Maria João Luís e João Lagarto vencem Prémio da Crítica 2006
Os actores Maria João Luís e João Lagarto venceram ex-aequo o Prémio da Crítica, relativo ao ano passado, atribuído pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (APCT), foi hoje anunciado.
Os Prémios serão entregues dia 26 de Março, no Jardim de Inverno do Tea tro Municipal S. Luiz, em Lisboa.
Maria João Luís foi distinguida pelo seu trabalho em "Stabat Mater" de António Tarantino, levado à cena pelos Artistas Unidos, e João Lagarto por "Come çar a acabar", um texto de Samuel Becket, produzido pelos Crónicos Associação Cu ltural - Teatro do Bolhão e Teatro Nacional Dª Maria II.
O júri, constituído por Ana Pais, João Carneiro, Jorge Louraço Figueira , Maria Helena Serôdio e Rui Pina Coelho, decidiu ainda atribuir três menções es peciais a Patrícia Portela, João Mota e Fernando Mota.
Patrícia Portela foi distinguida pela dramaturgia da trilogia "Flatland ", João Mota pela concepção cénica de "Todos os que caem", e Fernando Mota pela música e espaço sonoro do espectáculo "Por detrás dos montes" do Teatro Meridion al.
Relativamente à distinção de Maria João Luís afirma o júri, em acta, qu e o seu trabalho proporcionou "uma experiência emocionante" que "quem a viu e ou viu nunca mais a possa esquecer".
Relativamente à distinção de João Lagarto, salienta o júri o facto de s er "um projecto pautado por uma intensa marca pessoal".
Salientam ainda os jurados, o facto de além de interpretar, João Lagart o traduziu e encenou o texto de Beckett, constituindo "um exemplar momento de ma turidade cénica".
Relativamente às menções especiais sublinha o júri "a construção cuidad a e rigorosa" de Patrícia Portela na dramaturgia de "Flatland", "a curiosa plast icidade inventiva" de João Mota no espectáculo levado a cena por A Comuna, e "a forma bela e singular" da música concebida por Fernando Mota.