António Ramos Rosa vence Grande Prémio de Poesia

António Ramos Rosa vence Grande Prémio de Poesia

O poeta António Ramos Rosa venceu o Grande Prémio de Poesia APE/CTT-2005 com "Génese", uma obra já anteriormente distinguida, em Portugal, com dois outros importantes galardões literários.

Agência LUSA /

Esta terceira distinção, hoje anunciada pela Associação Portuguesa de Escritores, que a instituiu, foi atribuída a "Génese" por unanimidade, por um júri constituído por Ana Gabriela Macedo, Ana Paula Arnaut e Manuel Gusmão.

O prémio, no valor de 5.000 euros, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores, é integralmente patrocinado pelos CTT- Correios de Portugal.

Com o mesmo livro, Ramos Rosa Lisboa foi recentemente distinguido com o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Prémio PEN Clube de Poesia, ambos referentes à poesia publicada em 2005.

Curiosamente, os três prémios foram atribuídos por unanimidade e têm a mesma dotação pecuniária: 5.000 euros.

O Prémio Luís Miguel Nava, instituído pela Fundação homónima, foi atribuído ao livro de Ramos Rosa por um júri constituído por quatro elementos da direcção da Fundação - Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Paulo Teixeira - e um elemento convidado, o poeta Manuel António Pina, vencedor do galardão em 2003.

O prémio do PEN Clube, por seu lado, foi atribuído por um júri constituído por Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral e Maria João Reynaud.

António Ramos Rosa, de 82 anos, um dos nomes maiores da poesia portuguesa contemporânea, é natural de Faro e autor de obras como "O Incêndio dos Aspectos", "Volante Verde", "O Ciclo do Cavalo", "Acordes" (1989, Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores) e "As Armas Imprecisas" (1992).

Da sua obra ensaística, constam "Poesia, Liberdade Livre" (1962), "A Poesia Moderna e a Interrogação do Real" (1979), "Incisões Oblíquas" (1987), "A Parede Azul" (1991) e "As Palavras" (2001).

Foi já distinguido com vários prémios nacionais e estrangeiros, entre os quais o Prémio Pessoa, em 1988.

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