Governo estuda emissão de obrigações para empresas industriais

| Economia

O Governo está a estudar lançar emissões de obrigações agrupadas para vários setores, nomeadamente o industrial, depois de anunciar hoje uma operação destinada a empresas de turismo, de acordo com o ministro Adjunto e da Economia.

Se esta emissão, com candidaturas abertas entre 17 de junho e 15 de julho "correr bem vamos procurar alargar isto a outros setores nomeadamente ao industrial", adiantou Pedro Siza Vieira em declarações à agência Lusa.

Em causa está uma emissão agrupada de obrigações para pequenas e médias empresas (PME) de turismo, com um prazo de sete anos e que consiga atingir os 100 milhões de euros.

"Estamos a trabalhar nisto há uns meses, a montar a estrutura necessária para o efeito a lançar estudos para preparar a operação e a testar o apetite do mercado", referiu o ministro, questionado sobre a escolha da altura para lançar a emissão.

"Vamos ver se conseguimos lançar estas operações em outros setores. Esta vai ser a primeira vez que fazemos estas operações grupadas destinadas a PME", salientou.

"O que temos visto são emissões de obrigações de grandes empresas porque os custos associados à emissão de obrigações normalmente são muito elevados e só se justificam para montantes muito significativos", justificou o ministro.

Siza Vieira recordou ainda que este tipo de operação "obriga a que as empresas emitentes prestem um conjunto de informações e assegurem um conjunto de requisitos que normalmente é difícil às PME conseguirem sozinhas".

O programa Capitalizar, aliás, tinha previsto lançar formas de financiamento alternativas para as empresas, "para não estarem exclusivamente dependentes do crédito bancário", referiu o governante.

O ministro acredita que este é um primeiro passo para que o mercado se habitue às emissões de obrigações agrupadas para PME, tendo em conta que o risco é minimizado graças à garantia da Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua.

O empréstimo obrigacionista vai contar com uma garantia pública, através do Fundo de Contragarantia Mútuo, que cobrirá o risco de cerca de 30% da operação.

"O sistema está montado para que as empresas que reunirem uma série de requisitos em matéria de solidez financeira e económica possam apresentar candidaturas para poderem participar nesta primeira emissão. Se forem selecionadas, em setembro, quando contamos ir ao mercado, poder-se-á levantar até 100 milhões de euros que serão depois reembolsados pelas empresas participantes", explicou.

A emissão é dirigida a investidores institucionais nacionais e estrangeiros como fundos de investimento e pensões, sendo que as taxas de juros da operação só serão definidas posteriormente.

O ministro Pedro Siza Vieira e a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, estão hoje no Porto a apresentar a emissão de obrigações do turismo.

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