Rota da Seda vai mudar o que se passa no nosso planet, diz presidente Partex

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O professor universitário e presidente da companhia petrolífera Partex Oil and Gas Corporation considerou que a Rota da Seda vai levar a uma mudança "ao nível das relações económicas e comerciais" em todo o mundo.

"Estou convencido que este projeto (...) vai ser um projeto-chave para mudar, ao nível das relações económicas e comerciais, o que se passa no nosso planeta", disse António Costa e Silva durante a apresentação do livro `A China e a revitalização das Antigas Rotas de Seda, Novo Vetor do Comércio Mundial` realizada na terça-feira no Grémio Literário, em Lisboa.

"A Ásia não só está a renascer. As pessoas dizem que a China é uma potência emergente, a China é uma potência reemergente", afirmou o professor universitário, lembrando que quando os portugueses iniciaram os Descobrimentos, "o país asiático era responsável por 25% do PIB [Produto Interno Bruto] mundial".

António Costa e Silva elogiou ainda a China, país que "pensa a longo prazo e baseia o seu regime na meritrocacia, que é um conceito que funciona".

Para o responsável da Partex, o projeto chinês representa a "última rota da seda que a história conheceu, e a última rota da seda que o mundo vai conhecer".

O livro apresentado na terça-feira resulta de uma parceria entre a Associação Amigos da Nova Rota da Seda e o Instituto Internacional de Macau, tendo a sua conceção sido coordenada por Fernanda Ilhéu e Leonor Janeiro.

Fernanda Ilhéu considera que o principal propósito do livro passa por contar a história das antigas rotas da seda.

"O livro tem um grande objetivo, que é levar ao conhecimento do grande público o que foram as antigas rotas da seda e a sua importância civilizacional, e o que se perspetiva com a nova rota da seda", referiu Fernanda Ilhéu, que é a presidente da Associação Amigos da Nova Rota da Seda.

A coordenadora do livro criticou o ensino ocidental por não introduzir conceitos extraocidentais no currículo escolar.

"A história da civilização é muitas vezes ensinada nas escolas europeias com uma miopia ocidental", censurou a autora.

"Só se fala no que se passou na Europa, praticamente. Fala-se da Grécia, fala-se de Roma, fala-se da Europa Cristã, das Cruzadas, dos Descobrimentos, do Renascimento, do Iluminismo, da Revolução Industrial e por aí fora, e esquece-se que as grandes civilizações começaram no Médio e Extremo-Oriente e no Nordeste de África", sublinhou.

Já a outra responsável pela autoria da obra, a arquiteta Leonor Janeiro, o livro surgiu para contrapor a imagem referente ao continente asiático que diz ser passada pela imprensa.

Assim, assume ter coordenado a criação de "uma publicação dirigida ao grande público para disseminar o conhecimento da história do mundo a Este, até à China".

"Não é um livro académico, é um livro generalista. Assim será mais fácil de entender o que está na génese desta mudança de centralidade a que hoje assistimos", concluiu Leonor Pinheiro.

Lançada em 2013, por Xi Jinping, o projeto de infraestruturas internacional `Uma Faixa, Uma Rota` ou `nova rota da seda`, inclui a construção de portos, aeroportos, autoestradas, centrais elétricas ou malhas ferroviárias ao longo da Europa, Ásia Central, África e sudeste asiático.

A iniciativa é vista como uma versão chinesa do `Plano Marshall`, lançado pelos Estados Unidos, após a Segunda Guerra Mundial, e que permitiram a Washington criar a fundação de alianças diplomáticas e militares que perduram até hoje.

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