Retrospectiva de Joshua Benoliel abre LisboaPhoto 2005
A II Edição da Bienal LisboaPhoto 2005, que começa dia 18, vai integrar cerca de 40 exposições, sendo a principal uma retrospectiva da obra do fotojornalista português Joshua Benoliel, há muito projectada.
Joshua Benoliel é um dos pioneiros do fotojornalismo em Portugal e a sua obra constitui o mais importante e qualificado arquivo da sociedade portuguesa das primeiras décadas do século XX, de acordo com informação da Câmara de Lisboa, organizadora da II Bienal da LisboaPhoto, que hoje foi apresentada no Museu da Cidade.
Esta exposição vai estar patente entre 18 de Maio e 21 de Agosto no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional.
De acordo com a responsável directa desta exposição, Emília Tavares, e a vereadora da Cultura da autarquia, Maria Barbosa, esta mostra já há muito tempo estava para ser feita, mas dificuldades económicas adiaram-na até agora.
As fotografias de Joshua Benoliel vêm, em grande parte, do Arquivo Municipal de Lisboa, mas também de diversas outras entidades em Portugal, França e Espanha.
Retratam períodos importantes da história de Portugal como o regicídio e a implantação da República, mas também a nível internacional como a I Guerra Mundial.
Das cerca de 40 exposições integradas na LisboaPhoto deste ano, 12 constam do programa oficial e decorrem em locais como o Museu da Cidade, Centro Cultural de Belém, Museu do Chiado e Arquivo Fotográfico Municipal.
As restantes exposições, que também se vão estender por três meses, vão ser apresentadas em galerias privadas e escolas de arte.
Além da retrospectiva de Joshua Benoliel, outra das exposições mestras desta Bienal, é, de acordo com o Comissário da LisboaPhoto, Sérgio Mah, a do espólio do Instituto de Medicina Legal de Lisboa.
Esta mostra, que vai decorrer entre 08 de Junho e 20 de Agosto, intitula-se Corpo Diferenciado e pretende mostrar o "uso da fotografia pelas instituições médicas e judiciárias em Portugal".
Outra das exposições, a partir de dia 19 na Galeria D. Luís do Palácio da Ajuda e produzida em parceria com a PhotoEspana, conta com obras de fotógrafos portugueses e espanhóis.
Comparando com a Bienal de 2003, Sérgio Mah frisou que nesta edição se pretendeu alargar as exposições e fazer uma reflexão sobre a fotografia "dentro da sua especificidade", mas também na sua relação com outras artes da imagem.
Outro objectivo da Bienal são as parcerias internacionais, disse, realçando que dos 37 artistas que vão estar expostos, um terço é português.