Aeroporto de Lisboa. Número de passageiros aumenta e queixas também

| Economia

Foram feitas 4101 reclamações à TAP no segundo semestre do ano passado
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O Aeroporto de Lisboa tem o maior número de reclamações, depois da TAP e da SATA Açores. Segundo dados da Autoridade Nacional de Aviação, as queixas de passageiros por mau funcionamento da infraestrutura subiram 14 por cento em 2017, para um total de 611.

Dados fornecidos ao jornal Público pela NAV, a empresa responsável pela gestão do espaço aéreo no território português bateu o recorde do número de descolagens e aterragens, com 680 movimentos. O elevado número de passageiros e voos tem sobrecarregado o Aeroporto Humberto Delgado.

“A situação de esgotamento da infraestrutura do Aeroporto de Lisboa é mais do que evidente” disse ao Público Paulo Geisler, presidente da RENA - Associação Representativa das Empresas de Navegação Aérea. “O Aeroporto de Lisboa está no limite (…) todos os dias perdemos a vinda de novas rotas aéreas e turistas”, afirmou Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo Português, também ouvido pelo Público. Foram feitas 4101 reclamações à TAP no segundo semestre do ano passado.


A ANA, que gere a infraestrutura aeroportuária, está sob pressão com as reclamações sobre o check-in. No aeroporto da capital é constante o aumento de movimentos, sem obras de ampliação ou reforço dos serviços de atendimento e processamento de voos e de passageiros.

No Aeroporto do Porto o número de passageiros e de queixas também subiu.

Renato Mendonça, presidente do Sindicato de Inspetores de Investigação, Fiscalização e Fronteiras, afirma que estes acontecimentos são resultado de o aeroporto não estar preparado para receber tantas pessoas.

“Os tempos de espera não são nada que já não se esperasse. As infraestruturas que foram feitas neste últimos tempos não se adequam ao movimento que nos últimos anos cresceu de forma desmensurada”, acrescentou Renato Mendonça.

Às reclamações dos passageiros, das companhias aéreas e do turismo junta-se o descontentamento dos sindicatos ligados ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Todos os dias chegam e partem dezenas de voos intercontinentais. E a falta de recursos humanos é um problema. “É necessário investir no controlo de passaportes em Lisboa, reforçando-o e tornando-o mais eficiente”, defende Paulo Geisler.

A futura construção do aeroporto do Montijo está pensada para atrair as companhias aéreas de baixo custo (low cost). Pedro Marques, ministro do Planeamento e Infraestruturas, defende que a construção daquela infraestrutura é “uma solução sólida”.  Segundo o Governo, as obras vão iniciar-se em 2019 e terminar em 2021.

De acordo com o presidente executivo da ANA, Carlos Lacerda, em 2017 o número de passageiros no aeroporto de Lisboa ultrapassou os 26 milhões; no Porto superou os dez milhões.

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