Londres admite permanecer na união aduaneira até 2021

| Economia

Theresa May repetiu hoje, à chegada à cimeira europeia a decorrer na Bulgária, que "o Reino Unido vai sair da união aduaneira", mas não apontou qualquer data
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O Governo britânico pretende prolongar por algum tempo a permanência na união aduaneira europeia após o período de transição pós-`Brexit`, por admitir que os acordos comerciais não estejam concluídos a tempo, noticiou hoje a imprensa britânica.

Segundo o jornal The Telegraph, os principais ministros do executivo de Theresa May concordaram esta semana que o Reino Unido vai continuar a seguir as regras da União Europeia (UE) por um período que pode ir até dois anos depois do fim da fase de transição, em dezembro de 2020.

O Reino Unido deve sair da UE em março de 2019, mantendo-se na união aduaneira durante o período de transição, o tempo necessário para finalizar um novo acordo de parceria.

A incerteza acentua-se quanto à data da aplicação de um novo sistema alfandegário, uma vez que o governo ainda não anunciou o que vai propor a Bruxelas.

A ideia de prolongar o período de transição foi evocada várias vezes nas últimas semanas, designadamente pelo ministro das Empresas, Energia e Estratégia Industrial, Greg Clark.

Theresa May repetiu hoje, à chegada à cimeira europeia a decorrer na Bulgária, que "o Reino Unido vai sair da união aduaneira", mas não apontou qualquer data.

A hipótese de prolongar a permanência na união aduaneira é rejeitada pelos partidários do chamado `hard Brexit`, uma rutura total com todos mecanismos europeus.

O Reino Unido prometeu reduzir o máximo possível os controlos fronteiriços sobre mercadorias em trânsito de e para a UE e evitar uma fronteira rígida entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda, membro da UE.

Simultaneamente, Londres quer assinar acordos comerciais com países terceiros.

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