Assembleia de Idanha-a-Nova pede encerramento da central nuclear espanhola

por Lusa
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A Assembleia Municipal de Idanha-a-Nova aprovou, por unanimidade, uma moção contra o funcionamento da central nuclear espanhola de Almaraz, na sequência de dois novos incidentes ocorridos no espaço de cinco dias, foi hoje anunciado.

A moção insta o Governo português a informar-se junto do Governo espanhol sobre a extensão da avaria na central nuclear de Almaraz e a sua perigosidade para as populações.

Pede ainda que seja solicitada informação sobre a data prevista para o seu encerramento, sobre o plano de contingência existente no caso de acidente e informação sobre o controlo e monitorização das águas do rio Tejo.

O documento representa mais uma tomada de posição da Assembleia Municipal de Idanha-a-Nova no sentido do encerramento da central nuclear de Almaraz.

A moção, que vai ser agora entregue ao Ministério do Ambiente e Transição Energética, realça "as preocupações já antes manifestadas perante o adiamento sucessivo do encerramento da central, a perigosidade do funcionamento de uma central já antiga e com constantes prorrogações do prazo de funcionamento, e a proximidade geográfica do concelho de Idanha-a-Nova face à mesma".

A central de Almaraz está situada junto ao rio Tejo e faz fronteira com os distritos portugueses de Castelo Branco e Portalegre, sendo Vila Velha de Ródão a primeira povoação portuguesa banhada pelo Tejo depois de o rio entrar em Portugal.

Em operação desde 1981 (operação comercial desde 1983), a central está implantada numa zona de risco sísmico e apenas a 110 quilómetros em linha reta da fronteira portuguesa.

Os proprietários da central de Almaraz são a Iberdrola (53%), a Endesa (36%) e a Naturgy (11%).

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