ASAE cria equipas de combate ao vinho falsificado para exportação ou venda online

| Economia

Porto, 14 (jun) -- As apreensões de mais de mil garrafas de vinho contrafeito de Barca Velha ou Pêra-Manca em 2017 levou à criação de equipas especiais da ASAE para combater uma fraude em crescimento, disse hoje o diretor-geral daquela autoridade.

"Criámos brigadas especializadas, vocacionadas para o vinho. Em termos de intervenção operacional da ASAE colocámos nas diversas unidades regionais uma brigada especializada para o setor do vitivinícola para dar acompanhamento a um produto nacional", explicou à Lusa Pedro Gaspar, inspetor-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

À margem da cerimónia de apresentação do congresso internacional `Wine Track 2018`, que está agendado para o próximo dia 26 de outubro, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, Pedro Gaspar disse que foram criadas brigadas, constituídas por dois inspetores, para combater a fraude relacionada com o setor vitivinícola.

"Há uma brigada no Norte, Centro e Sul, portanto, nas três unidades regionais, para além dos reforços que existirão quando é necessário", conta aquele responsável pela ASAE, acrescentando que à semelhança do setor turístico, que necessitou de brigadas para o setor do alojamento local, foram também criadas equipas na sequência das apreensões grandes de cópias de vinhos de qualidade, como sucedeu em 2017 com a apreensão de mais de mil e tal garrafas de vinhos com o rótulo Barca Velha ou Pêra-Manca.

Segundo Pedro Gaspar, a ASAE tem atuado com o objetivo estratégico de "proteger as marcas nacionais, os produtos nacionais e os produtos de diferenciação qualitativa".

O diretor-geral da ASAE chama também a atenção para o fenómeno da venda `online` de vinhos falsificados e que vai sendo colocado no mercado "em pequenas quantidades, porque é vendido pela Internet.

O `online`, à partida, tem um preço mais baixo, porque não tem a despesa fixa do estabelecimento e o consumidor, às vezes, pensa que está a adquirir ali algo mais interessante. Muitas vezes, está a comprar um produto fraudulento, que é disponibilizado via `online`, onde é mais difícil de detetar e que é uma área a ter interesse", explica.

Pedro Gaspar falava à margem da cerimónia do congresso internacional `Wine Track 2018`, que vai decorrer pela primeira vez em Portugal, no próximo dia 26 de outubro, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.

A organização do evento é da responsabilidade da Société des Experts Chimistes de France e da Associação de Laboratórios de Enologia e tem o objetivo de mostrar os caminhos para rastrear o percurso do vinho e chegar à verdadeira origem do produto.

Tópicos:

Barca Velha Pêra Manca, Congressos, Gaspar, Société Experts Chimistes,

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