Economia
Ouro cai para nível mais baixo dos últimos dois anos
O valor do ouro caiu para o seu nível mais baixo em dois anos, com muitos operadores a venderem os seus ativos depois da queda de preços que se verificou no final da semana passada. Nos últimos dois dias o valor deste metal precioso baixou quase 200 dólares e estava esta segunda-feira a transacionar-se abaixo dos 1.400 dólares por onça. A par do ouro também a prata, a platina o cobre e o paládio estavam a negociar em queda nos mercados mundiais.
Alguns investidores foram apanhados de surpresa pela descida no preço do ouro e do seu irmão menor, a prata. Os especialistas apontam para causas múltiplas e diversas a nível global.
No caso do ouro, a venda maciça começou na sexta-feira, depois de o governo dos Estados Unidos ter revelado que os preços da venda a retalho registaram em março a maior quebra dos últimos dez meses.
Sem inflação ouro torna-se menos atraente
Muitos investidores vinham comprando ouro e prata para se protegerem de um aumento da inflação. A queda dos preços veio retirar grande parte da atração que estes metais preciosos exerciam enquanto investimento.
O valor do ouro vinha diminuindo desde 4 de outubro de 2012, quando atingiu o seu mais recente pico de 1792 dólares por onça. A contribuir para essa tendência estão as melhorias registadas na economia norte-americana que diminuíram o apetite dos investidores por bens de refúgio.
Recorde-se que o ouro tinha atingido o valor recorde de 1.900 dólares por onça em 2011, na sequência da instabilidade que a descida do “rating” dos Estados Unidos provocou nos mercados.
Chipre provoca receios de venda de ouro no sul da Europa
Os números da economia dos EUA não explicam totalmente a presente queda dos preços do ouro. Os especialistas referem também uma recente proposta, segundo a qual o Chipre poderia vender uma parte das suas reservas de ouro para apoiar os bancos em dificuldades.
Os investidores temem que outros países do sul da Europa sigam o exemplo cipriota o que inundaria o mercado com excesso de oferta, levando consequentemente a uma baixa dos preços.
Portugal é o12º país com maiores reservas de ouro
No topo destes países figura Portugal, cujas reservas figuram em 12º lugar a nível mundial. São 382,5 toneladas de ouro, um valor bastante elevado em relação ao tamanho da economia.
Os investidores têm receios semelhantes em relação à Espanha e principalmente à Itália que tem reservas de 2452 toneladas e figura em 4º lugar na lista dos países com mais ouro.
“Isto é apenas pânico ... não é nada de organizado”, disse à Associated Press Phil Streible, corretor de comodities da RJ O´Brien Futures, “se se olhar para a Itália ou para Espanha… se começarem a liquidar [as suas reservas] aí vamos assistir a movimentos [de venda] sérios”.
No entanto, alguns investidores de relevo acreditam que o comportamento dos mercados apenas representa uma correção temporária que já se fazia esperar há algum tempo e dizem que se o preço do ouro continuar a cair não hesitarão em comprar.
Abrandamento da China faz cair comodidadesA somar-se a tudo isto, está também o inesperado abrandamento da atividade económica na China nos primeiros três meses do ano, o qual tem impacto, não só no preço do ouro e da prata, mas também no dos restantes metais ditos “industriais”, como a platina, o paládio, e o cobre, sendo que este último metal tende a acompanhar as perspetivas de crescimento da economia mundial.
A segunda maior economia do globo cresceu 7,7 por cento em relação ao ano precedente, o que representa uma desaceleração em relação ao trimestre anterior e está abaixo das previsões que apontavam para um crescimento superior a 8 por cento.
Refira-se que estes números também provocaram uma queda acentuada do preço do petróleo, que na segunda-feira caiu três dólares para 88 dólares o barril, o preço mais baixo desde dezembro. Isto porque o abrandamento da economia chinesa veio aumentar as dúvidas sobre a procura global de “crude” nos próximos tempos.
No caso do ouro, a venda maciça começou na sexta-feira, depois de o governo dos Estados Unidos ter revelado que os preços da venda a retalho registaram em março a maior quebra dos últimos dez meses.
Sem inflação ouro torna-se menos atraente
Muitos investidores vinham comprando ouro e prata para se protegerem de um aumento da inflação. A queda dos preços veio retirar grande parte da atração que estes metais preciosos exerciam enquanto investimento.
O valor do ouro vinha diminuindo desde 4 de outubro de 2012, quando atingiu o seu mais recente pico de 1792 dólares por onça. A contribuir para essa tendência estão as melhorias registadas na economia norte-americana que diminuíram o apetite dos investidores por bens de refúgio.
Recorde-se que o ouro tinha atingido o valor recorde de 1.900 dólares por onça em 2011, na sequência da instabilidade que a descida do “rating” dos Estados Unidos provocou nos mercados.
Chipre provoca receios de venda de ouro no sul da Europa
Os números da economia dos EUA não explicam totalmente a presente queda dos preços do ouro. Os especialistas referem também uma recente proposta, segundo a qual o Chipre poderia vender uma parte das suas reservas de ouro para apoiar os bancos em dificuldades.
Os investidores temem que outros países do sul da Europa sigam o exemplo cipriota o que inundaria o mercado com excesso de oferta, levando consequentemente a uma baixa dos preços.
Portugal é o12º país com maiores reservas de ouro
No topo destes países figura Portugal, cujas reservas figuram em 12º lugar a nível mundial. São 382,5 toneladas de ouro, um valor bastante elevado em relação ao tamanho da economia.
Os investidores têm receios semelhantes em relação à Espanha e principalmente à Itália que tem reservas de 2452 toneladas e figura em 4º lugar na lista dos países com mais ouro.
“Isto é apenas pânico ... não é nada de organizado”, disse à Associated Press Phil Streible, corretor de comodities da RJ O´Brien Futures, “se se olhar para a Itália ou para Espanha… se começarem a liquidar [as suas reservas] aí vamos assistir a movimentos [de venda] sérios”.
No entanto, alguns investidores de relevo acreditam que o comportamento dos mercados apenas representa uma correção temporária que já se fazia esperar há algum tempo e dizem que se o preço do ouro continuar a cair não hesitarão em comprar.
Abrandamento da China faz cair comodidadesA somar-se a tudo isto, está também o inesperado abrandamento da atividade económica na China nos primeiros três meses do ano, o qual tem impacto, não só no preço do ouro e da prata, mas também no dos restantes metais ditos “industriais”, como a platina, o paládio, e o cobre, sendo que este último metal tende a acompanhar as perspetivas de crescimento da economia mundial.
A segunda maior economia do globo cresceu 7,7 por cento em relação ao ano precedente, o que representa uma desaceleração em relação ao trimestre anterior e está abaixo das previsões que apontavam para um crescimento superior a 8 por cento.
Refira-se que estes números também provocaram uma queda acentuada do preço do petróleo, que na segunda-feira caiu três dólares para 88 dólares o barril, o preço mais baixo desde dezembro. Isto porque o abrandamento da economia chinesa veio aumentar as dúvidas sobre a procura global de “crude” nos próximos tempos.