Reportagem

Greve de motoristas. A situação ao minuto

por RTP

Começou às 00h00 de segunda-feira a greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas e de mercadorias. O protesto vai prolongar-se por tempo indeterminado. Uma resolução do Conselho de Ministros determinou a necessidade de decretar a requisição civil devido a um incumprimento dos serviços mínimos em algumas zonas do país.

23h58 - Ponto de situação
  • O Governo decretou, ao final da tarde de segunda-feira, a requisição civil dos motoristas em situação de greve por concluir que houve um incumprimento dos serviços mínimos em algumas zonas do país;
  • No Algarve, a zona mais afetada, houve falhas em postos da Rede de Emergência de Abastecimento (REPA), com combustível parcialmente esgotado e várias bombas sem combustível, e o aeroporto de Faro não recebeu todo o combustível que deveria ter recebido;
  • O ritmo de abastecimento no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, foi considerado pela ANA Aeroportos como “insuficiente, em níveis bastante abaixo do estipulado para serviços mínimos”, provocando “restrições à operação”;
  • Os profissionais explicaram que as falhas sentidas resultaram do facto de os motoristas apenas terem cumprido oito horas de trabalho, em vez das 14 que muitas vezes acabam por concretizar;
  • Pedro Pardal Henriques, porta-voz do Sindicato de Motoristas de Matérias Perigosas, afirmou que os trabalhadores se encontram "contrariados, tristes e revoltados" devido à decisão do Governo de decretar a requisição civil;
  • Marcelo Rebelo de Sousa, que esteve reunido durante a tarde com António Costa, sublinhou a importância de serem salvaguardados os “direitos fundamentais, a segurança e a normalidade constitucional”;
  • Em Espanha, junto à fronteira, registou-se um aumento de cerca de 20 por cento na procura de combustível;
  • A greve continuará por tempo indeterminado.

22h34 - Pedro Nuno Santos contrapõe greve às negociações ANTRAM/Fectrans

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, contrapôs as negociações em curso entre a ANTRAM e a Fectrans com a greve no setor do transporte de matérias perigosas.

"As negociações entre a ANTRAM e a Fectrans provam que a defesa dos interesses dos trabalhadores pode ser feita de outra forma, sem este impacto brutal nas nossas vidas", disse Pedro Nuno Santos.

"Há outras formas menos penosas para a comunidade a que chamamos Portugal para melhorar as condições de trabalho, a dignidade da profissão de motorista, que é isso que a Fectrans está a fazer neste momento através de uma negociação que lhe permite ter vitórias", prosseguiu.

22h31 - CDS apoia requisição civil e volta a falar em alteração à lei da greve

O CDS-PP apoiou a decisão do Governo de decretar a requisição civil dos motoristas em greve e reiterou a sua disponibilidade para discutir uma alteração à lei da greve, que considera estar desadequada da realidade.

"Para se decretar a requisição civil, é sinal de que os serviços mínimos falharam, que os serviços mínimos não estão a ser cumpridos e, por isso mesmo, acho que o país vai ter que fazer uma reflexão sobre a forma como os serviços mínimos são definidos, mas acima de tudo como garantimos o cumprimento dos serviços mínimos", afirmou, em declarações à Lusa, o deputado Pedro Mota Soares.

O deputado centrista falou de um "dano desproporcional a muitos portugueses" para a defesa de interesses particulares que, por muito legítimos que sejam, não podem "parar um país com as consequências que isso tem" e lembrou que, neste caso, "a liberdade de circulação é um direito fundamental".

21h26 - CGTP diz que Governo deu novo passo contra o direito à greve

A CGTP considerou que o Governo "deu um novo passo na escalada contra o direito à greve" ao decretar a requisição civil para a paralisação dos motoristas.

A central sindical liderada por Arménio Carlos considera que a requisição civil "não contribui para resolver o problema existente" e "estimula os partidos da direita e o grande patronato a reclamar a alteração da lei da greve para acentuar a exploração e as desigualdades e condicionar a luta dos trabalhadores".

"O momento que vivemos exige menos exposição mediática e mais responsabilidade social das partes envolvidas, para encontrar uma solução negociada, que respeite e valorize os direitos dos trabalhadores do setor e responda às necessidades das populações", defende ainda a CGTP.

21h23 - EasyJet aconselha passageiros a irem com "tempo extra"

A companhia aérea low cost EasyJet aconselhou os passageiros com viagens de e para Portugal a verificarem o estado do seu voo, bem como a deslocarem-se para os aeroportos nacionais com "tempo extra", devido à greve dos motoristas.

Contactada pela agência Lusa, a transportadora informou que, "devido a uma greve a ter lugar em Portugal e que está a afetar a disponibilidade de combustível nos aeroportos portugueses, alguns voos para e de Portugal podem necessitar de paragens técnicas adicionais para reabastecer em aeroportos alternativos".

"Aconselhamos todos os clientes com viagens planeadas de e para Portugal, nos próximos dias, a consultar o estado dos seus voos", referiu a EasyJet, pedindo ainda a quem tiver que passar por um aeroporto português para se deslocar com "tempo extra, porque o tráfego poderá ser maior do que habitualmente".

21h15 - Camiões saem da refinaria de Sines conduzidos por militares

Uma das justificações do Governo para decretar a requisição civil no Sul consistia no facto de os camiões não estarem a sair de Sines para o Sul. Pouco antes das 20h00, começaram a sair camiões carregados da refinaria, conduzidos por militares da GNR.

O piquete de greve em Sines, que durante a tarde se manteve calmo, começou a protestar a partir do momento em que começaram a sair os camiões.

21h14 - Sindicato diz que serviços foram cumpridos em Matosinhos

Em Matosinhos, os motoristas receberam com surpresa a decisão do Governo de decretar a requisição civil.

O sindicato garante que todos os postos da rede REPA foram abastecidos, mas a ANTRAM chegou a afirmar que foram efetuadas apenas 42 das 225 cargas obrigatórias.

"A ANTRAM e o patronato estavam habituados a que toda a gente trabalhasse 14 a 15 horas diárias, e as pessoas hoje cumpriram escrupulosamente as oito horas de trabalho", o que "criou muito impacto", explicou um dos trabalhadores no local.

21h12 - Motoristas consideram requisição civil "a morte do direito à greve"

No Porto de Leixões, os motoristas garantem que os serviços mínimos estão a ser cumpridos e consideram a requisição civil decretada pelo Governo "a morte do direito à greve".

"Estão a encostar-nos à parede, agora temos de ir até ao fim", defendeu um dos trabalhadores.


21h11 - Ficaram por entregar 10 contentores no aeroporto de Faro

Chegaram na manhã desta segunda-feira 28 contentores vindos da refinaria de Sines com destino ao aeroporto de Faro, mas apenas 18 deles foram transportados.

Os motoristas dizem ter feito os possíveis, dentro do turno regular de oito horas, para realizar a entrega de todos os tanques, mas não conseguiram, pois para o fazer teriam de completar uma jornada de trabalho de 14 horas.

21h10 - Sindicato acusou patrões de subornarem trabalhadores para furar greve

O Sindicato de Motoristas de Matérias Perigosas acusou os empresários de subornarem os trabalhadores para furarem a greve. A ANTRAM desmentiu e defendeu a saída de Pedro Pardal Henriques de todo o processo.

Pardal Henriques insistiu na acusação de suborno, garantiu que as empresas e o Governo não estão a respeitar o direito à greve e anunciou as consequências.

20h51 - ANTRAM vê Pardal Henriques como obstáculo ao diálogo

O porta-voz da ANTRAM, André Matias de Almeida, sustenta que os serviços mínimos não têm estado a ser cumpridos e lembra que a associação patronal defendeu desde o início a aplicação da requisição civil.

Segundo aquele porta-voz, os serviços mínimos estavam a ser cumpridos em Sines durante a manhã e deixaram de sê-lo durante a tarde; estavam a ser cumpridos no aeroporto de Lisboa, e passaram a sê-lo apenas numa pequena parte.

Segundo Matias de Almeida, os motoristas seguiram as consignas de Pardal Henriques, que se tornou um obstáculo insuperável ao restabelecimento do diálogo.

20h47 - Algarve foi a região mais afetada

No Algarve houve falhas em postos da Rede de Emergência de Abastecimento (REPA), com combustível parcialmente esgotado e várias bombas sem combustível e filas. O transporte de combustível para o aeroporto de Faro também foi afetado.


20h46 - Sindicato diz que motoristas estão "tristes e revoltados"

Pedro Pardal Henriques, porta-voz do Sindicato de Motoristas de Matérias Perigosas, afirma que os trabalhadores se encontram "contrariados, tristes e revoltados" após a decisão do Governo de decretar a requisição civil.

"Vejo o Governo preferir estar do lado de quem tem vindo a prevaricar, de quem tem vindo a cometer crimes de fraude fiscal, de quem tem vindo a explorar estas pessoas com inúmeras horas de trabalho, com uma condição financeira baixíssima (...) em prol daqueles que têm lutado por uma vida digna", declarou.

O sindicalista assegurou que os serviços mínimos estão a ser cumpridos, apesar de os motoristas o terem feito "contrariados" e "revoltados".

20h29 - ANTRAM considera comportamento do Governo "socialmente responsável"

O advogado da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), André Matias de Almeida, disse que a requisição civil decretada pelo Governo é "socialmente responsável" e recusou que os transportadores tenham extremado posições.

O advogado considerou também que "muito tem feito o Governo", que "não tinha sequer que recorrer a um mecanismo de mediação como o fez junto do sindicato [dos motoristas de matérias perigosas]".

O representante da ANTRAM nas negociações com os sindicatos afirmou ainda que hoje, durante o dia, alguns motoristas "simplesmente desapareceram" e não cumpriram os serviços mínimos.

"Nós falamos de um abastecimento de Sines para o Algarve incumprido a 100 por cento (…), de um momento para o outro não houve mais trabalhadores", afirmou.

"Houve 100% de trabalhadores que da manhã para a tarde, depois das declarações do doutor Pedro Pardal Henriques, simplesmente abstiveram-se de prestar qualquer serviço mínimo, sabendo que incorriam na prática de um crime", declarou.

20h00 – Duas portarias

A resolução do Conselho de Ministros que procede à requisição civil dos motoristas em situação de greve "será complementada por duas portarias", explicou Tiago Antunes.

"Uma delas irá efetivar em concreto a requisição civil apenas na áreas e serviços nos quais até ao momento se identificou o incumprimento de serviços mínimos, em particular o abastecimento da zona sul do país a partir de Sines, o abastecimento da REPA (Rede de emergência de Postos de Abastecimento), o abastecimento dos aeroportos e o abastecimento das unidades autónomas de gás natural", detalhou.

A outra portaria "irá estabelecer os termos em que se efetiva a intervenção das Forças Armadas no âmbito desta requisição civil".

"Muito em breve será publicado em Diário da República, em conjunto, a resolução do Conselho de Ministros que acaba de ser aprovada por via eletrónica e as duas portarias em questão e portanto todos estes instrumentos têm efeitos jurídicos automáticos", garantiu o secretário de Estado.

19h14 - Governo avança com requisição civil

O Conselho de Ministros eletrónico determinou a aplicação da requisição civil devido ao incumprimento dos serviços mínimos em algumas zonas do país.

Tiago Antunes, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, esclareceu que esta requisição apenas se irá efetivar “numa lógica gradual e progressiva nas situações e para os casos em que tal seja efetivamente necessário”.

“Hoje constatou-se que, particularmente no turno da tarde, os sindicatos que declararam a greve e os trabalhadores por ela abrangidos não asseguraram os serviços mínimos fixados”, explicou Tiago Antunes, dando os exemplos do sul do país e do aeroporto de Lisboa.

Perante estas situações, “o Governo não teve alternativa se não reconhecer a necessidade de recorrer à requisição civil” de modo a “assegurar o cumprimento dos serviços mínimos oportunamente fixados”.

O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros apontou ainda a existência de casos de sindicatos que apelaram ao incumprimento dos serviços mínimos.

18h30 - Sindicato diz que serviços mínimos estão a ser cumpridos

O assessor jurídico do sindicato dos motoristas de matérias perigosas afirmou que, se o Governo avançar com uma requisição civil, está a cometer um ataque à greve e garantiu que os serviços mínimos têm sido cumpridos.

"Vejo isto [requisição civil] como um ataque à greve, até porque estas pessoas cumpriram os serviços mínimos. O Governo não esteve aqui [...], estas pessoas saíram para trabalhar, simplesmente fizeram oito horas e não as 14 ou 15 horas que habitualmente fazem", assegurou Pedro Pardal Henriques, que falava aos jornalistas em Aveiras de Cima, distrito de Lisboa.

18h15 - Marcelo alerta para necessidade de salvaguardar normalidade constitucional

O Presidente da República sublinhou a importância de serem salvaguardados os "direitos fundamentais, a segurança e a normalidade constitucional", numa nota publicada no final da reunião com o primeiro-ministro, na qual foi abordada a greve dos motoristas.

"O Presidente da República recorda a importância de, em todas as circunstâncias, serem salvaguardados os valores e princípios do Estado de Direito Democrático e, neles, os direitos fundamentais, a segurança e a normalidade constitucional", lê-se na nota.

Sem se referir expressamente à greve dos motoristas, a nota publicada no site da Presidência da República dá conta de que o primeiro-ministro, António Costa, informou o chefe do Estado "acerca da situação vivida" em termos da "garantia da distribuição de bens, definidos como mínimos indispensáveis à satisfação das necessidades" dos portugueses.

Marcelo Rebelo de Sousa foi ainda informado "da posição do Governo perante várias perspetivas de evolução".

O Presidente da República alertou também para a "responsabilidade de todos os envolvidos neste conflito entre entidades privadas, na procura de soluções justas, sem sacrificar, de modo desproporcionado, os portugueses".

18h13 - Greve poderá ter impacto "gravíssimo na economia"

Sobre os efeitos na economia portuguesa, efeitos da greve e do não cumprimento de serviços mínimos, o comentador da Antena 1, Nicolau Santos, sublinha o impacto gravíssimo na economia.

“Há impactos em inúmeros setores, e mesmo nos setores prioritários, se não estiverem a ser cumpridos os serviços mínimos (…) como é óbvio vai haver um colapso do funcionamento da estrutura de transporte em várias zonas do país”, considera.

Nicolau Santos acredita também que a requisição civil pode ser insuficiente para cumprir a lei.

17h57 - Abastecimento no aeroporto "bastante abaixo do estipulado"

O ritmo de abastecimento no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, é "insuficiente, em níveis bastante abaixo do estipulado para serviços mínimos", provocando "restrições à operação", disse à agência Lusa a ANA Aeroportos.

A ANA - Aeroportos de Portugal informou que está a avaliar continuamente o impacto da greve dos motoristas no abastecimento de combustível nos aeroportos da sua rede.

O ritmo de abastecimento "insuficiente" verificado até agora já levou à implementação de restrições à operação, "nomeadamente na redução de abastecimento de aeronaves".

A ANA reiterou ainda que "continuará a acompanhar de forma permanente a situação com o Governo, as empresas petrolíferas, as companhias aéreas e as empresas de handling" de forma a minimizar o eventual impacto da greve nos aeroportos.

17h32 – Motoristas em Leixões contra requisição civil

José Flores, um dos coordenadores da paralisação em Leixões, considera que a eventual aplicação da requisição civil para “consagrar os direitos dos cidadãos” irá retirar os direitos dos motoristas em greve.


17h00 - Conselho de Ministros vai decidir sobre requisição civil

A reunião entre António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa já terminou. No final, o primeiro-ministro referiu, frente aos jornalistas, que os serviços mínimos não estão a ser cumpridos em algumas zonas, entre as quais o sul do país e os aeroportos, pelo que será avaliada ao final da tarde de hoje a necessidade de aplicação da requisição civil.

“Perante este quadro, e esperando que a situação possa voltar à normalidade da manhã, iremos ter um Conselho de Ministros ao final da tarde para fazer a avaliação final sobre a necessidade da aprovação da requisição civil para assegurar o cumprimento dos serviços mínimos na medida em que tal seja necessário”, declarou António Costa.

“As situações que nós temos neste momento são muito diferentes no norte e no sul do país, são muito diferentes de empresa para empresa e relativamente aos diferentes tipos de serviço”, explicou.

O primeiro-ministro salientou ainda que “tratando-se de um conflito entre privados, a atuação do Estado deve fixar-se no mínimo necessário para a satisfação das necessidades fundamentais dos portugueses”.

De acordo com o Governo, os serviços mínimos deixaram de ser cumpridos a partir das 14h30 em algumas regiões do país.

António Costa anunciou que já ordenou o transporte de mercadorias pela PSP e GNR.

16h35 - Governo diz que táxis não precisam de dístico nos REPA

O Governo esclareceu esta tarde que os taxistas não precisam de qualquer dístico de identificação para abastecer nos postos de abastecimento REPA destinados aos veículos prioritários, dado que a viatura já se identifica por si própria.

Fonte do Ministério do Ambiente e da Transição Energética reconheceu à agência Lusa que "há alguns problemas de comunicação com os postos REPA que ainda não perceberam que os táxis não precisam de qualquer dístico identificativo".

16h01 - Greve. Motoristas protestam em Leixões

José Alves, do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias, diz que o piquete vai continuar em Leixões enquanto se mantiver a greve.

O responsável refere ainda que os motoristas "querem trabalhar de forma legal, querem cumprir horários e os limites de velocidade" e não querem transportar "carga a mais" nos camiões.

15h33 - ANTRAM quer requisição civil "urgente"

A ANTRAM acusa os sindicatos dos motoristas de não estarem a cumprir os serviços mínimos na greve de motoristas e pede uma requisição civil "urgente".

O advogado André Matias de Almeida explicou à Antena 1 que depois do apelo de Pardal Henriques para que não fossem cumpridos os serviços mínimos, a situação começou a sair da normalidade.

15h15 - Taxistas com problemas a abastecer nos REPA

Os taxistas associados da ANTRAL estão a reportar problemas em abaster nos postos de abastecimento REPA, destinados a veículos prioritários.

Em declarações à agência Lusa, José Domingos, vogal da Direção da ANTRAL - Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros -, avançou que teve o conhecimento de "vários associados um pouco por todo o país" que não conseguem abastecer nos 54 postos REPA.

14h54 - Empresa de autocarros de Lisboa altera horário devido à greve

A empresa de autocarros Scotturb que opera em Sintra, Cascais e Oeiras, anunciou que as carreiras vão estar sujeitas aos horários de sábado devido à greve dos motoristas.

14h42 - Mapa da REPA atualizado

A ENSE informou hoje ao início da tarde que foi atualizada a hiperligação de acesso ao mapa interactivo dos postos de abastecimento pertencentes à REPA (Rede Estratégica de Postos de Abastecimento).

14h16 - Longas filas de espera nos postos de abastecimento de Espanha

A greve dos motoristas está a levar os portugueses a procurarem postos de abastecimento em Espanha, sobretudo na cidade fronteiriça de Huelva.

A Confederação Espanhola de Transporte de Mercardorias aconselha os motoristas que operam em Portugal ou circulem nas estradas portuguesas a tomarem medidas e organizarem bem as suas rotas de viagem face aos possíveis engarrafamentos e paragens de trânsito.

14h10 - Requisição civil já foi acionada duas vezes este ano

O Governo mantém o aviso de que poderá decretar a requisição civil a todo o instante. Trata-se de um instrumento previsto na lei desde 1974 e reservado para "circunstâncias particularmente graves".
A requisição civil tem carácter excepcional mas já foi usada em várias greves. Só este ano, o Governo decretou-a em duas ocasiões.

14h05 - Postos junto à fronteira com aumento da procura

Do lado de Espanha, junto à fronteira de Vilar Formoso, regista-se um aumento na procura nos postos de abastecimentos. Mais portugueses foram encher o depósito a Espanha.

Os comerciantes falam numa subida na procura de 20 por cento nos últimos dias.


13h58 - Postos REPA estiveram sem combustível

A maioria dos locais que integram a Rede de Emergência de Postos de Abastecimento funcionou, esta manhã, com normalidade. A exceção foi o Algarve, onde houve postos REPA com combustível parcialmente esgotado.


13h50 - Costa lança apelo a patrões e sindicatos

O primeiro-ministro diz que está preparado "para o que der e vier". António Costa avisa que as forças de segurança e as Forças Armadas estão em prontidão para avançar, se necessário, e garantir o abastecimento no país.

No primeiro dia de greve, o chefe de Governo deixou apelos à negociação.

13h46 - Greve pode durar dias, semanas ou um mês

O porta-voz do sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas avisa que pode durar um ou dois dias, semanas, ou até mesmo um mês.

Pardal Henriques diz que a paralisação só termina quando os trabalhadores tiverem uma resposta razoável dos patrões.

13h40 - Profissionais da GNR acusam PM de desrespeito

A Associação dos Profissionais da Guarda acusa o primeiro-ministro de desrespeitar a dignidade dos profissionais que servem a GNR e rejeita que se instrumentalizem estes trabalhadores para reduzir o impacto da greve dos motoristas.

"Considera-se lamentável que o senhor primeiro-ministro tenha demonstrado que claramente desrespeita a dignidade profissional daqueles que servem a Guarda", indicou a Associação em comunicado, voltando a manifestar-se contra a ideia de recorrer a profissionais da GNR para conduzir veículo pesados de transporte de matérias perigosas.

No comunicado, citado pela agência Lusa, a associação contesta as declarações do chefe de Governo, que indicava que seriam os comandos da PSP e da GNR e representar os profissionais.

A Associação refere que os profissionais da GNR sentem "descontentamento e indignação" perante o cumprimento de "horários desumanos" e por serem "forçados a executar funções completamente estranhas à missão de segurança pública".

13h35 - Governo não avança, para já, com a requisição civil

O Governo não vê necessidade para avançar com a requisição civil. O primeiro-ministro diz que os serviços mínimos estão a ser cumpridos. Isto apesar do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas ter feito um apelo às primeiras horas da manhã para que não fossem cumpridos.



13h20 - Muitos portugueses vão abastecer a Espanha

Numa altura de greve em Portugal, são muitos os automobilistas que atravessam a fronteira, à procura de combustível mais barato e em maior quantidade. Foi o que constatou esta manhã o repórter da Antena 1, Jorge Esteves, do lado espanhol da fronteira de Vilar Formoso.


Abastecer em Espanha é uma solução para muitos automobilistas portugueses. Em vários locais do país, já existem postos de abastecimento sem combustível.

13h11 - Marcelo Rebelo de Sousa reúne-se com António Costa esta tarde

O Presidente da República reúne-se esta tarde com o primeiro-ministro. A reunião acontece a partir das 15h30 em Belém.

12h26 - 30% dos postos da Auchan estão fechados mas devem reabrir até final do dia

A Auchan tem 30% dos postos de combustível "fechados", mas está previsto que reabram "até final do dia", disse hoje fonte oficial da cadeia de retalho à Lusa.

Os postos que estão encerrados, de acordo com a mesma fonte, fazem parte da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), adiantou a mesma fonte.

O grupo Auchan conta com 29 postos de abastecimento de combustível em Portugal.

12h15 - Sindicato dos motoristas de mercadorias garante que vai cumprir serviços mínimos

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) garantiu que vai cumprir os serviços mínimos, apesar de "ainda não saberem quais são" porque as empresas não os comunicaram, disse hoje o presidente, Jorge Cordeiro, à Lusa.

O presidente do SIMM reiterou que, tal como já tinham anunciado, "os serviços mínimos vão ser cumpridos" pelos trabalhadores afetos àquele sindicato.

12h10 - Castelo Branco já sente os efeitos da greve

Em alguns postos de abastecimento do interior do país já se registam dificuldades para abastecer neste primeiro dia de greve dos motoristas.

Há pelo menos uma bomba de combustível que já só tem apenas gasolina, tendo esgotado a simples e a aditivada.

Este posto é um dos postos que faz parte da rede de emergência e, por isso, o gasóleo ainda existente é apenas para situações de emergência e veículos prioritários.

Não se sabe quando serão reabastecidos os postos com mais falhas de combustível, principalmente tratando-se de postos no interior do país.

12h06 - Mapa REPA voltou a ficar disponível

O mapa da Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA) voltou a ficar disponível no site da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), depois de ter estado inacessível durante pelo menos meia-hora.

11h48 - CIP: "Empresas não foram apanhadas de surpresa"

António Saraiva, da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), destaca que as empresas se prepararam, desta vez, para a greve dos motoristas de matérias perigosas.

"As empresas estão mais preparadas agora do que estiveram em abril, mas não estou a dizer com isto que não se sintam efeitos, dependerá muito do tempo que durar esta greve", referiu o responsável em declarações ao Bom Dia Portugal, na RTP1.

António Saraiva destaca que a preparação previa "minorou muito naquilo que seriam os prejuízos" registados na greve de abril, também devido aos planos de contingência das empresas.

Sobre o setor da distribuição, António Saraiva refere que também está preparado, sendo que os possíveis efeitos dependerão "do tempo que esta greve levar".

O responsável sublinha que "grandes grupos de distribuição já vieram anunciar que suportarão seguramente 15 dias a três semanas, com alguma segurança".

"Esperemos que o bom senso entre partes venha finalmente a funcionar", acrescentou António Saraiva.

11h44 - Algarve. Postos algarvios já têm falhas mas ponto de situação não é grave

Começou esta madrugada a greve dos motorista e, em vários locais do país, já existem postos de abastecimento com rupturas de combustível. No Algarve, em pleno período de verão, já se registam alguns problemas, estando as atenções também voltadas para o aeroporto de Faro.

O aeroporto internacional de Faro foi abastecido este domingo, por isso nos próximos três dias não se espera que tenha problemas por falta de combustível.

Em algumas bombas de combustível no concelho de Faro já havia algumas falhas esta segunda-feira de manhã, mas até agora a situação não é grave.

11h26 - Mapa REPA indisponível

No site da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), não é possível nesta altura aceder ao mapa da Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA).

11h06- Pardal Henriques apela ao PM para pôr fim às escoltas

O advogado do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas apelou ao primeiro-ministro para que faça terminar as escoltas policiais "para fazer aqueles que não são os serviços mínimos".

Pardal Henriques garante que "para já, continuamos a fazer os serviços mínimos", dizendo mesmo que o país está a ser servido a 100 por cento.

"O que disse há uma hora e meia é que existem pessoas que não estavam escaladas para os serviços mínimos e que estão a ser enganadas, a dizer que é para fazer serviços mínimos e não são serviços mínimos e saem daqui escoltados para fazer obrigá-los a fazer os serviços" que estão para além da percentagem de serviços mínimos, argumenta Pardal Henriques.

O responsável acusa os patrões de "iludirem" e "pressionarem" os trabalhadores. "Os serviços estão mais do que assegurados, porque se eles não quiserem ir, as forças de segurança vão escolta-los. É assim que tem sido, infelizmente para o nosso país", acrescenta.

Sobre as acusações de suborno e pressão para furar a greve, Pardal Henriques diz que existem provas dessas acusações, outras mais que estão ainda a ser reunidas, garantindo que ainda hoje serão entregues aos "órgãos competentes".

O vice-presidente do sindicato apelou a António Costa para que terminasse as escoltas. "As pessoas têm o direito a manifestar-se para reivindicarem e não lhes está a ser permitido fazer isto, nem com serviços mínimos, nem com outros serviços que o governo escolta para furar a greve", argumentou, dizendo que estão a avaliar em permanência a forma de reagir.

"A ANTRAM está a fazer uma série de trapalhadas e o Governo está a ser conivente e patrulha com forças policiais estas trapalhadas. E estamos aqui sem ninguém falar connosco, sem ninguém querer negociar", reforça.

Sobre as declarações do porta-voz da ANTRAM, que disse que Pardal Henriques deve sair da mesa das negociações, o advogado sindical admite que "incomoda muita gente", mas refere que "enquanto o sindicato me quiser, vou defender os motoristas", concluiu.

10h48 - Governo não avança para já com requisição civil

António Costa afirma que os serviços mínimos estão a ser cumpridos e garante que o Governo não vai avançar, para já, com a requisição civil. O primeiro-ministro esteve numa reunião no centro de coordenação operacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

António Costa revelou ainda aos jornalistas que "houve um ou dois casos pontuais" de incumprimento dos serviços mínimos, mas que "está tudo a decorrer com normalidade" e elogiou os sindicatos "por estarem a honrar a sua palavra, com os serviços mínimos a serem cumpridos".

"Até agora não foi necessário empenhar um único elemento das forças de segurança ou das forças armadas para conduzir qualquer viatura", referiu ainda o primeiro-ministro.

Para o primeiro-ministro, “está tudo a correr com o maior civismo e o que desejamos é que assim continue”.

Costa deixou também uma palavra de apreço aos portugueses pela "serenidade e sabedoria" pela forma como estão a encarar a paralisação dos camionistas.

O primeiro-ministro deixou um conselho aos sindicatos e aos patrões: "Que ambas as partes aproveitem esta ocasião para se sentarem à mesa para negociar e resolver este conflito".

"Mesmo com a execução plena dos serviços mínimos, a greve não deixará de produzir efeitos na vida das pessoas e na nossa economia. Portanto, quanto mais depressa este conflito for ultrapassado, melhor. É isso que desejamos que aconteça", reforçou António Costa.

10h40 - ANTRAM: "Este sindicato está concentrado em parar o país"

A ANTRAM considera inaceitável a ameaça dos motoristas de deixarem de cumprir os serviços mínimos determinados para a greve. "De cada vez que o representante deste sindicato vem a público, é com acusações gravíssimas, sem demonstrar um único documento, uma única prova", sublinha.

"É difícil negociar com quem se coloca nesta posição e é impossível conversar com quem quer um clima de conflito e de crispação permanente", aponta André Matias de Almeida, advogado e porta-voz da ANTRAM, em declarações à RTP.



Questionado sobre se Pardal Henriques deveria sair da mesa das negociações, a ANTRAM lembra que "ainda não foi clarificado" se o representante do sindicato "é vice-presidente ou se é só assessor jurídico".

"As sucessivas declarações de conflito, de procurar a crispação constante e permanente, nunca levaram ninguém a lado nenhum. (...) Se o doutor Pardal Henriques se continuar nesta postura de conflito e de crispiação permanente não tem condições para conversar nem com a ANTRAM, nem com ninguém. Já ninguém no país tem paciência para, diariamente, [ouvir] este tipo de acusações", diz André Matias de Almeida.

A ANTRAM pede ainda aos portugueses para que "não se revoltem contra os motoristas", ressalvando que "há muitos motoristas que querem trabalhar e querem receber o seu vencimento no final do mês, e que não se revêem nesta postura".

"Este sindicato está concentrado em parar o país, em causar o caos na economia", acusa André Matias de Almeida.

Em resposta às acusações sobre alegados subornos da ANTRAM, o responsável diz que isso é "completamente falso". "Convidamos este representante para que mostre por uma vez, um documento que comprove esse suborno", acrescenta.

André Matias de Almeida considera que o Governo deve avançar para a requisição civil "se os serviços mínimos não forem cumpridos", tal como foi dito por Pardal Henriques.

"Quero acreditar que os trabalhadores deste sindicato não irão seguir as instruções do seu representante legal e irão cumprir os serviços mínimos, e respeitar a lei", apontou André Matias de Almeida.

10h07 - Motoristas. "Estamos sem saber se estamos a cumprir serviços mínimos"

Jorge Cordeiro, presidente do Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias, sublinha à RTP que o sindicato não recebeu qualquer escala de serviço.
"Estamos sem saber se estamos a cumprir os serviços mínimos ou não porque não temos qualquer escala de serviço", refere Jorge Cordeiro, assinalando que "ficou acordado" o envio da escala de serviço de várias empresas.

O responsável refere ainda que a adesão à greve está a ser "bastante satisfatória", e que nos piquetes em que esteve, há pelo menos 50 a 60 trabalhadores em greve.

9h33 - ANTRAM rejeita ter subornado motoristas

A associação patronal ANTRAM rejeitou ter subornado os motoristas de matérias perigosas para furarem a greve.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da ANTRAM acusou o sindicato de mentir "descaradamente".

É a resposta às acusações do advogado e porta-voz do sindicato nacional dos motoristas, Pardal Henriques, que acusou a ANTRAM de ter subornado os primeiros motoristas que saíram de Aveiras de Cima, Lisboa, para iniciarem funções no primeiro dia de greve.

"Este representante [Pardal Henriques] tem uma agenda pessoal e tem de sair imediatamente deste conflito porque nunca será possível chegar acordo com quem procura o conflito", acusa o porta-voz da ANTRAM, André Matias de Almeida.

Segundo este representante da associação patronal, o sindicato "alimenta-se e vive do conflito", única situação que considera justificar uma greve em 2019 "relativamente a reivindicações para 2021 e 2022".

Sublinhando que a Antram está "refém dos sindicatos", André Matias de Almeida adiantou que "não pode ser exigido a quem assinou um acordo a 17 de maio, e que agora o vê ser rasgado quando o mesmo previa negociação em paz social até 31 de dezembro, que aceite esta espada na cabeça".

"Aceitar 2.000 euros de salário por mês representaria o fecho de várias empresas nuns casos e despedimentos coletivos noutros", alertou, sublinhando que "o setor está no seu limite".

A ANTRAM "não aceita nem aceitará qualquer negociação que passe por implicar despedimentos coletivos em massa e encerramentos de centros operacionais que é o que esta proposta significa".

9h27 - Algarve. Postos de abastecimento da REPA sem combustível

Em Faro, o repórter da RTP conta que uma bomba de gasolina incluída na Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA) não recebeu ainda qualquer abastecimento e o gasóleo já esgotou.

No Algarve, há três postos desta rede que já não contam com qualquer combustível.

Na maioria dos restantes postos de combustíveis, fora da REPA, também já não é possível abastecer.

Situação que se pode complicar tendo em conta a altura do ano de férias, em em que a população no Algarve triplica.

9h17 - As primeiras imagens da greve dos motoristas


9h06 - "Vamos deixar de cumprir os serviços mínimos"

Os motoristas de matérias perigosas vão deixar de cumprir os serviços mínimos, anunciou Pardal Henriques, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas.

O responsável disse aos jornalistas que os motoristas vão "deixar de cumprir os serviços mínimos".

"Os trabalhadores estão a ser subornados. Há polícia e Exército a escoltar os camiões. Não foi o sindicato que quebrou os serviços mínimos, mas sim as empresas e o Governo que violaram o direito à greve", considerou.

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de esta medida provocar a requisição civil, o vice-presidente do sindicato diz que, na prática, isso já está a ocorrer.

9h00 - Mais de 430 postos sem combustível às 8h50

De acordo com o site "Já Não Dá Para Abastecer", há neste momento 435 postos de combustível indisponíveis, o que representa 14,9% a nível nacional.

Há ainda 395 bombas que estão parcialmente disponíveis e 2.098 postos de abastecimento disponíveis (71,7 por cento).

O site foi criado em conjunto pelo Waze e pela rede Vost Portugal (Voluntários Digitais Em Situações de Emergência).

Os consumidores podem colaborar na partilha de informação, através de um questionário onde informam quais os postos que encerraram por falta de combustível.

8h40 - Matosinhos. Camiões estão a abastecer

Os camiões começaram a abastecer por volta das 7h40 em Matosinhos e têm estado a entrar tranquilamente. Daqui vão seguir viagem para abastecer as bombas de combustível espalhadas pela região norte e a rede estratégica de postos de abastecimento. (REPA).


Manuel Mendes, delegado do sindicato na região Norte, refere no entanto que a greve "continua a ter efeito". O responsável queixa-se ainda que o sindicato não recebeu a lista referente aos serviços mínimos e que as empresas "continuam a fazer pouco dos motoristas".

8h27 - "A vergonha a que o país está a assistir"

Ouvido pela reportagem da RTP em Aveiras de Cima, no piquete da greve, o porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques, fez um primeiro balanço do protesto. O responsável contestou "o aparato policial" e de "forças do exército".

"Estas pessoas vieram aqui determinadas a cumprir os serviços mínimos, determinadas a colaborar. A ANTRAM desde o início que não tem colaborado connosco e depois as empresas patrocinadas pelo Governo, com este aparato, fazem sair carros que nós não sabemos para onde vão", denunciou.

O representante do sindicato sinalizou mesmo que, desta forma, não haverá condições para que a estrutura cumpra os serviços mínimos.

8h14 - "Correu tudo em ordem"

O dispositivo da Guarda Nacional Republicana destacado para a greve escoltou os primeiros motoristas de matérias perigosas que saíram de Aveiras de Cima, onde se concentra o piquete de greve.

Segundo fonte da GNR, citada pela Lusa, os primeiros cinco camiões-cisterna carregados com matérias perigosas partiram da sede da CLC - Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima, para proceder ao abastecimento do aeroporto.

"A GNR escoltou os motoristas e funcionou tudo normalmente. Correu tudo em ordem", afirmou.

7h47 - Sindicato fala de "subornos"

O porta-voz do SNMMP, Pardal Henriques, acusa a ANTRAM de ter subornado os primeiros motoristas que saíram de Aveiras de Cima.

"Os primeiros que saíram foram pessoas subornadas", afirmou o responsável, em declarações proferidas no local onde estão reunidos vários motoristas.


Foto: António Antunes - RTP

Foi dali, pelas 6h30, que partiram os primeiros cinco camiões-cisterna com matérias perigosas.

"Mais uma vez, a ANTRAM não está a cumprir o que está combinado. Estão a subornar pessoas para quebrar os serviços mínimos", continuou Pardal Henriques, para reafirmar que não teve acesso às escalas de motoristas que irão cumprir os serviços mínimos.

"As responsabilidades serão apuradas, estamos a reunir provas e daqui a pouco faremos o ponto da situação", indicou.

7h36 - greve em curso desde as 0h00


Os primeiros camiões-cisterna para o cumprimento dos serviços mínimos saem de Aveiras de Cima ao início da manhã, segundo o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP).

“Os trabalhadores receberam um SMS das empresas para iniciarem funções só a partir das 8h00. A partir dessa hora saem da Companhia Logística de Combustíveis (CLC) e das sedes das empresas”, adiantava nas últimas horas o presidente do SNMMP, Francisco São Bento, em declarações citadas pela agência Lusa.

Na última noite, em Aveiras, o assessor jurídico do SNMMP, Pedro Pardal Henriques, voltou a afiançar que os serviços mínimos seriam cumpridos. Deixou ainda o aviso de que os profissionais apenas iriam cumprir oito horas de trabalho diárias.

O representante da estrutura sindical reafirmou que a culpa desta paralisação é da ANTRAM e que o Governo decretou serviços máximos - não mínimos.

Antena 1
Quanto a uma solução para pôr de parte a greve, o porta-voz entende que só há uma.

A rádio pública contactou, durante a madrugada, o porta-voz da ANTRAM, mas André Matias de Almeida explicou que a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias só se pronunciará após perceber se os serviços mínimos serão cumpridos.

Durante a paralisação, os motoristas terão de cumprir serviços mínimos de 100, 75 e 50 por cento para diferentes setores.

Crise energética


O país está, desde sábado e até às 23h59 de 21 de agosto, em situação de crise energética, por decisão do Governo. A medida incluiu a constituição de uma Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), com 54 postos prioritários e 320 de acesso público.

Foi a 15 de julho que o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias e o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas entregaram o pré-aviso de greve.

No sábado, na sequência de um plenário conjunto, ambos os sindicatos decidiram manter a paralisação. Isto depois de sucessivas rondas de negociações infrutíferas com a ANTRAM, sob mediação do Executivo.

O Governo de António Costa pretende avaliar o cumprimento dos serviços mínimos decretados desde as primeiras horas da manhã.

No domingo, o primeiro-ministro garantia que as forças de segurança haviam sido instruídas para assegurar o "devido sancionamento" em caso de incumprimento de uma eventual requisição civil, apelando ao "bom senso".

Na sexta-feira, o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes, indicou que, em caso de incumprimento de serviços mínimos, serão requisitados mais de 500 elementos das Forças Armadas e das forças de segurança para cargas e descargas de combustível.

O centro de coordenação operacional da Proteção Civil está, desde domingo, a fazer duas avaliações diárias das necessidades de resposta no quadro do planeamento civil de emergência.