Governo, sindicatos e ANTRAM voltam a reunir-se para alargar serviços mínimos

| Economia

A paralisação levou o Governo a decretar a situação de crise energética no país
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A reunião entre Governo, sindicatos e ANTRAM começou pouco antes das 18h de quarta-feira e é suposto que sirva para discutir o alargamento dos serviços mínimos para a greve dos motoristas de matérias perigosas que está a decorrer.

“Vamos ver como é que correm os contactos hoje. Se não houver acordo, o Governo naturalmente assumirá também as suas responsabilidades quanto à fixação dos serviços mínimos, como fizemos já na semana passada”, declarou António Costa.

“O desejo que todos temos seguramente é que as partes se sentem à mesa, que possam negociar, ultrapassar este conflito laboral e, portanto, possamos voltar todos à normalidade”, acrescentou.

Segundo o primeiro-ministro, as forças de segurança e as Forças Armadas estão já mobilizadas e preparadas para assegurar o transporte dos combustíveis, "caso seja necessário".

"Temos já identificados os recursos quer nas forças de segurança, quer nas Forças Armadas que nos permitem alargar a intervenção em caso de necessidade", adiantou, apelando aos consumidores para que "não se precipitem" na afluência aos postos de abastecimento.

Durante o debate quinzenal de hoje, o primeiro-ministro tinha já admitido a possibilidade de alargar os serviços mínimos a outras regiões do país. A direita pressionou neste sentido, relembrando que Portugal “não é só Lisboa e Porto”.
A paralisação levou o Governo a decretar a situação de crise energética no país, decisão que permite mobilizar todos os agentes da Proteção Civil e condutores de pesados para garantir o transporte de combustíveis.

“Perante notícias de que pode ser necessário estender esta área, o Governo está em contacto com a ANTRAM e com os sindicatos para alargar o que for necessário” a nível dos serviços mínimos para assegurar o abastecimento de combustíveis, avançou na altura.

Pedro Pardal Henriques, do Sindicato de Motoristas de Matérias Perigosas, tinha na noite de terça-feira referido que “os serviços mínimos determinam que 40 por cento dos postos de Lisboa e Porto serão abastecidos", algo que está "assegurado por lei".

A reunião que irá realizar-se-á esta noite deverá permitir definir quais as regiões fora destas cidades onde há maior necessidade de intervenção e que passarão a estar abrangidas pelos serviços mínimos.

A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00h00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.
Algarve pede serviços mínimos

A Comissão Distrital de Proteção Civil de Faro recomendou hoje ao Governo que sejam alargados ao Algarve os serviços mínimos decretados no âmbito da greve dos motoristas de matérias perigosas.

"Face ao levantamento que foi feito da situação na região, recomendámos ao Governo que adote para o Algarve os serviços mínimos que adotou para Lisboa e Porto", disse o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Jorge Botelho.

A Comissão Distrital de Proteção Civil, que congrega os 16 municípios do Algarve, avaliou as reservas de combustível, "para saber onde é que as forças de segurança e de proteção civil se poderiam abastecer dentro do quadro do alerta e, depois de ouvidas também as entidades do turismo, foi decido recomendar ao Governo a extensão dos serviços mínimos para o Algarve".

"Foi feita essa recomendação, uma vez que o Algarve é uma região turística e está num quadro de cerca de um milhão de pessoas em férias nesta época, sendo necessário acautelar as bombas de abastecimento de combustíveis numa situação de serviços mínimos", sublinhou.

c/Lusa

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