Lucros brutos do Deutsche Bank Portugal caem 78% para 7 milhões de euros em 2017

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O Deutsche Bank Portugal registou resultados antes de impostos de 7,3 milhões de euros em 2017, o que compara com 33,5 milhões de euros registados no período homólogo de 2016, anunciou hoje o banco.

Em comunicado, a instituição financeira justifica a redução dos resultados brutos, em 78,2%, com o facto de em 2016 "ter sido reportado um resultado extraordinário positivo ao nível das imparidades que não se repetiu em 2017".

Já a margem financeira cresceu para 19,7 milhões de euros, face aos 16,1 milhões de euros registados em 2016, enquanto o produto bancário aumentou para 56,9 milhões de euros, mais 4,4% (54,5 milhões de euros no período homólogo).

Por sua vez, os custos operacionais obtiveram "uma ligeira redução" para 51,7 milhões de euros, contra 55,2 milhões de euros do período homólogo.

"A área de retalho do Deutsche Bank Portugal terminou o exercício de 2017 com os lucros antes de impostos a ascenderem a 15,1 milhões de euros, contra 31,4 milhões de euros em 2016, verificando-se, neste caso, a libertação de provisões no último ano respeitantes à atividade de retalho e que resultaram de especificidades decorrentes de critérios regulamentares na contabilização de provisões", refere ainda o banco.

A margem financeira subiu, em 2017, para 22,4 milhões de euros, contra 20,0 milhões de euros em 2016, e o produto bancário cresceu de 47,2 milhões de euros para 57,6 milhões de euros.

O Deutsche Bank Portugal destaca a "descida substancial dos custos financeiros", de 50,4 milhões de euros em 2016 para 44,4 milhões de euros em 2017.

"O exercício de 2017 foi muito positivo para a operação do Deutsche Bank em Portugal, permitindo consolidar a reestruturação iniciada ainda no final de 2016, no sentido de alinhar a operação ainda mais no segmento 'Affluent' (segmento mais alto) e com foco na atividade de aconselhamento financeiro", disse o Chief Country Officer do Deutsche Bank Portugal, Bernardo Meyrelles de Souto, citado no comunicado.

"Estes resultados vêm evidenciar também uma operação de retalho mais eficiente, sólida, sustentável e diversificada como se pode verificar pela quota de mercado na distribuição de fundos de investimento internacionais próxima dos 30%", acrescentou o responsável, citando "a última publicação do relatório da CMVM".

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