Petrolíferas mantêm ajustamento de custos mesmo com recuperação do preço - Moody`s

| Economia

As empresas petrolíferas nacionais irão manter as estratégias de eficiência e ajustamento de custos adotadas durante o colapso do preço do petróleo entre 2014-2016, mesmo com a recuperação dos preços, indicou hoje a Moody`s.

A conclusão da Moody`s Investors Service consta num relatório em que a agência analisa as mudanças na política e estrutura das companhias nacionais de petróleo (NOC na sigla em inglês) num futuro próximo desde a queda dos preços do petróleo.

"Embora a estratégia de cada NOC dependa de vários fatores tais como a relação das companhias com os seus governos e com os preços nos mercados locais, de um modo geral estas empresas esforçaram-se para cortar custos, ajustar estratégias de crescimento e vender ativos", afirma Steve Wood, diretor-geral para a área do petróleo e gás da Moody`s citado no documento.

"Num ambiente de recuperação dos preços internacionais do petróleo, os ajustamentos promovidos nos últimos anos permitirão que algumas NOCs invistam nos seus principais negócios, enquanto outras poderão ampliar a produção ou a presença geográfica internacional", continua o responsável.

A agência de notação financeira destaca vários casos, entre os quais o da América Latina, onde as investigações sobre corrupção no Brasil ou a reforma energética no México "afetaram as companhias mais do que a queda dos preços".

No Brasil, a Petrobras está agora a considerar a venda de alguns negócios de logística para ampliar a eficiência e focar-se na exploração e produção de petróleo, enquanto a mexicana Pemex pretende, cada vez mais, fazer parcerias com companhias estrangeiras para explorar oportunidades de exploração e produção.

O barril de petróleo Brent cotou-se hoje a 80 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, pela primeira vez desde 2014, com os investidores a temerem uma queda da produção na Venezuela e no Irão.

O petróleo do mar do Norte, de referência na Europa, alcançou os 80 dólares no ICE de Londres cerca das 09:58 (10:58 em Lisboa), mais 0,98% do que no encerramento da sessão anterior, se bem que posteriormente tenha moderado a subida e tenha caído para 79,73 dólares cerca das 10:45 (11:45 em Lisboa).

O petróleo continua em alta devido ao temor dos investidores de uma descida da produção global, devido à queda do fornecimento na Venezuela e no Irão, que enfrenta sanções depois de Washington se ter retirado do acordo multilateral sobre o programa nuclear.

Também na quarta-feira, a Agência Internacional de Energia (AIE) considerou que os "principais desafios" para o preço do petróleo são as diminuições da produção tanto do Irão, devido à retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear, como da Venezuela, em crise.

O organismo avisou que os preços do petróleo já aumentaram 75% desde junho de 2017 e alertou para que este agravamento pode afetar a procura.

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