Função Pública. Mariana Vieira da Silva garante que a base da carreira "crescerá acima da inflação"

por RTP
Lusa (arquivo)

Confrontada com o peso que a inflação terá nos aumentos salariais da Função Pública propostos pelo Governo, a ministra da Presidência garantiu que a base da carreira "crescerá acima da inflação". Em entrevista no Telejornal, Mariana Vieira da Silva confirmou que a média dos aumentos salariais será de 3,6%, mas sublinhou que “a maioria terá muito mais do que isso”.

O Governo propôs esta segunda-feira uma valorização salarial para a Administração Pública, com aumentos entre dois e oito por cento, isto é, de pelo menos 52,11 euros.

No entanto, os cálculos preveem que a maioria dos funcionários públicos vai continuar a perder poder de compra tendo em conta a inflação. Apenas o escalão mais baixo não perderá poder de compra, com aumentos avaliados em oito por cento. Caso a inflação fique nos 7,4%, como apontam as previsões, a maioria dos trabalhadores terá, em média, um aumento de 3,6%.

Questionada sobre estas contas, Mariana Vieira da Silva confirmou que a média dos aumentos salariais será de 3,6%, mas sublinhou que “a maioria terá muito mais do que isso, muito mais do que a inflação”.
“A média será 3,6%, mas a base da carreira crescerá acima da inflação, nos 8%”, garantiu a ministra. “Praticamente 60% dos trabalhadores terá um aumento superior a 3,5% e um em cada três terá um aumento salarial de 5,5%, só por via da atualização salarial”, explicou.

Mariana Vieira da Silva sublinhou que, com a proposta do Governo, “há uma garantia para os salários mais baixos de não perderem poder de compra com um aumento muito significativo [do salário]”.

A ministra da Presidência sublinhou que a resposta à inflação que o Governo está a propor “não é apenas baseada nos salários”. “O que propomos é um aumento da massa salarial de 5,1%, que em conjunto com outras medidas de combate à inflação permitirá, primeiro nos salários mais baixos, mas em todos, uma resposta muito significativa, com a garantia de que ao longo dos quatro anos que se seguem, nenhum funcionário público terá um aumento inferior a 208 euros”.

“Esta é a nossa proposta para o resto da legislatura”, disse a ministra, salvaguardando, porém, que “todos os anos teremos de fazer um acerto a esta proposta”.

“É uma proposta que consideramos ser um esforço grande por parte do Estado, mas também no quadro daquilo que podemos pagar, procurando não dar um passo maior do que aquele que o país pode assegurar”, afirmou.
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