FMI elogia reformas na Guiné Equatorial mas quer mais proteção social

| Economia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou hoje que a Guiné Equatorial está a fazer progressos no programa de reformas estruturais no país, alertando para a necessidade de proteger os mais pobres dos efeitos do ajustamento económico.

"Apesar das substanciais dificuldades económicas, as autoridades fizeram progressos na implementação do seu programa de reformas, e estão a contribuir para a estratégia de ajustamento regional", segundo a primeira avaliação ao programa monitorizado pela equipa do FMI [Staff-Monitored Program, no original em inglês].

No texto, assinado pelo chefe de missão do FMI no país, Lisandro Ábrego, no final de uma visita a Malabo entre 02 e 11 de julho, lê-se que "a missão e as autoridades concordaram que a forte implementação continuada da estratégia governamental de reformas é essencial para ajudar a estabilizar as finanças públicas, conter a subida da dívida pública e lançar as bases de um crescimento sustentável e inclusivo no contexto de uma economia diversificada".

Neste âmbito, o FMI disse que "é importante proteger os pobres e os mais vulneráveis de quaisquer efeitos adversos do ajustamento económico e, de uma forma geral, fortalecer a proteção social".

As perspetivas económicas de curto prazo, nota o FMI, "são difíceis", apesar de o setor não petrolífero ter "começado a mostrar sinais de recuperação, apresentando um modesto crescimento no ano passado".

O problema, sublinham, é que "o crescimento económico global continua em território negativo, devido ao declínio da produção de petróleo".

Entre as medidas recomendadas, o FMI elenca o "fortalecimento da moldura de gestão das finanças públicas para garantir disciplina orçamental" e elogia "o compromisso das autoridades sobre a melhoria na governação e transparência na administração pública e no setor dos hidrocarbonetos".

Completar o processo de adesão à Iniciativa para a Transparência das Indústrias Extrativas e "lançar o processo para auditorias às empresas públicas de hidrocarbonetos e atrasos aos fornecedores também é importante", concluiu o FMI.

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