Apifarma pede medicamentos no serviço mínimo para evitar situação grave

por Lusa

Lisboa, 17 abr 2019 (Lusa) -- A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) pediu hoje a inclusão da distribuição de medicamentos nos serviços mínimos de abastecimento de combustível para evitar "uma grave situação de saúde pública", decorrente da greve dos motoristas.

"Esta situação torna-se premente, sob pena de ser criada uma grave situação de saúde pública com a falta de medicamentos nos hospitais e farmácias durante o período de greve dos motoristas de camiões de combustíveis", alerta a Apifarma em comunicado.

A associação que representa a indústria farmacêutica precisa que solicitou aos ministérios da Saúde, da Administração Interna e do Ambiente e da Transição Energética que a distribuição de medicamentos a hospitais e farmácias seja incluída nos serviços mínimos.

O primeiro-ministro, António Costa, admitiu alargar os serviços mínimos e adiantou que o abastecimento de combustível está "inteiramente assegurado" para aeroportos, forças de segurança e emergência.

A greve, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder "aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço".

No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a "situação de alerta" devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir o abastecimento.

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