Costa afirma que Governo fará avaliação do modelo e admite correções

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O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo, após a conclusão do atual concurso para o apoio às artes, fará a avaliação do modelo que se encontra em vigor e introduzirá as mudanças que se considerarem necessárias.

António Costa falava aos jornalistas após ter discursado na sessão de abertura do seminário diplomático de cônsules honorários, tendo ao seu lado o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.

Interrogado se tinha transmitido ao seu ministro Luís Filipe Castro Mendes os resultados das reuniões que teve em São Bento, ao longo da semana passada, com estruturas representativas de setores que contestam o modelo desenhado pelo Governo para o apoio às artes, António Costa respondeu: "Obviamente que já tinha transmitido ao ministro da Cultura os resultados das reuniões e aquilo que ficou estabelecido".

Sobre o diferendo entre alguns dos setores que contestam o modelo de avaliação em vigor para a atribuição dos apoios, o primeiro-ministro deixou uma nota de abertura em relação a eventuais mudanças.

"Vamos completar este concurso e depois faremos um debate de avaliação deste modelo, com eventual correção em relação àquilo que entender necessário corrigir", declarou.

O representante da estrutura artística Plateia disse na sexta-feira que o primeiro-ministro se comprometeu a "encontrar soluções para corrigir falhas no concurso de apoios às artes", que motivou os protestos dos artistas no início do mês.

Em declarações aos jornalistas, o representante da Plateia - Profissionais Artes Cénicas, Carlos Costa, disse que as estruturas sublinharam a importância de se avançar com "uma política integrada da cultura".

"O primeiro-ministro reconheceu que há uma suborçamentação no apoio à criação artística e uma suborçamentação da cultura em geral", disse o representante daquela associação de profissionais.

O representante do Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (Cena-STE), André Albuquerque, por seu turno, mostrou-se satisfeito com a reunião, e afirmou: "Não é todos os dias que organizações da cultura são recebidas pelo primeiro-ministro".

"Esperamos agora por atitudes concretas, nomeadamente de legislação, verbas e soluções que tenham a ver com o reconhecimento da necessidade de alterar este modelo", disse André Albuquerque.

"Nesta reunião manifestámos ao primeiro-ministro as nossas preocupações com a situação concreta que estamos a atravessar com o concurso para as artes, mas também com uma situação mais estrutural que tem a ver com o papel que a criação artística tem e deve ter no desenvolvimento do país, e também com o papel que o setor cultural tem de ter nesse mesmo desenvolvimento sustentado", disse Carlos Costa.

Por seu turno, o representante do Cena-STE, disse ter ficado satisfeito com a reunião com António Costa, e sublinhou que agora o que esperam é "atitudes concretas, legislação e financiamento".

Referiu ainda que não lhes pareceu que haja abertura do primeiro-ministro para mais financiamentos para o concurso que está em curso.

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