"A Crise foi uma oportunidade"

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A Crise foi uma oportunidade

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A chefe da representação da Comissão Europeia em Portugal confirmou esta segunda-feira que o Plano Juncker já apoiou treze projetos nacionais. Apoios de 1,2 mil milhões de euros para um investimento total de cerca de três vezes mais.
O anuncio foi feito numa visita à Dominó. Uma empresa do setor da cerâmica, de Condeixa-a-Nova, que esteve a um passo de fechar mas venceu a crise e exporta nesta altura 65% da sua produção para 60 mercados no estrangeiro. "A Crise foi uma oportunidade, para realizar uma reestruturação que era necessária ao nível dos processos produtivos, da estratégia comercial e dos produtos, num setor (o dos materiais de construção) que foi particularmente afetado", diz no Jornal 2 João Xavier, o responsável por esta empresa que a Comissão Europeia considera um exemplo do que o Plano Juncker pode fazer pelas pessoas e as empresas no mundo real.

"A Dominó é o exemplo do que gostaríamos de ter pelo país fora. Foi uma empresa que através do apoio da União Europeia conseguiu recuperar uma indústria tradicional, que sofreu momentos de crise, e conseguiu renovar-se, inovar, expandir-se para mercados e, sobretudo, encontrar novos produtos que dessem resposta a novas necessidades", sublinhou aos jornalistas Sofia Colares Alves, a responsável pela representação da Comissão Europeia no nosso país.

Com cerca de 180 trabalhadores, a Dominó faturou 15,3 milhões de euros em 2016 e este ano espera aumentar o volume de faturação em 10%, de acordo com João José Xavier, administrador da empresa.

Os apoios que vão possibilitar o crescimento são concedidos pelo Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos criado pela Comissão Europeia e Banco Europeu para o Investimento.

Nos 13 projetos apoiados até à data em Portugal, 665 milhões de euros foram financiados pelo Banco Europeu para o Investimento.

O Plano de Investimentos para a Europa, conhecido por Plano Juncker, pretende incentivar o investimento na economia europeia, de forma a fomentar a criação de emprego, o crescimento económico e reforçar a capacidade de produção e de infraestruturas.

Sofia Colares Alves, adiantou que, devido ao seu sucesso na Europa, está a ser negociado um aumento do Plano Juncker de 300 para 500 mil milhões de euros, que terão de ser utilizados até 2020.

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