.092. Portugal tem hoje mais 755 casos ativos e mais 82 contactos em vigilância.

Desde que foi registado o primeiro caso de Covid-19 em Portugal, já foram confirmadas 860.395 infeções e 17.055 mortes.

14h57 - França define objetivo de vacinar 35 milhões de pessoas até final de agosto

A França definiu um novo objetivo de vacinação, querendo vacinar com as duas doses pelo menos 35 milhões de pessoas até ao final de agosto, anunciou hoje o primeiro-ministro, Jean Castex.

"Não podemos abandonar este objetivo nas próximas semanas", declarou Jean Castex numa conferência de imprensa no final do conselho de ministros, que decorreu em Paris.

O novo objetivo é ter 35 milhões de pessoas, mais de metade da população francesa, completamente imunizada contra o vírus até ao final de agosto e 40 milhões com pelo menos a primeira dose.

Até agora, mais de 30 milhões de franceses já receberam a primeira dose da vacina e mais de 15 milhões de franceses já receberam as duas doses. Os jovens entre os 12 e os 17 anos também já podem ser vacinados.

14h41 - DGS pondera diminuir tempo entre doses da vacina AstraZeneca

O secretário de Estado da Saúde afirmou hoje que a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a comissão técnica de vacinação ponderam diminuir o tempo entre as doses da vacina AstraZeneca contra a covid-19.

"Essas dúvidas continuam do ponto de vista técnico. Ainda há pouco tempo se falava na possibilidade de alargar o tempo das doses em função daquilo que era a questão da imunidade, portanto, promovia maior imunidade se fossem mais afastadas as doses", argumentou António Sales, em declarações aos jornalistas numa visita a Santa Cruz da Trapa, em São Pedro do Sul.

E acrescentou: "Hoje diz-se o contrário, nomeadamente em relação a uma variante, a variante Delta [associada à Índia], e, por isso, essa é também uma questão técnica que a DGS e a comissão técnica de vacinação estão a ponderar".

De acordo com um estudo publicado na segunda-feira pelas autoridades de saúde britânicas, duas doses das vacinas Pfizer ou AstraZeneca protegem mais de 90% contra hospitalizações em caso de infeção com a variante Delta do novo coronavírus, associada à Índia e potencialmente mais contagiosa.

O estudo Public Health England (PHE) aponta para 96% de proteção contra hospitalizações após duas doses no caso da vacina Pfizer e 92% para a AstraZeneca.

Uma análise de PHE anterior mostrou que duas doses da vacina protegem da variante Delta de forma tão eficaz como a Alpha, associada ao Reino Unido, mas não uma única dose.

14h37 - Lisboa terá exatamente o mesmo tratamento que os outros concelhos, garante Costa

O primeiro-ministro afirmou hoje que Lisboa terá o mesmo tratamento que os outros concelhos em função da matriz de risco da covid-19, afastando também a hipótese de o Governo impor uma antecipação de medidas restritivas na capital.

Esta posição foi transmitida por António Costa numa conferência de imprensa conjunta com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, depois de questionado se admite um cenário de antecipação em uma semana das medidas restritivas a aplicar Lisboa pelo facto de a capital estar agora com uma incidência de novas infeções superior a 240 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

"Todos os concelhos são iguais. Lisboa não será diferente dos outros concelhos e terá exatamente o mesmo tratamento", respondeu António Costa.

Na conferência de imprensa, que decorreu no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, o líder do executivo referiu que o seu Governo faz semanalmente em Conselho de Ministros a avaliação da situação pandémica em cada um dos concelhos.

"Portanto, na quinta-feira, essa avaliação será novamente feita. E, em função dessa avaliação, tomaremos as medidas necessárias", disse.

14h18 - Passageiros que cheguem do Nepal vão ter de fazer isolamento profilático

O anúncio foi feito pelo Ministério da Administração Interna. O Nepal junta-se à África do Sul, Brasil e Índia na lista de países com restrições à chegada ao país.
No comunicado do Ministério, é recomendado que as pessoas que venham desses quatro países façam apenas viagens essenciais, como são o caso das deslocações em trabalho, por razões de saúde ou humanitárias ou para reuniões familiares.

14h09 - Unidades de saúde preocupadas com alastrar da situação de Lisboa e Vale do Tejo

As unidades de saúde do país temem que a situação de Lisboa e Vale do Tejo alastre e que faça aumentar também os internamentos noutras regiões de Portugal.
A vacinação revela-se uma arma poderosa para evitar situações graves, mas os peritos sublinham os riscos para quem não está ainda vacinado ou para quem tomou apenas uma dose da vacina.

Somam-se ainda os riscos das novas variantes, nomeadamente a Delta, 65% mais transmissível.

14h00 - Comissão Europeia dá luz verde ao PRR português

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou esta quarta-feira a aprovação do Plano de Recuperação e Resiliência apresentado pelo Governo português.

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) foi aprovado por Bruxelas. A decisão foi anunciada esta quarta-feira em Lisboa pela própria presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.


Ao lado do primeiro-ministro português, a responsável europeia elogiou a determinação e firmeza dos portugueses e europeus durante a pandemia e considera que o PRR português oferece "uma resposta excecional a uma crise excecional".

13h53 - Empresários dos espetáculos surpreendidos com normas de testagem

A norma de testagem em eventos e espetáculos vai agravar a situação de um setor já muito afetado pela pandemia. Os empresários dizem-se surpreendidos com esta decisão e falam mesmo em perdas que podem levar a falência de muitos destes negócios.


13h46 - Testes recomendados em eventos familares com mais de dez pessoas

Os testes à Covid-19 passam a ser recomendados em eventos familiares, como casamentos e batizados, com mais de dez pessoas. O mesmo acontece para os eventos culturais e desportivos à porta fechada com mais de 500 participantes ou ao ar livre com mais de mil pessoas.
Os testes vão ter de ser sempre supervisionados por um profissional de saúde, mesmo se forem testes rápidos feitos no local do evento.

A nova norma da DGS, publicada na última noite, esclarece ainda que as empresas a partir de 150 trabalhadores vão ter de iniciar uma política de testagem de 14 em 14 dias.

13h39 - Balanço contabiliza 3.824.885 mortes desde o início da pandemia

A pandemia do novo coronavírus fez pelo menos 3.824.885 mortos em todo o mundo desde que a doença foi detetada na China em finais de dezembro de 2019, de acordo com o balanço da France-Presse.

Mais de 176.566.650 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

De acordo com o relatório epidemiológico semanal da Organização Mundial de Saúde (OMS), as infeções globais por covid-19 caíram 12% na última semana, com mais de 2,6 milhões de novos casos, a menor incidência semanal registada desde fevereiro.

Todas as regiões baixaram em número de casos, exceto África, que registou um aumento de 44% nos últimos sete dias, assim como um aumento de 20% no número de mortes.

Segundo o balanço da AFP, na terça-feira morreram 10.607 pessoas por SARS CoV-2 e contabilizaram-se 374.411 casos, a nível global.

Os países que registaram mais mortes por covid-19 nos últimos balanços foram a Índia com 2.542 óbitos, o Brasil (2.468) e a Colômbia (599).

Os Estados Unidos são o país mais afetado tanto em número de mortos como no número de infeções, com 600.285 óbitos e 33.486.101 infeções, de acordo com a contagem da universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais atingidos pela doença são o Brasil com 490.696 mortos e 17.533.221 casos, Índia com 379.573 óbitos (29.633.105 casos), o México com 230.428 mortos (2.459.601 infeções) e o Peru com 189.261 mortos (2.007.477 casos).

13h24 - França acaba com máscara no exterior e com recolher obrigatório

O uso de máscara no exterior deixa de ser obrigatório em França a partir de 17 de junho e o recolher obrigatório às 23:00 acaba no dia 21 de junho, anunciou hoje o primeiro-ministro francês, Jean Castex.

"O recolher obrigatório às 23:00, que se devia aplicar até dia 30 de junho, deve acabar a partir deste domingo, seis dias antes da data prevista", disse hoje o primeiro-ministro após o Conselho de Ministros que decorreu esta manhã.

As duas decisões vêm no seguimento de várias semanas consecutivas de decréscimo de novos casos e de casos graves de covid-19 nos hospitais franceses.

Nos últimos dias, várias festas selvagens após o recolher obrigatório levaram as autoridades a dispersar grupos de centenas de jovens nas grandes cidades.

"Vivemos um momento importante, um momento feliz, um momento de regresso à vida normal", declarou Jean Castex.

A obrigação de utilização da máscara no exterior vai terminar já na quinta-feira, mas a máscara continua a ser obrigatória dentro de todos os espaços fechados.

13h03 - Japão prepara-se para levantar estado de emergência

O Japão vai levantar, a 20 de junho, o estado de emergência em nove prefeituras, incluindo Tóquio e Osaka.

Em sete desta prefeituras será instituído um estado de "quase emergência", de acordo com a Reuters.

12h41 - Estados-membros dão "luz verde" a viajantes dos EUA

Os Estados-membros da UE decidiram acrescentar os Estados Unidos à lista de países e territórios considerados seguros a nível epidemiológico e cujos cidadãos podem efetuar viagens não essenciais para território comunitário.

Reunidos em Bruxelas, os embaixadores dos 27 deram "luz verde" à proposta apresentada pela presidência portuguesa do Conselho da UE de acrescentar Estados Unidos, Macedónia do Norte, Sérvia, Albânia, Líbano e Taiwan à lista de países terceiros e territórios cujos residentes não deverão ser afetados pela restrição temporária das viagens não indispensáveis para a UE, aplicável nas fronteiras externas.

12h39 - Quatro em dez portugueses consideraram mais difícil o segundo confinamento

Os impactos sociais do segundo confinamento foram mais intensos e quatro em cada dez pessoas consideraram que o deste ano foi mais difícil, mostra um inquérito do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

O inquérito Os impactos sociais da pandemia: o segundo confinamento concluiu que 40 por cento dos inquiridos experimentaram maiores dificuldades em lidar com o segundo confinamento, ao passo que 30 por cento responderam que foi igual ao primeiro. Para 27 por cento, foi mais fácil.

Os inquiridos em situação de vulnerabilidade laboral, jovens e famílias com filhos menores, com maiores desafios em conciliar o trabalho e a vida e tarefas familiares, foram os que sentiram um maior impacto no segundo confinamento.

Ainda segundo este inquérito, no qual participaram 11.500 pessoas, em março de 2020, e 7900 no segundo, em fevereiro de 2021, "os dois confinamentos, apesar de algumas dificuldades e preocupações em comum, foram vividos de forma diferente e os impactos sofridos também foram sentidos com uma intensidade distinta", afirmou à Lusa Rita Gouveia, uma das coordenadoras.

12h12 - Portugal começa a emitir certificado digital

O Ministério da Saúde confirma que Portugal já está a emitir o certificado digital Covid-19 da União Europeia "para pessoas vacinadas".

"A verificação do Certificado Digital da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, hoje, à chegada a Portugal, constituiu mais um teste ao sistema do certificado", indica o gabinete de Marta Temido.

Para obter o certificado digital, o cidadão deve aceder ao portal SNS24, seguir as instruções e escolher o tipo de certificado que pretende. Após validação do pedido, o documento é disponibilizado no portal ou pode ser enviado, posteriormente, para o email indicado, sem custos associados.

"Para melhorar a aceitação transfronteiriça, é redigido em português e em inglês", sublinham as autoridades, para acrescentar que "brevemente será possível obter os certificados noutras plataformas, bem como aceder ao certificado de testes moleculares rápidos".

11h50 - Normas para eventos são "fortemente recomendativas", diz Lacerda Sales

O secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales, diz que as normas ontem publicadas pela DGS em relação a eventos são recomendações e realça a importância e necessidade de testagem. Os custos dos testes serão imputados ao público dos eventos e os promotores devem ser as entidades que promovem a realização dos testes, bem como a fiscalização.

Lacerda Sales adianta ainda que a questão do intervalo de tempo entre as duas doses da vacina da AstraZeneca, tendo em conta a variante Delta do novo coronavírus, está a ser analisada pela DGS.#
O secretário de Estado reitera que o certificado digital Covid-19 deverá entrar em vigor a 1 de julho.

Quanto à situação de Lisboa, o responsável garantiu que não há exceções à regra e, quando um concelho passar as regras definidas como linhas vermelhas na matriz de risco, pode recuar no desconfinamento.

11h45 - Guiné-Bissau reporta mais seis casos

Foram registados em solo guineense mais seis casos de infeção pelo SARS-CoV-2, para um total acumulado de 3809.

Mais duas pessoas foram dadas como recuperadas da doença e há 184 casos ativos no país.

Desde o início da pandemia, a Guiné-Bissau já registou 69 vítimas mortais.

11h23 - Passageiros do Nepal passam a cumprir isolamento na chegada a Portugal

Os passageiros oriundos do Nepal passam a ter de cumprir isolamento profilático à chegada a Portugal, indica o Ministério da Administração Interna, juntando-se na lista de restrições a África do Sul, Brasil e Índia.

Segundo nota citada pela agência Lusa, o Governo estabelece que os passageiros provenientes destes quatro países apenas podem efetuar viagens essenciais, nas quais se incluem "as destinadas a permitir o trânsito ou a entrada em Portugal de cidadãos por motivos profissionais, de estudo, de reunião familiar, por razões de saúde ou por razões humanitárias".

Na chegada a território continental, será imposto o período de isolamento profilático de 14 dias, no domicílio ou num local indicado pelas autoridades de saúde. Esta medida aplica-se ao embarque e desembarque de passageiros e tripulações de navios de cruzeiro em portos no território continental e vai vigorar entre 15 e 27 de junho. Mas pode ser revista.

Só os Estados-membros da União Europeia, os países integrados no espaço Schengen, Reino Unido, Estados Unidos e os países cuja situação epidemiológica respeite a recomendação comunitária 2020/912 do Conselho Europeu, de 30 de junho de 2020, estão autorizados a todo o tipo de viagens essenciais e não essenciais para Portugal.

10h59 - Matemático espera aumento de casos em Lisboa e Vale do Tejo

Pelas contas do matemático Henrique Oliveira, vão continuar a surgir novos casos de Covid na região de Lisboa e Vale do Tejo. Em causa está a variante delta do SARS-CoV-2, que vai contribuir para uma subida dos contágios, durante os próximos dias.
A região de Lisboa tem a a maioria dos doentes hospitalizados, com 60% dos internamentos.

10h50 - Von der Leyen é primeira a testar app de certificados digitais

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, vai testar esta quarta-feira, à chegada a Lisboa, a aplicação móvel de leitura do sistema de verificação dos certificados digitais Covid-19, cuja entrada em vigor está prevista para 1 de julho.

A app está ainda em fase de testes, tendo em vista obter a completa operacionalidade com os sistemas semelhantes dos demais Estados-membros.

O regulamento dos certificados digitais foi aprovado em cerimónia oficial na passada segunda-feira.

10h43 - Situação "dramática" em Moscovo

O número de casos confirmados de infeção na Rússia aumentou, nas últimas 24 horas, em 13.397, dos quais 5782 em Moscovo. Morreram, no mesmo período, 396 pessoas.

O presidente da câmara da capital russa, Sergey Sobyanin, descreve o atual contexto como "dramático". Em Moscovo, estão internadas mais de 12 mil pessoas.

10h20 - Singapura reavalia alívio de medidas

As autoridades de Singapura estão a avaliar o calendário e o alcance da próxima fase de alívio das medidas de resposta à pandemia - o arranque desta fase está previsto para segunda-feira, mas a deteção de um novo foco da Covid-19 pode levar ao adiamento.

10h10 - Cruz Vermelha e Body Interac oferecem cursos

A Cruz Vermelha já participou na vacinação de mais de sete mil profissionais da PSP e da GNR na área metropolitana de Lisboa.
Lançou agora um curso de vacinação online gratuito.

9h51 - China vai enviar 500 mil doses à Malásia

O Ministério malaio dos Negócios Estrangeiros adianta que a China aceitou contribuir com 500 mil doses da vacina contra a Covid-19 produzida pela Sinovac BioTech para o esforço de vacinação no país do sudeste asiático.

"Este contributo oportuno vai impulsionar o processo de vacinação", sublinha Hishammuddin Hussein.

9h35 - Timor-Leste avalia retoma de voos comerciais

O Governo timorense está a avaliar a possibilidade de retomar a normalidade nas ligações aéreas de e para Timor-Leste, pela primeira vez desde março de 2020.

"O senhor primeiro-ministro já solicitou pareceres técnicos e de saúde sobre a possibilidade de retomar a normalidade nas ligações aéreas", adiantou o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidelis Magalhães, em declarações à agência Lusa.

9h19 - Certificado Covid-19 pode ser consultado no portal SNS24 ou enviado por email

Os certificados digitais Covid-19, que devem começar a ser emitidos em Portugal esta semana, são gratuitos, emitidos em formato digital e podem ser consultados no portal do SNS 24, na aplicação móvel do SNS ou enviados por email ao titular.

De acordo com a orientação publicada na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, os certificados podem ser usados em todos os Estados-membros, assim como na Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.

O certificado Covid-19 digital da UE, que comprova a testagem (negativa), a vacinação ou a recuperação, "ficará igualmente aberto a iniciativas equiparáveis que estejam a ser desenvolvidas por países terceiros ou organizações internacionais".

8h55 - Nova Iorque atinge meta de 70% da população vacinada

O governador de Nova Iorque anunciou na última noite que 70 por cento dos adultos deste Estado norte-americano receberam pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19.

"O que é que significa 70 por cento? Significa que podemos agora regressar à vida tal como a conhecemos", afirmou Andrew Cuomo, citado pela Associated Press.

O Estado de Nova Iorque verá agora levantadas algumas das restrições pandémicas, incluindo, por exemplo, a medição de temperatura em espaços comerciais.

8h38 - Observatório adverte para riscos do fim das moratórias

O Observatório sobre Crises e Alternativas estima que empresas e famílias experimentem dificuldades para pagar empréstimos quando terminarem as moratórias, em setembro, comprometendo o sector bancário e a retoma económica.

"O fim das moratórias de crédito em setembro próximo, em simultâneo com o término de outras medidas extraordinárias de mitigação dos efeitos da pandemia, acarreta riscos elevados. (...) Empresas e famílias acumulam um maior volume de dívida que, num cenário realista de recuperação apenas parcial da atividade económica, não será fácil pagar, e que compromete o setor bancário nacional", lê-se no Barómetro das Crises, do pólo de Lisboa do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra.

As empresas e famílias que mais recorreram à moratória do crédito correspondem aos segmentos mais afetados pela pandemia, nomeadamente empresas e trabalhadores do sector do alojamento e restauração.

8h17 - Índia reporta mais 2542 mortes e 62.224 casos

Desde o início da pandemia, a Índia acumulou um total de 379.573 óbitos e quase 30 milhões de infetados.

O país está a reabrir os monumentos ao público, entre eles o Taj Mahal, à medida que o número de infetados e de mortos continua a diminuir. Em abril, chegou a registar mais de 400 mortes diárias.

Esta semana, em Nova Deli, as autoridades estão a reabrir lojas, centros comerciais e restaurantes. As restrições também foram atenuadas em Mumbai, Bengaluru, Chennai e em outras cidades.

8h04 - EUA reportam 13.043 casos em 24 horas

Os Estados Unidos registaram 302 mortes associadas à Covid-19 e 13.043 casos desde terça-feira, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

O país soma 33.485.414 infetados e 600.263 óbitos desde o início da pandemia.

7h38 - Pandemia atinge pico na Venezuela

O infecciologista venezuelano Júlio Castro instou terça-feira a população da Venezuela a que mantenha e reforce as medidas preventivas da Covid-19, alertando que a pandemia está "no ponto mais alto".

Nas últimas 24 horas, a Venezuela registou 1233 novos casos e 20 mortes.

Desde março de 2020 que a Venezuela está em quarentena preventiva e atualmente tem um sistema de sete dias de flexibilização seguidos de outros sete dias de confinamento rigoroso.

O país sul-americano soma 2865 mortes e 254.116 casos desde o início da pandemia.

7h34 - UE avisa que vacinação pode ignorar grupos vulneráveis

Um relatório da União Europeia publicado esta quarta-feira concluiu que há o risco de os esforços de vacinação para combater a pandemia do novo coronavírus excluírem grupos populacionais vulneráveis, tais como migrantes, minorias e mesmo reclusos.

Falta de conhecimento da língua, falta de acesso a campanhas de informação, não ter um cartão de saúde ou não ser considerado um grupo prioritário, apesar de estar exposto a maiores riscos de infeção, são algumas das causas desta situação, advertiu a Agência dos Direitos Fundamentais da UE.

7h10 - Ponto de situação

Há novas regras sanitárias para eventos familiares. Nos casamentos, batizados ou aniversários com mais de dez pessoas, deve ser feito o teste à Covid-19.
Antena 1

A norma da Direção-Geral da Saúde foi conhecida na última noite. Mas a medida havia já sido adotada na semana passada pelo Conselho de Ministros.
Cultura e desporto

As novas regras da Direção-Geral da Saúde abrangem os eventos culturais ou desportivos. Também nestas situações é recomendada a testagem: testes nos eventos desportivos e culturais ao ar livre com mil ou mais participantes.

Em recintos fechados com 500 ou mais participantes, também é obrigatório teste.
Empresas

As empresas são igualmente alvo das novas regras.

Os testes à Covid são recomendados de 14 em 14 dias. A recomendação é aplicada em serviços públicos ou locais de trabalho com 150 ou mais trabalhadores, seja qual for o vínculo laboral.
Desconfinamento gera mal-entendido
António Costa garante que nunca lhe passou pela cabeça desautorizar o Presidente da República ao dizer que ninguém pode garantir que não haja um recuo no desconfinamento, nem sequer o próprio Chefe de Estado.
Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que quem nomeia o primeiro-ministro é o Presidente e não o contrário e que, com ele, não se vai voltar atrás no desconfinamento.
O quadro em Portugal
O último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, divulgado ao início da tarde de terça-feira, reportou mais duas mortes associadas à Covid-19. Em 24 horas, houve registo de 973 novas infeções.

Há mais de três meses que Portugal não registava tantos casos.
Os internamentos também continuam a aumentar: mais seis pessoas, para um total de 346; nos cuidados intensivos estavam ontem 79 doentes, num acréscimo de dois face à véspera.
Lisboa e Vale do Tejo lidera em internamentos
De acordo dados da Direção-Geral da Saúde fornecidos ao jornal Público, a região de Lisboa e Vale do Tejo tem mais de 60 por cento dos internados.
De um total de 346 doentes com Covid-19, 215 estão em hospitais área de Lisboa e 51 destes doentes estão nos cuidados intensivos.
O quadro internacional
A pandemia da Covid-19 provocou pelo menos 3.813.994 mortes, resultantes de mais de 176,1 milhões de casos de infeção, de acordo com o balanço em permanente atualização por parte da agência France Presse.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está a gerir a crise pandémica com a ajuda de um ministério-sombra.
O Senado brasileiro descobriu a existência de um gabinete paralelo ao Ministério da Saúde que influencia o Presidente na gestão da pandemia.