Medidas para setor do vinho com 382 candidaturas aprovadas no valor de 11 ME

por Lusa

As medidas de crise para o setor do vinho, lançadas para minimizar o impacto da pandemia, totalizaram 382 candidaturas aprovadas no valor de 11 milhões de euros, anunciou hoje a Ministra da Agricultura.

"Criámos um pacote de 18 milhões de euros de medidas de crise, que entendemos ser de particular relevância. [Do total], 12 milhões de euros destinados à destilação de crise e seis milhões de euros ao armazenamento", adiantou Maria do Céu Antunes, que falava no encerramento do fórum digital da ViniPortugal.

Segundo a líder do Ministério da Agricultura, a "adesão foi forte", totalizando-se 382 candidaturas aprovadas no montante de 11 milhões de euros.

Durante a sua intervenção, a governante classificou estas medidas como "fundamentais" para que, este ano, a vindima pudesse ocorrer com a menor perda de valor possível para quem produz, transforma e comercializa as uvas.

Adicionalmente, a ministra sublinhou que foram destinados cinco milhões de euros para a reserva qualitativa do vinho do Porto e adiantados 5,5 milhões de euros na medida de promoção de vinhos em países terceiros, cujas condições foram também flexibilizadas.

Por outro lado, conforme acrescentou, foram executadas na totalidade as medidas previstas no programa nacional de apoio, entrando assim no setor mais de 60 milhões de euros, através de programas como o Vitis (regime de apoio à reestruturação e reconversão da vinha).

No âmbito deste regime, vai ainda ser lançado no próximo ano um aviso de 50 milhões de euros, como já tinha sido anunciado na última audição parlamentar da governante.

"Vivemos momentos de grande exceção. Colocam-se desafios muito grandes à nossa economia, à forma como produzimos e chegamos aos nossos consumidores [...]. Este setor, como o agrícola e o agroalimentar, foi particularmente afetado pelo encerramento do canal Horeca [hotéis, restaurantes e cafés] e os turistas também deixaram de vir", afirmou a titular da pasta da Agricultura.

Porém, Maria do Céu Antunes vincou que "é neste clima de grande incerteza" que é necessário mostrar a capacidade de fazer diferente.

"Continuamos a trabalhar para que a quebra expectável na produção, que este ano se situa em 3%, muito devido às condições climatéricas [...] possa ser minimizada", assegurou, apontando que a quebra global está fixada entre os 10% e os 15%.

As exportações de vinhos portugueses cresceram em agosto 8,3% em valor e 8,2% em volume face a igual mês de 2019.

De janeiro a agosto regista-se um crescimento de 2,3% em valor e 3,4% em volume, em relação ao período homólogo.

Portugal foi o quarto maior produtor de vinho na União Europeia (UE) em 2019, com 700 milhões de litros, uma fatia de 5% do total de uma tabela liderada pela Itália, segundo dados divulgados pelo Eurostat.

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