Projeto ibérico quer controlar espécies aquáticas invasoras que custam 12,5 mil milhões por ano

| Cultura

Os rios de Portugal e Espanha "ganham" duas novas espécies invasoras por ano, uma realidade que causa prejuízos anuais de 12,5 mil milhões de euros em toda a União Europeia e que um projeto ibérico se propõe combater.

O `Life Invasaqua`, que será apresentado na sexta-feira em Portugal, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, assenta na informação, contacto entre o público e as atividades económicas ligadas aos rios e animais, como a pesca desportiva ou o turismo.

O investigador Francisco José Oliva, da Universidade de Múrcia, que coordena o projeto em Espanha, disse à agência Efe que se trata de "ferramentas para comunicar e informar mas também para formar e estabelecer ligações com os responsáveis da gestão", envolvendo "utilizadores dos rios e estuários, pescadores, empresas de desporto aquático, pisciculturas e o público em geral".

A União europeia recenseou 12.000 espécies exóticas, espécies que saem da sua área de distribuição nativa, e 15% destas são invasoras, acabando por se tornar predadoras das espécies autóctones, mudando os ecossistemas, trazendo doenças e afetando a qualidade da água.

O problema custa 12,5 milhões de euros para gerir e existe uma lista de espécies cuja introdução, transporte, venda, cultivo e libertação é proibida na União Europeia.

Com a aplicação do `Life Invasaqua`, financiado pela UE, pretende-se apostar na prevenção e deteção rápida da entrada de espécies invasoras nos ecossistemas.

O programa, que durará cinco anos, é coordenado pela Universidade de Múrcia e em Portugal participam entidades como a Universidade de Évora, a Associação Portuguesa de Educação Ambiental, o Instituto para a Conservação da Natureza e Florestas, o Serviço de Proteção da Natureza e Meio Ambiente da GNR e a empresa que gere a barragem de Alqueva.

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