Liquidez dos ativos do setor segurador "permaneceu em níveis confortáveis" diz ASF

por Lusa

A ASF disse hoje que a liquidez dos ativos do setor "permaneceu em níveis confortáveis" até 15 de abril, ainda que o "rácio de entradas sobre saídas" tenha caído no fim de 2020.

Num relatório, que considera a informação das variáveis financeiras relativa a 15 de abril de 2021 conjugada com os dados reportados pelas empresas de seguros com referência a 31 de dezembro de 2020, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) indicou que "o grau de liquidez dos ativos detidos pelo setor segurador nacional permaneceu em níveis confortáveis".

No entanto, alertou, "o rácio de entradas sobre saídas registou um decréscimo adicional no quarto trimestre de 2020, justificando a manutenção desta categoria de riscos no nível médio-baixo".

A ASF justificou esta evolução negativa "com o ramo Vida, cujo rácio diminuiu 6,7 pontos percentuais face ao trimestre anterior (para 59,6%), em consequência do efeito conjunto de redução da produção (-2,7%) e de aumento dos montantes pagos (8,2%)".

Por outro lado, disse a entidade, a "rendibilidade do setor segurador nacional evoluiu favoravelmente no segundo semestre de 2020, registando-se, face ao ano precedente, um aumento dos resultados líquidos (58,6%) e dos resultados técnicos (63,1%), evolução muito influenciada por dois operadores que empreenderam medidas extraordinárias de reforço de provisões em 2019".

Assim, de acordo com o regulador, "o crescimento observado permitiu a revisão desta categoria de riscos do nível médio-alto para médio-baixo".

Paralelamente, disse a ASF, "os indicadores de solvabilidade mantiveram a trajetória de recuperação, atingindo-se, no final do ano, um valor do rácio global de solvência superior ao registado em 2019".

No âmbito da exploração do ramo Vida, "a produção global apresentou uma contração face ao trimestre anterior", sendo que, em simultâneo, "verificou-se uma redução da taxa de sinistralidade dos produtos de seguros vida risco, enquanto a taxa de resgates dos produtos financeiros permaneceu globalmente estável em níveis contidos".

Já nos ramos Não Vida, "verificou-se um incremento, ainda que em ritmo de desaceleração, do valor anualizado dos prémios brutos emitidos. Ao nível da sinistralidade, no quarto trimestre, observou-se, de forma geral, uma tendência de subida, em aproximação às taxas registadas no ano precedente, com exceção do seguro Automóvel, onde se verificou nova descida", enquanto o "índice de provisionamento do ramo Doença registou uma quebra significativa após o aumento verificado no trimestre anterior", adiantou a ASF.

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