António Costa toma café com créditos de emissões de carbono poupadas na mobilidade

| Economia

O primeiro-ministro, António Costa, tomou hoje um café pago pela presidente da Câmara de Matosinhos, que usou créditos das emissões de dióxido de carbono (CO2) poupadas na mobilidade para pagar a bebida.

"Essencial não é o café, mas sim o mecanismo da transação, o café é pago com o crédito da poupança das emissões de CO2", disse António Costa aos jornalistas, enquanto tomava rapidamente o café sem açúcar para, depois, seguir para a reunião do Conselho de Ministros que hoje decorre em Matosinhos.

Seguindo o exemplo de António Costa, a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, disse que o carro de serviço é elétrico, motivo pelo qual vai acumulando créditos, fruto de uma aplicação no telemóvel "AYR Credit", cujo objetivo é armazenar os créditos de CO2 acumulados por cada utilizador.

"Paguei o café utilizando os créditos de que disponho, uma vez que utilizo uma viatura elétrica em serviço e, por isso, fui acumulando créditos em troca das emissões de carbono que deixei de emitir", explicou.

Estes pequenos exemplos mostram como é possível "fazer a diferença" na vida das pessoas e do ambiente, salientou Luísa Salgueiro, acrescentado que estes comportamentos trazem também benefícios diretos.

O Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), em Matosinhos, onde hoje decorre o Conselho de Ministros, dedicado à temática do Conhecimento e da Inovação, local escolhido pelo Governo para apresentar o Roteiro do Conhecimento e Inovação, desenvolveu a carteira virtual "AYR Credit", baseada em emissões de CO2 poupadas.

Através de transações simples, como leituras de QrCode, esses créditos serão subtraídos na aquisição de produtos ou serviços. A carteira de créditos de carbono regista a operação, ficando o utilizador com os históricos das transações.

Este protótipo foi desenvolvido utilizando tecnologia `blockchain´, tendo como objetivo promover hábitos de mobilidade de baixo carbono benéfico para o ambiente, considerando que nos centros urbanos 40% das emissões de gases com efeito de estufa provêm de atividades associadas à mobilidade.

A aplicação no telemóvel será testada no âmbito do Living Lab de Matosinhos, projeto que pretende criar um bairro inteligente, de baixo carbono, resiliente, acessível, participado e conectado no concelho, onde vão ser testadas, demonstradas e postas em prática, em contexto real, soluções tecnológicas, organizacionais e sociais integradas e orientadas para a descarbonização da cidade.

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