Menos voluntários missionários nos países lusófonos em 2019 (FEC)

por Lusa

O número de portugueses em voluntariado missionário nos países lusófonos registou em 2019 uma quebra relativamente ao ano anterior, segundo dados da Fundação Fé e Cooperação (FEC), que revelam, contudo, um aumento global dos voluntários.

Segundo os dados estatísticos compilados anualmente pela Rede de Voluntariado Missionário, coordenada pela FEC -- Fundação Fé e Cooperação, em 2019 são 1.059 os portugueses em missões de voluntariado, a maioria dos quais em Portugal.

Estes dados revelam um ligeiro aumento em relação aos 1.028 de 2018.

A maioria dos voluntários participa em missões em Portugal (623) e os restantes 368 partiram ou partem até ao final do ano para missões em países em desenvolvimento, com os países africanos lusófonos, o Brasil e Timor-Leste a concentrarem a maior parte (318).

No ano passado, foram 421 os voluntários que fizeram missões no estrangeiro, 377 dos quais em países lusófonos, e 607 os que participaram em atividades e missões em Portugal.

Este ano, São Tomé e Príncipe vai acolher 80 voluntários (76 em 2018), Moçambique recebe 63 (67 em 2018), Angola 55 (54 me 2018), Guiné-Bissau 53 (40 em 2018), Cabo Verde 44 (117 em 2018), Brasil 22 (14 em 2018) e Timor-Leste um (9 em 2018).

Há ainda voluntários portugueses que partem para países como a Tanzânia, Zâmbia, Equador, África do Sul, Marrocos, Etiópia ou Espanha.

Os dados da FEC revelam também uma descida no número de missões com duração seis meses ou mais.

A maior parte dos voluntários tem entre 18 e 30 anos, sendo 35% estudantes, 32% pessoas empregadas que aproveitam as férias para integrar projetos de voluntariado internacional e 8% recém-licenciados.

Entre os 368 voluntários que participam este ano, 82 deles vão repetir a experiência (22%).

Há ainda 16 voluntários que deixaram o emprego e 17 pediram licença sem vencimento para partir este ano para países em desenvolvimento.

Os reformados representam 7% dos voluntários que partem em missão para o estrangeiro.

A educação e a formação continuam a ser a principal área de intervenção dos voluntários, concentrando 35% de entidades envolvidas nos projetos.

Logo a seguir, surge o trabalho pastoral, a animação sociocultural e a saúde representando 22%, 19% e 16%, respetivamente.

De acordo com a FEC, à semelhança dos anos anteriores, o principal foco do trabalho dos voluntários e das organizações continuam a ser crianças e jovens.

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