Cartoons de António Miranda expostos até dia 25 no Museu da Misericórdia do Porto

| Cultura

Parte da obra desenvolvida pelo cartoonista António Miranda entre 1951 e 2000 está em exposição até 25 de novembro no Museu da Misericórdia do Porto, numa mostra que inclui as suas incursões pelo teatro e pela literatura.

Costa Carvalho, um dos curadores da exposição que exibe o trabalho daquele antigo colaborador do Jornal de Notícias, do qual foi chefe de redação, falou à agência Lusa de uma mostra de "milhares de desenhos (originais e reproduções), esquissos, zincogravuras e objetos pessoais" do cartoonista.

Dividida em duas partes, a mostra inclui uma parte biográfica, dedicada ao homem, e outra artística, com trabalhos desenvolvidos entre 1951 e 2000, explicou o antigo jornalista que quis homenagear António Miranda, atualmente com 83 anos.

Numa viagem pelo tempo, acrescentou Costa Carvalho, é possível apreciar a "sua primeira publicação conhecida, no "Ridículos", em 1951", passando depois para o período em que "adotou o pseudónimo Toinho, uma redução do nome António".

De um tempo em que os seus cartoons eram a preto e branco é possível ainda conhecer "o seu trabalho, episódico, como cenógrafo, numa peça da companhia Seiva Trupe, "A queda de um anjo", de Camilo Castelo Branco", e na literatura em que "desenhou capas de livros, por exemplo de Viale Moutinho"

Reiterando tratar de "um bocadinho do Miranda" que ganhou projeção no Jornal de Notícias e que ao "longo a sua carreira terá produzido cerca de 20 mil cartoons", recordou que o cartoonista "encarava o humor como uma coisa séria" e para quem "era algo que levava mais a pensar do que a rir".

Da sua personalidade que o fazia ser "invisível", por gostar "pouco de se mostrar", Costa Carvalho recordou-o como alguém que "trabalhava em casa ou no gabinete de arquitetura onde tinha a sua atividade principal de desenhador industrial e, com grande discrição e sempre à hora combinada, deixava no jornal o cartune do dia".

Denominado "O Humor de Miranda - do mental ao metal", o nome da mostra procura desta forma sintetizar um tempo em que a "imaginação do cartoonista acabava impresso na tipografia antiga, com chumbo".

Da mostra fazem ainda parte um segundo grupo de cartoons alusivos à sua obra e/ou personalidade da autoria dos cartoonistas portugueses António Santos (Santiagu), Carlos Rico, Hermínio Felizardo, José Bandeira, Mário José Teixeira, Onofre Varela, Osvaldo Macedo de Sousa, Paulo Fernandes, Pedro Manaças, Ricardo Galvão, Rui Pimentel e Zé Oliveira.

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