Reditus rejeita dívidas a ex-trabalhadores e desconhece pedido de insolvência

por Lusa

A Reditus rejeita quaisquer dívidas a ex-trabalhadores contratados e desconhece a existência de um pedido de insolvência apresentado pelos mesmos, disse hoje à Lusa fonte oficial da empresa.

Em causa está um pedido de insolvência apresentado por uma dezena de ex-trabalhadores contratados pela Reditus no Tribunal de Comércio de Lisboa, de acordo com uma nota hoje enviada à Lusa.

De acordo com a informação à qual a Lusa teve acesso, "cerca de uma dezena de funcionários não receberam o montante a que têm direito, depois de finalizados os respetivos contratos com a empresa em fevereiro, sendo que até hoje nunca obtiveram qualquer resposta sobre a sua situação".

Contactada pela Lusa, "a Reditus desmente que tenha qualquer dívida com ex-trabalhadores contratados" e afirma que "a empresa desconhece ainda qualquer pedido de insolvência em que tenha sido citada".

Segundo a advogada que representa estes funcionários, Isabel Alves, citada na nota a que a Lusa teve acesso, "estes trabalhadores esgotaram todas as possibilidades de serem ressarcidos e daí terem recorrido como último recurso ao pedido de insolvência".

"Falamos de trabalhadores que cessaram o seu contrato de trabalho com a Reditus, em fevereiro, e cujos valores em causa são relativamente baixos. Ora, uma empresa com a dimensão da Reditus, com um capital social de 3.000.000 de euros, que não tem capacidade de cumprir as suas obrigações com os trabalhadores, estará certamente numa situação de insolvência", sublinha Isabel Alves.

O processo agora em tribunal deverá seguir os trâmites normais.

Fundada em 1966, a Reditus atua na área das tecnologias de informação e emprega mais de 3.000 profissionais.

Em 2015, registou um volume de negócios de 119 milhões de euros, 40% dos quais provenientes da sua atividade internacional, de acordo com a nota.
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