Petróleo da OPEP valoriza-se 16% entre sexta-feira e segunda-feira

por Lusa
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O preço do barril de petróleo da OPEP subiu para 33,68 dólares na segunda-feira, mais 16% do que na sexta-feira, tendo recuperado o nível que tinha em meados de março, informou hoje o cartel petrolífero em Viena.

O valor do barril, de referência da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) iniciou assim o mês de junho em forte alta, depois de ter atingido em média 25,7 dólares em maio e 17,66 dólares em abril.

Apesar da acentuada valorização, ainda está longe dos mais de 66 dólares em média que marcou em dezembro passado.

Analistas citados pela Efe atribuem o aumento de 4,67 dólares na segunda-feira à possibilidade de a OPEP+ (OPEP e 10 produtores aliados, incluindo a Rússia) decidirem prolongar por mais dois meses os cortes em vigor desde 1 de maio até 30 de junho.

Estes cortes, no valor de 9,7 milhões de barris por dia, foram acordados em abril pelos ministros da aliança OPEP+ com o objetivo de compensar o colapso da procura provocado pelo confinamento imposto para travar a expansão da covid-19 e a consequente paralisação das economias em todo o mundo.

O pacto selado na última teleconferência do grupo contempla a limitação dos fornecimentos durante dois anos, mas prevê a suavização do mesmo faseadamente: o corte de 9,7 milhões de barris por dia cairá para 7,7 milhões entre julho e dezembro de 2020 e depois para 5,8 milhões entre janeiro de 2021 e abril de 2022.

Ou seja, significaria um aumento de 2 milhões de barris por dia a partir do próximo mês e até o final do ano em relação ao nível atual, desde que não haja `luz verde` para uma extensão das quotas atuais agora, uma expectativa falada no mercado antes da próxima reunião virtual da OPEP+ convocada para 9 e 10 de junho.

Num telefonema, o presidente russo, Vladimir Putin, e o príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman, reafirmaram na semana passada a disposição de continuar a cooperar para reequilibrar o mercado de petróleo.

"Os preços foram apoiados pelas notícias de uma conversa telefónica entre o presidente Putin e o príncipe saudita Mohamed bin Salman durante o qual os dois líderes concordaram em prolongar esforços coordenados na OPEP+ para estabilizar os mercados do petróleo", disse Yousef M. Alshammari, presidente do conselho consultivo da CMarkits, na sua análise semanal.

Esta expectativa foi reforçada no final de semana com a notícia de que o atual presidente da organização e ministro da Energia da Argélia, Mohamed Arkab, enviou uma carta aos colegas do grupo para propor uma antecipação da teleconferência para 4 de junho.

Segundo os analistas, a data proposta por Arkab - no dia 4 - permitiria que muitos dos países envolvidos no corte notificassem os seus clientes em tempo útil - de acordo com os vários contratos - de possíveis novos ajustamentos dos seus fornecimentos em julho.

No entanto, até ao meio-dia de hoje, o secretariado da OPEP em Viena não tinha confirmado ou negado uma alteração das datas, enquanto a chamada para a próxima semana se mantém no site oficial da organização.

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