Reportagem Crise energética. A situação ao minuto

Depois de desconvocada a greve, o PM visitou hoje a Entidade Nacional para o Setor Energético. No final, anunciou o fim da declaração de crise energética para as 24 horas de hoje.

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13h36 - Gasóleo ou gasolina. Normalidade regressa.Veja a reportagem do Jornal da Tarde.

12h16 - Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, garantiu que a ação de militares das Forças Armadas durante a greve dos motoristas de pesados não pôs em causa as "missões habituais" da Marinha, Força Aérea e Exército.

"Foi possível fazer este esforço sem pôr em causa as missões habituais, quer seja de defesa de soberania, quer sejam outras, nomeadamente de apoio à Proteção Civil", disse.

11h18 - Os militares dos três ramos das Forças Armadas fizeram 161 transportes durante a greve dos motoristas de materiais perigosos, tendo transportado mais de cinco milhões de litros de combustível, foi hoje anunciado.

11h11 - O representante da ANTRAM disse à RTP, no Bom Dia Portugal desta manhã, que a hipótese de novas formas de greve avançada pelo sindicato não é encarada como uma ameaça.

André Matias de Almeida, porta-voz da ANTRAM, afirmou ainda que o acordo depende do que as empresas podem suportar.

10h37 - Conselho de ministros eletrónico decretou o fim da situação de crise energética

Primeiro-ministro anunciou que o conselho de ministros eletrónico já se realizou. "Decretámos o fim da situação de crise energética a partir das 24h de hoje", disse António Costa. "Eliminámos a rede REPA exclusiva", disse ainda o PM.

10h26 - O ministro da Defesa elogiou o papel das Forças Armadas durante a greve dos motoristas. João Gomes Cravinho elogiou às Forcas Armadas, afirmando que os militares atuaram com espirito de missão, sacrifício e profissionalismo.

08h31 - Primeiro-ministro na Entidade Nacional do Setor Energético

António Costa afirmou no final da reunião na ENSE que o Conselho de Ministros eletrónico estará reunido ainda esta manhã onde será proposto o fim da declaração de crise energética para as 24 horas de hoje.

"A avaliação que é feita neste momento diz-nos o seguinte", disse o primeiro-ministro. "Levaremos dois a três dias a ter uma normalidade plena no abastecimento. Contudo, tendo começado hoje perfeitamente normal o dia de trabalho, estamos em condições de reunir o Conselho de Ministros eletrónico às nove da manhã para propor três coisas: o fim da declaração a crise energética para as 24 horas de hoje; segundo, terminar a partir das 10h00 com a rede REPA exclusiva, o que significa que todos os postos REPA poderão começar já a vender combustível aos consumidores em geral; em terceiro elevar para 25 o limite dos litros que podem ser vendidos na rede REPA ao longo de todo o dia de hoje."

Questionado sobre se o desfecho da crise foi uma vitória para o Governo, António Costa afirmou que "houve sobretudo uma vitória do país e da nossa maturidade".


PM avalia fim da crise energética

António Costa visita esta segunda-feira de manhã a ENSE - Entidade Nacional para o Setor Energético, de onde vai avaliar as condições para declarar o fim da crise energética e convocar um Conselho de Ministros eletrónico para o efeito.

Às 9h00, António Costa visita o Comando Conjunto para as Operações Militares do Estado-Maior General das Forças Armadas, em Oeiras, e às 10h00 vai estar nas instalações do SSI - Sistema de Segurança Interna.

De recordar que o Conselho de Ministros declarou no dia 9 de agosto a situação de crise energética, para o período compreendido entre as 23h59 desse dia e as 23h59 de 21 de agosto.

Greve desconvocada, ameaça de nova paralisação. Tudo em suspenso até terça-feira

O dia de domingo fica marcado pela decisão do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas em desconvocar a greve que já durava há sete dias. O anúncio foi feito depois do plenário de trabalhadores que se realizou em Aveiras de Cima, durante cerca de três horas.

Se por um lado os trabalhadores aceitam voltar às negociações com a ANTRAM e saem de greve, deixam um aviso: se as suas reivindicações não forem satisfeitas, haverá uma nova paralisação, desta feita às horas extraordinárias.

Entretanto, tanto a ANTRAM como o Governo elogiaram e saudaram a decisão do Sindicato. André Matias de Almeida, da associação que junta os patrões, diz que foi um dia de vitória para o "diálogo" e o primeiro-ministro, António Costa, deixou "votos de sucesso" para as conversações.

Agora, mantém-se tudo em suspenso até terça-feira, dia em que o SNMMP e a ANTRAM se reúnem no Ministério das Infraestruturas e Habitação, pelas 16h00.

ANTRAM saúda decisão do sindicato em desconvocar a greve

Em declarações à RTP, André Matias de Almeida, porta-voz da ANTRAM, saudou a decisão do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas em desconvocar a greve.


"Hoje ganhou o diálogo, ganhou a negociação", destacou o responsável.

A ANTRAM está ainda à espera da convocatória para a reunião de terça-feira com o Governo, mas diz-se disponível para se sentar à mesa das negociações já a partir de amanhã.

André Matias de Almeida destaca que as negociações devem ter "duas balizas", começando pelas "exigências legítimas" do sindicato, em defesa dos seus trabalhadores, e por outro lado aquilo que os empregadores "podem suportar".

Sobre a possibilidade de não sair um acordo na reunião de terça-feira, a ANTRAM sublinha que "o processo negocial tem o seu tempo".

"Não creio que as negociações tenham que estar balizadas em 10 horas ou num dia. (...) Acho que as coisas não podem ficar resolvidas numa reunião", considerou o responsável.

Quanto à ameaça de greve às horas extraordinárias deixada hoje pelo sindicato após o plenário, André Matias de Almeida prefere destacar que "este não é o tempo das ameaças, é o tempo do diálogo, da negociação".

"Aceitaremos a proposta do sindicato, iremos analisá-la e estudá-la", afiança.

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