BCE deixa cair compra de ativos mas mantém taxas até ao verão de 2019

| Economia

Mario Draghi, presidente do BCE, declarou que a instituição irá continuar a ser “paciente, prudente e persistente”
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Apesar de o Banco Central Europeu (BCE) ter esta quinta-feira anunciado o fim do programa de ativos, as taxas de juro vão manter-se inalteradas pelo menos até ao verão de 2019. Caso seja necessário, o prazo poderá alargar-se até que esteja assegurada a evolução da inflação para cumprir o objetivo do BCE - uma inflação ligeiramente abaixo de dois por cento.

A principal taxa de refinanciamento mantém-se, assim, em zero e as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de cedência de liquidez e à facilidade permanente de depósito mantêm-se em 0,25 e -0,40 por cento, respetivamente.
A decisão foi comunicada após a reunião de política monetária que se realizou em Riga, Letónia.

O programa de ativos do BCE vai manter-se com um volume de aquisições mensais de 30 milhões de euros até ao final de setembro, sendo que em outubro será reduzido para 15 mil milhões de euros, terminando as aquisições de dívida no fim do ano.

O programa alargado de compra de dívida do BCE foi anunciado em janeiro de 2015 para impulsionar a economia da Zona Euro, abrangendo sobretudo a dívida pública.

No fim de 2016 passou de 80 mil milhões de mensais de aquisições para 60 mil milhões e, em janeiro passado, foi reduzido para os 30 mil milhões mensais atualmente em vigor.

"Incerteza económica"
Na reunião de Riga, o BCE reformulou a sua previsão relativamente ao crescimento da Zona Euro, baixando de 2,4 para 2,1 por cento. Já a previsão para a inflação aumentou de 1,4 para 1,7 por cento, maioritariamente devido à crescente subida do preço do petróleo.

Mario Draghi, presidente do BCE, declarou que a instituição irá continuar a ser “paciente, prudente e persistente”, não perdendo a esperança de salvar o bloco da moeda única. Acrescentou que as decisões tomadas na reunião desta quinta-feira foram unânimes.

Afirmou, porém, que a incerteza económica está a aumentar e que o crescimento da Zona Euro abrandou de 0,7 para 0,4 por cento desde o final de 2017. Logo após esta afirmação, verificou-se uma queda do euro.

Draghi acredita que a implementação de reformas estruturais nos países da Zona Euro precisa de ser “substancialmente fortalecida” de modo a aumentar a resiliência, reduzir o desemprego e impulsionar a produtividade e o potencial de crescimento.

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Euro, Inflação, Juros, BCE,

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