Faltam bilingues nas áreas de direito e cooperação económica sino-lusófona, avisa Fórum Macau

| Economia

A secretária-geral do Secretariado Permanente do Fórum de Macau disse hoje que há uma carência de quadros qualificados bilingues nas áreas do direito e na cooperação económica entre a China e os países de língua portuguesa.

"Há uma necessidade crescente do mercado nas áreas de cooperação económica e do direito", afirmou Xu Yingzhen à margem do Seminário sobre Ensino e Formação de Bilingues entre a China e os Países de Língua Portuguesa que começou hoje na Universidade de Macau e que se prolonga até sábado.

"Todos esses campos necessitam de quadros bilingues", reforçou a responsável do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, antecipando uma maior exigência do mercado, em sintonia com o crescimento das trocas comerciais sino-lusófonas que aumentaram dez vezes nos últimos 15 anos (dos quase dez mil milhões para os 103 mil milhões de euros).

Na intervenção de abertura do seminário, Xu Yingzhen destacou a resposta dada pelo Governo de Macau que anunciou para 2019 um reforço das políticas de incentivo à formação de quadros qualificados bilingues e mostrou-se confiante na capacidade do território em criar uma plataforma inovadora em áreas que vão desde "a educação, indústria, comércio e peritos de ensino de português".

Já o reitor da Universidade de Macau reiterou a ambição da instituição em dar resposta "à cada vez maior procura de quadros qualificados bilingues", já depois desta ter "investido em mais recursos", com a reformulação de cursos, aumento de vagas e contratação de mais docentes.

Younhua Song expressou a sua convicção de que o seminário organizado pelo Fórum e Universidade de Macau será importante para "conhecer a procura de cada um dos setores" de falantes de chinês/português.

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