Trabalhadores da segurança dos aeroportos em greve de 48 horas a partir de sábado

| Economia

Os trabalhadores da segurança privada dos aeroportos vão estar em greve no sábado e no domingo, exigindo melhores condições laborais, informou hoje o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA).

Armando Costa, do SITAVA, disse hoje à Lusa que se trata de uma greve de "48 horas corridas" em todos os aeroportos do país, incluindo os dos Açores e os da Madeira, e que "já foi apresentado o pré-aviso de greve".

O protesto dos trabalhadores da Prosegur e da Securitas que garantem a segurança dos aeroportos tem como objetivo exigir a "contratação coletiva", "melhores condições de trabalho" e "uma carreira com dignidade".

O SITAVA lamenta que, num contexto de "crescimento exponencial de passageiros", que se traduz num "aumento dos lucros da Vinci, da Prosegur e da Securitas e num aumento de receitas com as taxas de segurança (pagas pelos passageiros)", estas empresas "aproveitem para retirar direitos aos trabalhadores", uma situação que o sindicato considera ser "inaceitável".

"Há quem esteja a ganhar muito dinheiro com o aumento de passageiros nos aeroportos nacionais, mas não são os trabalhadores que zelam pela segurança dos passageiros, pois esses são cada vez mais precários e vivem num contexto cada vez mais difícil", aponta ainda o SITAVA, que garante que "tudo fará" para que a segurança nos aeroportos nacionais não fique comprometida.

Em maio, o SITAVA tinha emitido um outro pré-aviso de greve a todo o trabalho extraordinário entre os dias 03 de junho e 01 de outubro, depois de uma reunião insatisfatória com a TAP para discutir a proposta entregue em dezembro de revisão salarial para 2017.

 

 

Tópicos:

Aviação Aeroportos SITAVA Armando, Vinci,

A informação mais vista

+ Em Foco

A Redação da RTP votou sobre as figuras e acontecimentos mais destacados, a nível nacional e internacional. Veja aqui as escolhas.

    O embaixador russo em Lisboa afirma, em entrevista à RTP, que as declarações e decisões de Donald Trump sobre Jerusalém podem incendiar todo o Médio Oriente.

    Rui Rosinha, bombeiro de Castanheira de Pêra, sofreu queimaduras de terceiro grau e esteve dez horas à espera de ser internado. Foi operado 14 vezes e regressou a casa ao fim de seis meses.

    Uma caricatura do mundo em que vivemos.