Economia alemã contrai 0,1% no segundo trimestre

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A economia alemã contraiu no segundo trimestre de 2019, com um recuo de 0,1 por cento em relação aos três primeiros meses do ano. O ministro alemão da Economia assumiu estarmos perante um “sinal de alarme”, enquanto crescem os receios de uma recessão na maior economia europeia.

O Statistisches Bundesamt, o equivalente ao INE português,  revelou esta quarta-feira que a economia germânica contraiu 0,1 por cento em comparação com o trimestre anterior, e estagnou, se a comparação foi feita com o período homólogo do ano passado.

Uma recessão técnica é normalmente definido com o registo de contração da economia em dois trimestres seguidos. “Estamos numa fase de fraqueza económica, mas ainda não estamos em recessão. Podemos evitar isso se tomarmos as medidas corretas”, defende u Peter Altmaier, o ministro alemão da Economia.

É uma chamada para despertar e um sinal de alarme”, admitiu o ministro em entrevista ao jornal Bild, enquanto cresce o receio que a zona euro esteja à beira de uma nova recessão.

O economista chefe para a Alemanha no Banco holandês ING argumenta que os valores marcam “o fim de uma década dourada da economia alemã”. Carsten Brzeski aponta o dedo à incerteza provocada por Donald Trump e a guerra comercial com a China e aos problemas com os carros alemães no âmbito do Dieselgate que “colocaram a economia alemã de joelhos”.

A economia alemã assenta fortemente nas exportações para os EUA e China, os atores de uma guerra comercial que tem disseminado um clima de incerteza económica a nível global. O declínio das exportações marca o desempenho alemão no segundo trimestre.

Na terça-feira, Angela Merkel admitia que a economia alemã estava à beira de uma “fase difícil”.

A questão de fundo é que a economia alemã está a tremer à beira de uma recessão”, afirma Andrew Kenningham, do Capital Economics.

Especialistas ouvidos pela CNN alertam que a quarta maior economia mundial, a maior a nível europeu, reúne os fatores para uma “tempestade perfeita”, entre a guerra comercial e a incerteza do Brexit e, mais do que isso, a crescente crença de que poderá haver uma saída sem acordo.

Os valores agora apresentados colocam a taxa de crescimento anual em 0,4 por cento e voltam a lançar o debate sobre a necessidade de medidas de investimento do Estado.

De acordo com dados do Eurostat também conhecidos esta quarta-feira, o Produto Interno Bruto cresceu 1,1 por cento na zona euro e 1,3 por cento na União Europeia no segundo trimestre do ano, em termos homólogos, enquanto na variação em cadeia progrediu 0,2 por cento em ambos os casos, estima o Eurostat.

De acordo com a estimativa rápida hoje publicada pelo gabinete oficial de estatísticas da UE, o PIB europeu manteve assim sensivelmente o mesmo ritmo de crescimento verificado no trimestre anterior, já que entre janeiro e março progredira 1,2% na zona euro e 1,6% no conjunto da União na comparação face ao primeiro trimestre de 2018, enquanto face ao trimestre anterior (o último de 2018) crescera 0,4 e 0,5%, respetivamente.

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