FMI conserva previsão de défice para Portugal em 2019: 0,2%

por RTP
A estimativa da instituição liderada por Kristalina Georgieva para a derrapagem das contas públicas portuguesas está no Fiscal Monitor, documento publicado esta quarta-feira Jonathan Ernst - Reuters

No Fiscal Monitor, conhecido esta quarta-feira, o Fundo Monetário Internacional preserva em 0,2 por cento a estimativa para o défice português em 2019, assim como a expectativa de um excedente de 0,1 por cento no próximo ano. Isto depois de ter corrigido em alta, na véspera, as previsões para o desempenho da economia do país.

Mantêm-se as previsões avançadas em julho pelo Fundo para o saldo orçamental de Portugal. Os números do Fiscal Monitor são menos otimistas do que aqueles que o Governo inscreveu no Projeto de Plano Orçamental de 2020 agora remetido à Comissão Europeia.

O Executivo socialista melhora em uma décima a previsão do saldo orçamental em 2019, apostando num rácio do défice sobre o PIB de 0,1 por cento. Em abril, no Programa de Estabilidade 2019-2023, previa 0,2 por cento.

Em contraste, os técnicos do Fundo Monetário Internacional esperam um excedente de 0,1 por cento em 2020. Neste capítulo, o Governo procedeu a um corte de três décimas no Projeto enviado a Bruxelas, esperando agora saldo nulo, contra a anterior estimativa de 0,3 por cento.

Para 2021, o Fundo prevê um excedente orçamental de 0,8 por cento, seguindo-se uma redução para 0,6 em 2022.
Dívida pública
Quanto ao peso da dívida pública sobre o Produto Interno Bruto, o FMI espera um recuo dos 120,1 por cento de 2018 para os 117,6 por cento este ano. Nas previsões de julho, inscritas no relatório da missão de acompanhamento da evolução das contas do país, apontava para 118,8 por cento.

No próximo ano, indica o Fiscal Monitor, a dívida pública deverá cair para 114,8 por cento – um acerto face aos 116 por cento previstos há três meses.

No World Economic Outlook, documento divulgado na terça-feira, o FMI corrigiu em alta a estimativa para o crescimento do PIB português este ano e em 2020, para 1,9 e 1,6 por cento, respetivamente. Em julho, as previsões apontavam para crescimentos de 1,7 e 1,5 por cento, respetivamente.

c/ Lusa
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