Cortes salariais. Está em vigor o acordo de emergência da TAP

por RTP
Pedro Nunes - Reuters

Entrou em vigor à meia-noite o acordo de emergência da TAP, que contou com a aprovação de todos os sindicatos envolvidos nas negociações. Vai ser implementado ao longo do próximos anos, até 2024.

O acordo esteve em risco até sexta-feira, dia em que as duas últimas estruturas sindicais aprovaram o documento.

O plano aprovado para a transportadora aérea prevê vários cortes salariais. Para este ano, estabelece uma redução de 25 por cento para quem recebe acima de 1330 euros por mês.No caso dos pilotos, os cortes começam nos 50 por cento este ano e vão, depois, diminuindo até 2024.


Está previsto o despedimento de 166 tripulantes.

A partir desta segunda-feira, está em vigor um regime de lay-off simples por um período de 12 meses, que consiste sobretudo em reduções de horário de trabalho.

Até dia 14 de março, os trabalhadores da TAP podem também optar por aderir a medidas voluntárias que incluem rescisões por mútuo acordo, pré-reforma e licenças sem vencimento.

O Ministério das Infraestruturas e da Habitação congratulou-se no sábado com a aprovação por parte dos sindicatos que representam os pilotos e tripulantes.

"O Ministério das Infraestruturas e da Habitação congratula-se com a aprovação dos acordos de emergência por parte dos associados do SPAC e o SNPVAC, nas respetivas assembleias que decorreram durante o dia de ontem. Das catorze estruturas representativas dos trabalhadores com que a TAP celebrou acordos de emergência até ao dia 06 de fevereiro, estes eram os dois sindicatos que ainda não tinha ratificado internamente os acordos", lê-se em comunicado.

O Ministério de Pedro Nuno Santos enfatizou que este era "o passo essencial que faltava cumprir para dar por fechado um período muito exigente em que foi possível à empresa e aos seus trabalhadores acordarem as condições remuneratórias e laborais que vão vigorar ao longo da implementação do plano de reestruturação nos próximos quatro anos".
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