Câmara de Alcobaça preocupada com posto da REPA sem combustível desde quinta-feira

por Lusa

O presidente da câmara de Alcobaça manifestou-se hoje preocupado com a falta de abastecimento no posto da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), sem combustível desde quinta-feira, afirmando que pode pôr em causa situações de socorro.

"Vejo com grande preocupação que o posto da REPA (Rede de Emergência de Postos de Abastecimento) esteja sem combustível desde quinta-feira", disse hoje à agência Lusa Paulo Inácio (PSD), admitindo temer que "possa vir a estar em causa a proteção civil e o socorro no concelho".

De acordo com o autarca, "não houve qualquer abastecimento" ao posto, localizado na Avenida Humberto Delgado, a única bomba da REPA na cidade de Alcobaça, no distrito de Leiria, o que "demonstra que, no concelho, não estão a ser cumpridos os serviços mínimos".

"Estranhamente, nos postos que não fazem parte desta rede, há combustível, mas neste [não exclusivo] os depósitos estão secos há quase uma semana", afirmou Paulo Inácio, acrescentando que, "se não for reposto o gasóleo e se houver necessidade de abastecimento por parte dos bombeiros ou outras organizações de socorro, estas poderão ter que se deslocar 10 ou 15 quilómetros para abastecer".

No concelho existem mais dois postos da REPA, todos não exclusivos. Nomeadamente um na Rua Conde de Avelar, em São Martinho do Porto e outro ao Km 101 do Itinerário Complementar (IC)2.

Paulo Inácio disse à Lusa já ter transmitido "esta preocupação ao Comandante de Operações Distritais de Leiria [Carlos Guerra]" que, segundo o autarca, "se disponibilizou para apurar o que se passa e tentar agilizar uma solução juntos dos responsáveis da REPA".

A Lusa tentou, sem sucesso, contactar o responsável pelas operações de socorro no distrito.

Na página oficial da ENSE (Entidade Nacional para o Setor Energético) eram reportados, às 18:00 de terça-feira, volumes de combustíveis disponíveis na ordem dos 45% para o gasóleo e de 37% para a gasolina nos postos REPA (22 não exclusivos e três exclusivos) do distrito de Leiria.

Os motoristas de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o terceiro dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

A greve foi convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

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