Estivadores da Figueira da Foz alcançam acordo para melhorar condições de trabalho

| Economia

Os trabalhadores do porto da Figueira da Foz chegaram a um entendimento "histórico" com as empresas portuárias relativamente ao futuro Acordo Coletivo de Trabalho, foi hoje anunciado pelo Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL).

Segundo a estrutura sindical, foi possível, no âmbito das negociações, elevar os níveis salariais dos estivadores da Figueira da Foz para "os valores superiores acordados em 2016" para o porto de Lisboa.

"Os anunciados objetivos de incremento salarial foram alcançados através do processo de integração de diversos subsídios, bem como de parte dos ganhos económicos resultantes da projetada diminuição nos volumes do trabalho suplementar", refere um comunicado do SEAL.

De acordo com a estrutura sindical, foi ainda assinada uma "atualização de todas as matérias de expressão pecuniária, indexada ao aumento a acordar para o porto de Lisboa, salvaguardada a garantia de um aumento mínimo de 4%, com efeitos retroativos a 01 de janeiro de 2017".

O acordo incluiu ainda, segundo o comunicado, um incremento superior a 50% no número de trabalhadores permanentes ou com ocupação regular no porto, através da assinatura de novos contratos de trabalho sem termo.

Neste caso, alguns trabalhadores precários vão ter direito a trabalharem um turno diário antes de qualquer trabalhador do Porto da Figueira da Foz ser colocado a realizar trabalho suplementar.

"Tudo faremos para que estes avanços não se fiquem por aqui, na caminhada que encetámos de negociação de instrumentos de regulação coletiva de trabalho em todos os portos onde o SEAL se encontre presente", salienta o sindicato.

A estrutura sindical anunciou ainda que o Contrato Coletivo para o Porto de Setúbal se encontra igualmente em fase adiantada de negociação e que vai prosseguir "os mesmos objetivos nos restantes portos do país onde temos representatividade".

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