Governo descarta críticas ao aumento do salário base da FP para 635 euros

| Economia

Ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Vieira da Silva durante a reunião da Concertação Social
|

O ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, explicou esta tarde o aumento do salário mais baixo no setor do Estado, de 580 euros para 635 euros, hoje anunciado pelo Ministério das Finanças.

Viera da Silva sublinhou que esta é uma medida que vai combater a pobreza e levar ao aumento de outras remunerações salariais, à semelhança dos resultados obtidos pelo anterior aumento do salário mínimo para 580 euros.

Descartando criticas, Viera da Silva afirma que o aumento corrige situações anteriores e considera que irá caber às empresas subir eventualmente os seus salários.

A medida foi contestada pelos sindicatos da Função Pública. Criticam o aumento do salário anunciado, por abranger apenas aqueles entre os Funcionários Públicos que auferem a remuneração mais baixa.

A medida não é igual para todos, deixando de fora 600 mil funcionários públicos, referiu Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum de Sindicatos.

Já a FESAP fala em "injustiça".

Os sindicatos admitem que a decisão do Governo possa resultar numa greve da Função Pública.

Em sede de Concertação Social está entretanto em debate a proposta do Governo de subir o salário mínimo de 580 para 600 euros, a partir de 01 de janeiro de 2019.

"O valor de 600 euros permitirá uma valorização real do salário mínimo (13,8%) que supera as projeções que estiveram na base do compromisso assumido em 2015, que situava o aumento previsível em 11,6%", defende o executivo.

Tanto a UGT como a CGTP reclamam valor superiores ao previsto (615 euros e 650 euros respetivamente), enquanto as confederações patronais recusam ir além dos 600 euros.

No documento hoje entregue aos parceiros sociais, o Governo lembra que o salário mínimo foi aumentado quatro vezes, a primeira delas para 505 euros e depois para 530 euros em 2016, seguindo-se uma atualização para 557 euros em 2017 e para 580 euros em 2018.

C/Lusa

A informação mais vista

+ Em Foco

A fronteira entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda continua a ser a maior dor de cabeça interna de Theresa May.

O ministro dos Negócios Estrangeiros considera, em entrevista à Antena 1, que Portugal tem a vantagem de não ter movimentos populistas organizados.

    Toda a informação sobre a União Europeia é agora agregada em conteúdos de serviço público. Notícias para acompanhar diariamente na página RTP Europa.

      Em cada uma destas reportagens ficaremos a conhecer as histórias de pessoas ou de projectos que, por alguma razão, inspiram ou surpreendem.