EUA. Défice comercial sobe apesar do proteccionismo de Trump

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O défice dos Estados Unidos nas transacções comerciais com o exterior atingiu em Outubro o nível record de 55,5 mil milhões de dólares - o mais alto dos últimos 10 anos.

Segundo a Agência France Press, o aumento do défice deveu-se por um lado a uma quebra nas exportações, na ordem dos 0,1 por cento e, por outro, de um aumento das importações cifrado em 0,2 por cento.

As importações norte-americanas atingiram em Outubro 266,5 mil milhões de dólares e as exportações ficaram pelos 211 mil milhões. Entre bens e serviços, foi o défice na troca de bens que mais se agravou, tendo subido de 9,8 por cento em relação a Setembro.

Particularmente espectacular é o agravamento do défice da balança comercial entre os Estados Unidos e a China, que subiu em 38,18 mil milhões de dólares - o equivalente a 2 por cento, e também uma parte substancial dos 55,5 mil milhões do agravamento total.

O Departamento do Comércio dos Estados Unidos manifestou a sua preocupação, observando que se trata de um record absoluto, se não forem tidas em conta as flutuações sazonais.

Desagregando estes valores segundo os produtos em que foram dispendidos, conclui-se que em Outubro baixou a compra de equipamentos de telecomunicações e de informática, e que aumentou a compra de produtos farmacêuticos, de automóveis e de peças de automóveis - precisamente num momento em que a indústria automóvel se encontra no centro da guerra comercial contra a Europa e a China.

A valorização do dólar (8,2 por cento desde Fevereiro) levou por outro lado a um aumento na compra de serviços e de viagens turísticas; e também a um agravamento das dificuldades dos exportadores norte-americanos para venderem produtos do sector agro-alimentar e da aeronáutica civil. As exportações de soja baixaram também, mas neste caso mais devido às retaliações chinesas contra a política proteccionista da Administração Trump.

Com mais este agravamento, o défice comercial dos Estados Unidos com o resto do mundo já subiu nos 10 meses transcorridos deste ano em 11,4 por cento.

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