Motoristas entregam pré-aviso de greve para 12 de agosto

por RTP
Lusa

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) entregou esta segunda-feira um pré-aviso de greve. Uma paralisação marcada para 12 de agosto.

O sindicato representativo dos camionistas não chegou a acordo com a ANTRAM e entregou o pré-aviso de greve, com início em 12 de agosto, após uma reunião esta segunda-feira de quase cinco horas, sob a mediação do Ministério do Trabalho.

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião, Pedro Pardal Henriques, advogado do SNMMP, disse que os camionistas consideram que não se trata "sequer de uma nova greve mas sim uma continuação daquela greve que já existia e que só foi desmarcada porque a ANTRAM nos enganou".

Diz este responsável que a ANTRAM deu o "dito por não dito" em relação aos valores "que estavam em cima da mesa". Pedro Pardal Henriques afirmou ainda que os motoristas tentaram sensibilizar a ANTRAM "do risco que é esta greve e do prejuízo que é para a economia em geral. A ANTRAM manifesta-se contra aquilo que assinou nos protocolos", acrescentou.
Pedro André Esteves, Fernanda Fernandes - RTP

Os representantes dos motoristas pretendem um acordo para aumentos graduais no salário-base até 2022: 700 euros em janeiro de 2020, 800 euros em janeiro de 2021 e 900 euros em janeiro de 2022, o que com os prémios suplementares que estão indexados ao salário-base, daria 1.400 euros em janeiro de 2020, 1.550 euros em janeiro de 2021 e 1.715 euros em janeiro de 2022.
A posição da ANTRAM
O advogado e representante da ANTRAM, André Matias de Almeida, devolveu as acusações, atribuindo o falhanço das negociações aos sindicatos que entregaram o pré-aviso de greve.

"A ANTRAM está sempre disponível para negociar, como negociou, mas ninguém pode negociar sob ameaça e sob pressões constantes de pré-aviso de greve", afirmou, acrescentando que os sindicatos que estão dispostos a fazer greve por tempo indeterminado a partir de dia 12 de agosto não ouviram as propostas que a ANTRAM trazia para a reunião de hoje.

"O que estava em cima da mesa por parte da ANTRAM era um aumento de 300 euros para o próximo ano, o Sindicato das Matérias Perigosas quer discutir uma greve para este ano relativamente a um aumento que não negociou para 2022", disse André Matias de Almeida.

Relativamente à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), também presente na reunião no Ministério do Trabalho e que não entregou pré-aviso de greve, as negociações para aumentos salariais vão prosseguir.

C/ Lusa





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