“Arte em São Bento" mostra artistas contemporâneos

por Lusa
As salas de São Bento voltam a estar abertas à arte Rodrigo Antunes-Lusa

Artistas centrais da Coleção Peter Meeker, de Pedro Álvares Ribeiro, como Ana Jotta, José Pedro Croft e Paulo Nozolino estarão em destaque na iniciativa “Arte em São Bento", que é inaugurada, esta quarta-feira, em Lisboa.

Pelo sexto ano consecutivo, o Palacete de São Bento, residência oficial do primeiro-ministro, acolhe um conjunto de 48 obras de arte contemporânea portuguesa para visitas de entrada livre ao público, no primeiro domingo de cada mês.

Na edição deste ano - que será hoje inaugurada, às 14h30, e aberta ao público entre as 15h00 e as 19h00 - foi feita uma seleção de 15 artistas, entre as cerca de 500 obras de artistas portugueses e estrangeiros do colecionador Pedro Álvares Ribeiro, cuja coleção foi iniciada na década de 1980.

Esta coleção, como todas, tem a sua identidade, e aqui há a particularidade de existir um número mais reduzido de artistas em cerca de 40 anos de colecionismo”, apontou o curador da exposição, João Silvério, durante uma visita guiada para jornalistas na passada sexta-feira, à residência oficial, onde as obras estarão instaladas até setembro de 2023.

O perfil da coleção divide-se em metade de artistas portugueses e estrangeiros, mas como a iniciativa “Arte em São Bento” se destina a promover a arte contemporânea portuguesa, a curadoria “teve como foco principal olhar para estes artistas que são centrais na prática do colecionador, mas também nas cumplicidades, na proximidade com os artistas, de visitas de ateliê, que foi fazendo logo no início”.

A obra mais antiga é uma fotografia de Paulo Nozolino, intitulada “Lisboa”, de 1979, e a mais recente é de Francisco Tropa, de 2018, uma instalação intitulada “A Maçã”, e encontram-se em duas salas do piso térreo da residência.

Este arco temporal “dá uma perspetiva histórica que vai quase ao período em que a arte em Portugal e a sociedade começam a ter mais estabilidade, vivendo em democracia”, salientou, na altura, o curador.

Arco alargado de artistas

Nesta seleção para a exposição, destacam-se os artistas Ana Jotta, representada por dez obras, seguindo-se José Pedro Croft, com oito obras, e Paulo Nozolino a par do escultor Rui Chafes, com cinco cada um.

O curador apontou ainda que três artistas se estreiam este ano na edição “Arte em São Bento”: Nozolino, Pedro Portugal e Gerardo Burmester.

Foram também selecionadas obras de Ângela Ferreira, Augusto Alves da Silva, Jorge Molder, Julião Sarmento, Pedro Calapez, Pedro Casqueiro e Rui Sanches, com predomínio da escultura, estando igualmente representados os suportes de desenho e pintura.

A Residência Oficial do Primeiro-Ministro, no Palacete de São Bento, acolhe, todos os anos, uma seleção de obras de artistas portugueses pertencentes a uma coleção de arte contemporânea, numa iniciativa criada em 2017 com o intuito de "afirmar a vitalidade da criação artística nacional e projetar a imagem de um país inovador", segundo um texto da organização.

Nas edições anteriores da Arte em São Bento, a Residência Oficial acolheu a Coleção de Serralves (2017), a Coleção António Cachola/Museu de Arte Contemporânea de Elvas (2018), a Coleção Norlinda e José Lima (2019), a Coleção Figueiredo Ribeiro (2020) e a Coleção AA, de Ana Cristina e António Albertino Santos (2021).

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