Executivo açoriano reconhece "situação económica e social delicada"

por Lusa

O Programa do XIII Governo dos Açores, hoje entregue no parlamento regional, reconhece que a região "vive uma situação económica e social delicada", e admite que a pandemia agravou "debilidades" nesses dois campos.

"A Região Autónoma dos Açores vive uma situação económica e social delicada, agravada pelas consequências da pandemia por SARS-CoV-2, que se projeta, de forma dramática, na vida das pessoas e das empresas, agravando a debilidade empresarial e condicionando o desempenho da região e das suas indeclináveis responsabilidades na proteção dos mais desfavorecidos", diz o executivo, no arranque do documento.

De acordo com o Governo, formado por PSD, CDS e PPM, "a estabilidade política decorrente de uma maioria plural no plano parlamentar tem de traduzir-se numa governação que permita aos Açores terem ganhos substanciais em relação aos indicadores médios da União Europeia, e uma diminuição do peso do Estado e da região na economia e na sociedade".

Nesse sentido, defende o texto hoje revelado, "é não apenas desejável, como possível governar melhor os Açores".

"O XIII Governo Regional dos Açores está consciente da responsabilidade que o povo açoriano lhe atribuiu no presente quadro parlamentar na defesa dos interesses dos Açores durante a XII legislatura e determinado em responder aos desafios presentes e futuros, garantindo um novo ciclo de desenvolvimento social e económico, de esperança renovada", é dito.

O Programa do XIII Governo dos Açores será discutido e votado na próxima semana.

O PS perdeu em outubro a maioria absoluta que detinha há 20 anos, elegendo 25 deputados.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação. A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e o PSD um acordo de incidência parlamentar com o Iniciativa Liberal (IL), somando assim o número suficiente de deputados para atingir uma maioria absoluta.

O novo executivo regional é liderado por José Manuel Bolieiro (PSD) e tem Artur Lima (CDS) como vice-presidente.

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